DOIS
Tenho amigos estranhos. Que cultivam hábitos estranhos. Um deles adora números. Bem, não exatamente apenas números, mas histórias com números. Relações. Relações numéricas bizarras. Histórias que envolvem associações aparentemente absurdas com números. Este é o seu hobby… Ele me manda números…
E eu, o que faço com esses números? Na maioria das vezes, nada… E ele também não me pede nada… Apenas me manda aquelas histórias com aqueles números, por e-mail, e ponto. Nunca disse uma palavra além do relato jornalístico (detalhadíssimo), e nas raras vezes em que nos encontramos pessoalmente, ele nem sequer mencionou o assunto.
Respeito a sua natureza racional e calada. Na verdade, sinto uma secreta atração por aquelas histórias, aquelas métricas, que finjo para mim mesmo, desdenhar. Prefiro não falar nada, pois temo que se eu disser algo, ele pare de mandar. Pessoa ímpar… E eu, na verdade, também tenho um meu estranho hobby: encontrar relações, conexões entre fatos, acontecimentos, imagens aparentemente sem conexão nenhuma entre si…
Ficamos, pois, assim, nesse diálogo de Babel: ele procurando nos números, no lado esquerdo do cérebro, a resposta matemática que silencie suas questões internas sobre o sentido da existência, ou a falta dele. E eu, buscando no lado direito, conexões intuitivas, sincrônicas que respondam a mesma pergunta…
Na semana passada, a notícia que ele me mandou era realmente fora do comum. Á princípio, não me chamou muita atenção, pois o título do e-mail parecia ser algo relacionado aos esportes, e eu não tenho o menor interesse em dados esportivos, tipo quantas vezes o Grêmio foi campeão em anos pares, ou coisas do gênero.
Mas algo indizível mandou, e eu abri a mensagem… O que ela dizia?
Um jogador alemão, Robert Enke, goleiro do Hannover e da seleção alemã, havia se jogado diante de um trem á 150 km por hora, num entroncamento ferroviário que ficava á aproximadamente dois quilômetros do local, onde sua filha de dois anos de idade, que havia falecido de alguma doença congênita, fora enterrada há mais ou menos dois anos atrás… Dois mil torcedores haviam passado a noite em vigília, dizia a mensagem. O último jogo que o cara jogou havia terminado empatado em 2X2…
No dia anterior, o jogador havia treinado normalmente, e á noite, foi com sua esposa, á uma exposição de arte feita com cadáveres humanos reais… Há meses, Enke vinha apresentando problemas com uma estranha “inflamação” que o afastava, ás vezes, de jogos e treinos.
Fiquei pasmo. E inquieto. Minha antena me sussurrava algo… O quê aquela tragédia toda tinha a ver com o número dois? Qual o recado que a vida estava me mandando com aquele triste acontecimento e aquela macabra simetria?
Vi algumas imagens na NET. A maioria, fotos oficiais de Enke como goleiro de diversos times europeus, e da seleção de seu país. Ser o goleiro da seleção alemã de futebol não é pouca coisa. Vem-me á cabeça, a imagem do gigante Sepp Maier, que fechou o gol e foi fundamental para a vitória daquele país em 1974. Não acompanho atentamente os rumos do esporte bretão, mas sei que outros grandes nomes já passaram por aquela posição, e sei também que não mais do que três goleiros de cada geração podem conhecer a honra e a glória de serviram á seleção de seu país.
Nas fotos, Enke aparecia com o sorriso e a empáfia dos vencedores. Um “winner”, como costumam dizer nossos irmãos do norte. Careca, durão. Um cara “hard”. O último homem, a última instância do “Deutsche Team”… Deus me livre de ser o jogador que tivesse que bater um último penal para o Brasil numa final de copa do mundo, com um cara daqueles pela frente…
Mas o que poderia ter acontecido, com um cara daqueles, para ele chegar ao extremo em que chegou?
Sim, havia a história da filha, e o fato do suicídio ter ocorrido á dois quilômetros do local onde a menina estava enterrada pode ser um sinal de que aquela ferida jamais havia cicatrizado no coração do pai, por mais durão que ele fosse…
Depois do ocorrido, a esposa do jogador comunicou a imprensa, que Robert Enke sofria de depressão, e tinha medo de que, se essa notícia vazasse, ele pudesse perder o seu tão almejado posto de goleiro da tricampeã mundial de futebol… E havia aquela exposição de arte com cadáveres reais… Arte? Que lugarzinho para uma pessoa depressiva estar passeando, hein?
Sai para caminhar um pouco e mudar o disco em minha mente, pois não conseguia pensar em outra coisa…
Na esquina, na banca de jornal, vejo na capa de uma dessas revistas de “vida saudável”, uma loira com pose de “winner” e a seguinte manchete: Ela perdeu doze quilos, virou loira e agora é outra mulher…
Outra mulher? Huuummmm…
Voltei para casa. Meu amigo cartesiano havia me mandado outra mensagem. Agora era apenas uma foto. Dois torcedores do Hannover abraçados, em vigília pela morte do ídolo querido. Cada um dos dois usava uma camisa do Enke, com o nome do goleiro e o número um. Estavam de costas para o fotógrafo.
Plim, plim… Haviam dois Robert Enkes… O cara “durão” das fotografias, e outro, muito ferido emocionalmente. Um cara sensível que se abalou profundamente com a perda da filha, e não estava suportando a idéia de perder a sua imagem pública…
Mas… Seria a imagem pública tão importante assim, ao ponto de Enke preferir perder a vida a perdê-la?
Como isto é possível?
C.G. Jung, profundo conhecedor da mente e da alma humanas já falava, em meados do século passado, sobre a existência em nós, de algo que ele chamava de “persona” (SHARP, Daryl; Léxico Junguiano; Editora Cultrix, São Paulo, 1997)
Ela é, como o nome indica, apenas uma máscara da psique coletiva, uma máscara que finge individualidade, fazendo com nós e os outros acreditemos que somos indivíduos, embora estejamos, simplesmente, desempenhando um papel através do qual a psique coletiva se exprime. Quando analisamos a persona, despimos a máscara e descobrimos que aquilo que parecia ser individual é, no fundo, coletivo; em outras palavras, que a persona era apenas uma máscara da psique coletiva. Fundamentalmente a persona nada tem de real: não passa de um acordo entre o indivíduo e a sociedade sobre aquilo que um homem deveria parecer ser. Ele adota um nome, ganha um título, desempenha uma função , é isto ou aquilo. Em certo sentido tudo isto é real; contudo em relação á individualidade essencial de uma determinada pessoa, é apenas uma realidade secundária, uma formação de compromisso, fato no qual as demais pessoas muitas vezes têm uma parte maior do que a própria pessoa. Ninguém pode, impunemente, desembaraçar-se de si mesmo em troca de uma personalidade artificial; até a tentativa de fazê-lo acarreta, nos casos comuns, reações inconscientes, sob forma de mau-humor, afetos, fobias, idéias obsessivas, vícios reincidentes, etc. O “homem forte” social, em sua vida privada, freqüentemente não passa de uma simples criança, no que diz respeito a seus próprios estados de sentimento. As exigências de adequação e de boas maneiras são um incentivo adicional a que se assuma uma máscara condizente. O que acontece, então, por detrás da máscara recebe o nome de “vida privada”. Esta dolorosa divisão familiar da consciência em duas figuras, muitas vezes absurdamente diferentes, é uma penetrante operação psicológica, fadada a ter repercussões no inconsciente.
Não há nada de errado com a persona. Ela é uma espécie de máscara social que todos temos e precisamos ter, para podermos nos adaptar e sobreviver ás pressões e aos atritos entre aquilo que verdadeiramente somos, e aquilo que a sociedade espera que sejamos… Ou que nós esperamos que ela espere de nós…
Ninguém sobreviveria á vida na terra sem a persona. Até mesmo os monges mais desapegados também têm apego… Á sua imagem pública de monges desapegados…
Na Índia, país considerado por nós ocidentais sem religião, como o supra-sumo de tudo que é espiritual, até hoje existem monges que não se sentam á mesa com pessoas de castas inferiores, para que isto não venha denegrir suas imagens públicas…
No episódio em que Jesus se encontra com uma samaritana á beira de um poço e lhe pede água, a mulher se surpreende por EL’e, um judeu, estar se dirigindo a ela, uma pessoa inferior. Sem saber que se tratava de alguém que estava á milhas e milhas e milhas de distância das convenções sociais da época, ela O adverte sobre os prejuízos que EL’e poderia sofrer em sua imagem pública por aquele ato “impensado”.
O problema começa quando esquecemos que somos pessoa, e passamos a nos identificar totalmente com a persona, o personagem, esta imagem pública vista por nós, no espelho que é o olhar do outro.
Vamos voltar á capa da revista de “vida saudável”: Ela perdeu doze quilos, virou loira e agora é outra mulher… Ou seja, ao transformar a sua imagem, ela passa a ser outra pessoa. A outra, a numero dois… E a número um? Continua lá, com todas as suas angústias, dores e fraquezas. Continua lá com toda a ansiedade que a levou a ficar doze quilos acima do seu peso natural. Continua lá. Subsistindo em uma região imediatamente abaixo da superfície fina da personalidade numero dois, que é a persona. Subsistindo sub-nutrida e abandonada. Carente, sedenta de atenção e amor. Continua exatamente lá. Exatamente do mesmo jeito que sempre esteve. Exatamente do jeito que a gente a deixou… Aguardando uma vacilação da “poderosa” numero dois, para mostrar a sua verdadeira face de fraqueza e desespero…
E quantos de nós, perdidos nesse mundo sem alma, identificados com esse mundo sem alma, tentando sobreviver nesse mundo sem alma, também não perdemos nossa conexão com nossa própria alma, e esquecidos de quem verdadeiramente somos, também nos identificamos com uma imagem qualquer, á ponto de acreditarmos que sem ela, é preferível a morte?
Quantos de nós trocamos a nossa alma por uma ilusão qualquer? Quantos de nós vestimos uma roupa qualquer, uma fantasia qualquer, e passamos a acreditar que somos o personagem, e que sem ele não somos nada, que sem ele não vale a pena viver?
Artista, ator, político, chefe… Rico, poderoso… Pobre, revoltado… Permissivo, doidão, durão… Médico, psicólogo, astrólogo… Gostosona do momento, santo, pessoa espiritualmente evoluída… Branco, preto, japonês, árabe, índio, mulata, judeu… Qual é a sua máscara? Quem é você?
Quantos de nós somos também como bolhas de sabão, que brilham ao sol, mas que não resistem ao mais leve contato com a realidade?
O que somos nós, quem somos nós, o que estamos fazendo por aqui? Perguntas simples, que alguns consideram simplórias, mas, provavelmente, as mais importantes de todas.
O filósofo existencialista Albert Camus, considerava o suicídio, a única questão que realmente valia a pena ser discutida.
Discutir o suicídio é discutir a própria vida, o sentido e a graça que estão implícitos nesta questão.
Enquanto continuarmos adormecidos de nós mesmos, enquanto continuarmos sendo crentes desta “religião” materialista que domina o mundo e nossas mentes atualmente, e que nos ensina que somos coisa, continuaremos cegos para o sentido maior de nossas existências, e sujeitos a nos identificarmos completamente com os personagens que representamos.
A vida é muito mais do que isto, nós somos muito mais do que as nossas máscaras… E ás vezes, é só quando as perdemos, é que podemos nos encontrar de verdade…
Meu amigo pitagórico, agora me manda mais um e-mail sobre aquele dia fatídico: faziam dois dias, da grande comemoração dos vinte anos da derrubada do muro… Que desde o final da segunda grande guerra dividia o território e o coração do povo alemão… Em dois…





















30 de novembro às 13:21
Tirar a própria vida é uma coisa complicadíssima. Há quem despreze os suicidas. Eu não sei o q pensar deles. Por um lado são covardes q tem medo de enfrentar a rrealidade da vida. Por outro são muito machos por conseguirem extingui-la. Depressão é um mal muito feio. Cancer da alma. Tu pega HIV, descobre um tumor e (pelo menos boa parte da galera) luta pra viver mais. O cara deprê não. Abre mão da vida. Será q todo suicida acredita mesmo na vida depois da morte? O q será q ele acha q vai encontrar lá? Pq, se o tratamento pra quem se mata foi 5% do q falam, heheheh… o cara vai se lascar mais ainda (e ai não vai poder se suicidar de novo pra fugir do sofrimento, né?). Eu não sei se tem algo no lado de lá que é melhor q esse mundão aqui. Eu sou muito apegado as coisas materiais pra abrir mão delas me matando (sou uma prova viva de q há males q vem pra bem, haha!). Então tamos ae… não sei se vivos sem motivos, mas encontrando motivos pra estar.
30 de novembro às 13:25
Ah! E nasci no dia 22/02… PUTZ!
30 de novembro às 13:50
putz…
muito louco isso pq eu sempre acho que somos sempre pelo menos dois seres num só e acho que um deles sempre está fora do corpo espreitando o que ‘O OUTRO’ faz… acho que é uma maneira da gente se entender e se encontrar.. e quem não encontra o seu outro `eu` ou pensa que é apenas um deles, acho que tá ferrado pq desdenha de um pedaço de si que é tão seu qto o outro…
o louco é que nossa dualidade é que nos faz sentirmos que somos UM…
quer dizer pelo menos isso é o que EU e EU penso (amos)…
30 de novembro às 14:01
Brother Maltz,
Você sintetizou muito das minhas inquietações atuais sobre a pós-modernidade. Através da mídia podemos ver exemplos da maximização da persona em lugar da essência humana. E então me lembrei de alguns famosos do momento. A loira da Uniban talvez se reencontrasse consigo mesma usando uma burca(rsrsrs). Mas o assunto que está bombando é a operação caixa de pandora. Políticos de Brasília flagrados em ato inconteste de corrupção. Até bem pouco tempo, a onipotência, a sensação de que nada havia acima deles, governava suas mentes. Em todos os exemplos , que poderiam se seguir indefinidamente, a máscara tomou conta do homem… e quando acabarem seus 15 minutos de fama? E quando o prestígio polìtico for embora, os bajuladores forem embora? O que restará senão a sua própria alma.
30 de novembro às 14:04
PS. e desse negócio de dois, os geminianos entendemos muito bem!
30 de novembro às 14:05
caramba…
eu ainda não tinha entrado no blog e ao bisbilhotar rapidamente a trajetória (que já conheço de cor e salteado mas algum ímpeto inexplicável sempre me faz bisbilhotar d enovo..), vi que numa baita coincidência tem DOIS dias 11 bem importantes na tua vida: o 1° show e a mudança pra Brasília.. E 1 + 1 = 2… Essa parada numérica qdo a gente entra numas de analisar, tudo ao redor tem alguma coincidência já repararam? talvez seja melhor nem reparar por falta de explicação…
30 de novembro às 14:13
Esta crônica me fez lembrar o conto “O espelho – Esboço de uma nova teoria da alma humana” de Machado de Assis. Quem se interessar pode ler no link: http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/espelho.html
Abraços
30 de novembro às 14:22
Dualidades são ainda um mistérios para nós, e realmente penso, como geminiano, que nosso signo faz refletir um pouco sobre o assunto. Estou aprendendo a controlar minha inconstância aos poucos, bem aos poucos. Mas somos mesmo de momentos ruins, momentos bons, não devido aos fatores externos e sim à nossa percepção desses fatores. Pelo menos é o que eu sinto em mim, não conheço nada de astrologia (por isso estou sempre aqui tentanto aprender alguma coisa!).
Abraços!
30 de novembro às 14:48
Te adoro cara,sou de Bagé.lembro de ti,em 1993,show do militão,tu lembra disso,claro que não…abracos
30 de novembro às 15:28
Já afogado muitas vezes em magoas e ressucitado é como me sinto assim como muitas pessoas se sentem,porém,realmente discutir o suícidio é discutir a própria vida.Acuado e repremido no persona nos transformamos na quilo que realmente somos individualistas num mundo capitalista.Como me sinto já morto vivo,disfarçando com a cabeça baixa o olhar a procura de DEUS,ralmente é o que devemos fazer visto que já passamos do segundo milénio,a segunda guerra a mãe terra não tem uma segunda vida não sabemos se DEUS vai nos dar segundo filho.O número dois ralmente foi forte nesses contextos.Fraco nas regras gramatikais forte no persona que me transformaram,deixo meu desabafo,tantas vezes nos afogaram e nos ressucitaram nessa sociedade hipócrita e fraca adoecendo nossas crianças e as transformando-as em suícidas individualistas nesse papel do persona.São tantos males as doeças mentais e do espírito da carne das impossibilidades se levantares a sua espada contra os erros não recue e vença o mal por todos aqueles que sofrem.
30 de novembro às 16:08
Eu acredito que todo o suicida tem muito mais vontade de viver do que qualquer outro ser que enfrenta problemas. A vontade do suicida de se livrar da dor e viver de verdade é tanta, que o faz tirar a vida pensando que é a dor.
30 de novembro às 17:00
É incrível como a mudança de assunto esbarra sempre na mesma causa raiz que faz com que a humanidade sofra dos fenômenos mais previsíveis em qualquer análise lógica,… Não sei o quão estou distante de sofrer os mesmos males mas o pior é ver todos remando contra a maré em busca de soluções artíficias e passageiras.
30 de novembro às 18:03
Bela crônica, nos faz refletir….
30 de novembro às 18:31
Mano Maltz,
Lido de perto com o “dois”, pois sendo canceriana com ascendente em virgem, me vejo numa gangorra que pode se equilibrar entre o racional e o emocional.(I hope so…)
A depressão/ilusão, a persona/máscara, a sociedade consumista/capitalista são componentes desse ‘mundão véio de meu Deus’. Como conviver com eles?
Cada um na sua individualidade (nesse caso, somos UM e não-DIvididos), pode encontrar portas, sabendo sair de si pra se ver, pra se gostar, pra se sentir.
Como na escola, aqui temos lições pra aprender. Alguns são promovidos, outros vivem repetindo matérias, e faz parte do aprendizado saber que não sabemos muita coisa, ou quase nada. Nem de nós, nem dos outros.
Então, quero encontrar mais chaves pras portas serem abertas, vendo nas lições as oportunidades pra ser mais feliz, pra fazer mais gente feliz, pra seguirmos juntos Além!
Uma chave é ler “Ventos do Destino” com ‘toques do dia’.
Bem grata pela abertura que você envia por eles!
30 de novembro às 20:34
Não conhecia o site… conheci pelo twitter do Humberto e já sei que passarei a frequentar-lo… adorei a matéria e o modo como você coloca as palavras, também o jogo de perguntas que acaba criando uma certa refelxão… Parabéns!
PS: Adorei sua participação do show do Engenheiros do Hawaii aqui em Brasília em 2008 foi simplesmente F..da… velhos tempos do Eng.Haw \o/
30 de novembro às 20:47
Querido Maltz!!
Penso que somos muito mais que dois em um… Somos na verdade aquilo que esperam de nós: boas mães ou pais, bons estudantes, bons profissionais, bons amigos, bons amantes… E em meio a essa necessidade de sermos vários nos perdemos de nós mesmos.
Já dizia Jung:”Todos nós nascemos originais e morremos cópias.”
E é bem assim mesmo, mascaramos nossos sentimentos, vivemos em função de algo que esta muito longe de ser o que realmente queremos.
Vivemos com saudades do passado e com medo do futuro.
E ai vem a questão: “Pra q viver assim?” A gente vive pra morrer, não é isso? Afinal é a única certeza que temos.
Bem, mas se é isso, se vamos partir de qualquer jeito é melhor aproveitar enquanto estamos aqui… Afinal, vamos interpretar essa passagem como um período de férias que uma hora vai acabar, ai cabe a cada um de nós aproveitar esse tempo vivendo pra si, ou acumulando riquezas pros outros. Sim, porque a única coisa que você vai levar daqui é o que esta dentro de você, o resto vai ficar, pra quem quer que seja!!
Então vamos deixar que as máscaras caiam e vamos aproveitar e fazer do hoje um momento especial, sem medos, sem receios… E faço minhas suas palavras:
“A vida é muito mais do que isto, nós somos muito mais do que as nossas máscaras… E ás vezes, é só quando as perdemos, é que podemos nos encontrar de verdade…”
Sábias palavras!!!
Um grande abraço!
30 de novembro às 21:24
Belo texto Maltz…eh muito importante pensar sobre essas questoes que realmente sao fundamentais para um melhor entendimento de nos mesmos…deveríamos nos atentar a isto diariamente…e neste momento quando li esta crônica me enriqueci um pouco mais…muito obrigado…
30 de novembro às 23:18
Gostei do texto.
“nós somos muito mais do que as nossas máscaras”… pena que esse muito mais seja mais uma grande dualidade. E acho que a grande maioria das pessoas tem medo de tirar as máscaras para se olhar no espelho!
1 de dezembro às 0:52
Lindo texto meu grande amigo ! Valeu o meu dia tê-lo lido ! Não pensei nada pra comentar… talvez o silêncio seja minha melhor resposta agora… Mas memso assim: Obrigado !
1 de dezembro às 11:29
Preciso te confessar q bati palmas sozinha após ler este artigo!!
“Qual é a sua máscara? Quem é você?” Depois que a persona cai o q fica? Acho q ai sim é possível preencher o “buraco vazio” e descobrir o verdadeiro sentido das coisas, sair do mundo das ideias e ir para a realidade. Já que dessa forma o mundo idealizado pode se tornar real.
Fantástico!!!
2 de dezembro às 16:19
Puxa, Maltz, como você foi fundo…
A vida real é muito mais virtual do que se pensa…
Libertar-se da máscara não é fácil! Só há uma forma: identificando-se com a Verdade: a Palavra de Deus.
2 de dezembro às 19:19
Parabéns Maltz! Pra completar, como diz seu fiel escudeiro HG: “Agora que tudo está exposto, a máscara e o rosto trocam de lugar [...] tô fora, sigo meu caminho, às vezes tô sozinho, quase sempre tô em paz…”
Abraços, ótima crônica!
2 de dezembro às 19:21
… “além do que é sabido, além do que é sentido, ver além da máscara!”
2 de dezembro às 21:30
E quem seria esse seu amigo?
3 de dezembro às 15:17
obrigada pelas palavras que provocaram reflexões profundas!
parabens por usa-las tão bem, com um proposito tão nobre.
é com esse tipo de cutucão que algumas pessoas conseguem despertar para as coisas importantes dessa nossa passagem pela terra.
beijão
3 de dezembro às 16:06
Pelo jeito a Leila Lopes não aguentou encarar o que restou da sua persona.
[]s
3 de dezembro às 21:12
Além de milhões de coisas que eu teria para dizer (que não direi porque meu tempo é curto e vim apenas fazer um breve comentario, talvez as diga outra hora.), engraçado como li da primeira até a ultima palavra pensando em “numeros”. Mera coincidencia?
5 de dezembro às 2:04
2 – vai além do suicídio!! A dualidade do ser humano, ying-yang,real&abstrato,loucura&lucidez,findomundo&findomês…
Pode-se saber carregar a outra parte ou por tentar se livrar dela: lentamente ou duma vez por todas(suicídio=/). O fato é q as aparências andam conduzindo os nossos dias. Tem de se saber o que realmente vale a pena pra não se acabar perdido na imagem do espelho. !Abracilários! !!!XABLABLAU!!!
5 de dezembro às 18:27
Muito boa a crônica, Maltz!
As crianças não são “dois”. Perdemos essa ingenuidade tão positiva pra dar lugar ao medo e à desconfiança que acabam nos matando de alguma forma? Usamos máscaras para, um dia, esquecermos de quem realmente somos?
Às vezes é difícil distinguir a persona do indivíduo real. Pra mim, com máscara ou sem máscara, a primeira impressão é a que fica. Sempre! Além do mais, também, algumas máscaras não são tão ruins assim! hehe
Abraço
Parabéns!
5 de dezembro às 18:46
A propósito: lá vai uma charada para seu amigo quebrar a cabeça: meu comentário é de nº 27. 2+7=9 e 9-7=2. Dois!
6 de dezembro às 21:00
Qual o problema em usarmos mascaras ?
Cada um se refugia da maneira que achar melhor , com a mascara que achar melhor. Quem de nós nunca se escondeu atras de mascaras … Somos quem podemos ser , com as mascaras que podemos ter… Por mais que nos escondemos, jamais consiguiremos fugir de nós mesmos, pois nossa alma não usa mascaras . Cada um carrega dentro de si a alegria e tristeza de ser quem realmente é .
7 de dezembro às 10:07
O problema não é usar a máscara, acho que o problema é a alma ser absorvida por ela, não ter mais o controle sobre ela.
Também gosto de quebra cabeças, achar conexões, comprovar teorias das conspirações e etc…
Bem o crônica do Maltz foi brilhante e antes de mais uma “celebridade ter cometido o suicidio, infelizmente.
Mas qual a conexão desses fatos??
Bem, pelo meu modo de analisar as coisas, algumas peças desse quebra cabeça está a algumas crônicas atrás, lembram quando o Maltz postou sobre o alerta da OMS de que mais alguns anos milhões de pessoas estarão sofrendo de depressão?
qual será a consequencia disso? as indústrias das bolas faturando mais e mais de um lado, e as funerárias aumentando seu movimento do outro??
o que está acontecendo agora é apenas respingo do que está por vir?tipo de quando a gente está no alto de um morro e bem adiante vê nuvens enormes e negras de um mega temporal e começa a cair pequenas gotas d’águas avisando que logo chegará na região que se encontra, o que você faz?se mexe para não ficar ali..ou fica para ver o que acontece?
[]s
10 de dezembro às 21:28
celebridade…celebridade…onde? quem? , o que achei mais interressante nesta crônica é a citação de Albert Camus, os existencialistas liderados por Jean Paul Sartre, tinhan uma visão um tanto quanto inusitada a respeito do suícidio, dizism ser a única liberdade de escolha do ser humano é o de poder tirar sua própria vida, (deve ser por isso que quase todos os livros desses existencialistas estão no INDEX)..ter o direito de tirar a vida ou não é uma questão realmente pertinente, e ainda pensando na crônica e nos filosofos existencialistas lembro-me de uma frase de SARTRE dita em peça de teatro escrita por ele chamada entre 4 paredes, em que as pessoas morrem e ao invéns de irem para o suposto inferno, são obrigadas a viverem juntas, cada um com seu defeito, suas manias e teimosias e é num certo ponto da trama que um diz: “o inferno são os outros”…e realmente como nos atormentamos com as opiniões alheias e os conceitos pré estabelecidos de pessoas que mal conhecemos, talvez seja esse inferno que são as opiniões alheias que levam pessoas a não mais suportar a existencia na terra.
13 de dezembro às 1:00
Carlos, escreveste algo muito reflexivo. Fiquei meio aéreo e sem palavras . Interessante, eu ia dormir, mas o texto me prendeu Te admiro desde os anos 80.
Abraços e sucessos!
17 de dezembro às 22:12
Maltz, esse texto faz pensarmos muito sobre nós seres humanos. Essa questão do suícido é algo gerador de diversas polêmicas. Os números sempre dizem muito, poucos de nós percebemos. É até cômico falar em números, mas tenho muito fascínio pelo número 5 não sei o porquê, mas é isso! Boa sorte no teu intento. Sou fã de seu trabalho. Sucessos!
18 de dezembro às 10:17
Maltz,
Existe outro número dois na história, se você analisar pelos lado do suicida. Existe o homem triste e covarde, que resolveu abandonar sua existência por não suportar as pressões e provações que a vida impõe, e existe o homem valante e desafiador, que realizou sua escolha final, abrindo mão de seu… não posso dizer bem, pois bem nos remete a algo negociável, então direi conteúdo…Abrindo mão de seu conteúdo maior, que é a vida; talvez para fugir das convenções que a máscara social nos obriga a cumprir, sendo então muito mais valente e heróico do que aqueles que apenas deixam o fluxo levar…
Mas sem dúvida, é um fato, no mínimo curioso.Abraço.
27 de dezembro às 13:28
É mto triste e assustador ver tudo isso…. E ainda tem os que pensam q fama e grana são tudo na vida…. se fosse…. não teriamos tanta depressão e outros males na vida dos “famosos…. outro dia me parece q uma atriz brasileira se suicidou… alegou não querer envelhecer…. Nesse caso acho até q já estava velha e morta… por dentro…
O depressivo não ve luz no fim do túnel… não enxerga soluções… isso me lembra um texto…
ONDE VOCÊ COLOCA O SAL?
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo com água e bebesse.
Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.
- Não… -disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.
Em outras palavras: É deixar de ser Copo para tornar-se um Lago.
Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos….
29 de dezembro às 16:48
Ontem mesmo eu estava pensando nessa coisa, de nos mostrar como objetos, com máscaras e fantasias… Diante do mundo naum passamos de personagens, e as vezes esse papel cansa. Há momentos em que penso, para q tanto esforço? Para q fingir tanto? Mas afinal, eh a vida… Fomos nós q criamos uma sociedade assim, nós q nos dividimos em 2 pessoas diferentes. ‘Tudo se divide, tudo se separa’ até nós mesmos. O muro de Berlim dividiu a Alemanha em 2, mas antes disso, nós nos dividimos, desde o início dos tempos vivemos numa falsa realidade, mostrando ser quem naum somos de verdade, fingindo gostar de quem naum gostamos… Espero q um dia todos enxerguem isso e passem a dar mais valor a própria vida do q a vida de um personagem.
4 de janeiro às 2:44
Maltz,
Quando o ser humano chega ao mundo ele já se depara com um determinado modelo vigente, um modelo social que exigirá uma “persona”, para que a adaptação ocorra.
Por favor, explique-me:como as pessoas podem expressar melhor o seu eu? Como vencer a “persona” e trazer à superfície o nosso profundo?
Convenhamos que é algo que não é fácil. A expressão do eu sem maquiagem é algo poucas vezes visto.
abraço
16 de janeiro às 1:47
Ótimo texto, para mim, um adolescente o apego ao ego e a indentificação com as “formas” são coisas realmente complicadas… imagino como seria a dificuldade que adultos inconsciente teriam para se “libertarem”.
21 de janeiro às 5:36
CÂNTICOS PARA UM ANJO
1
Olho as pegadas
Várias paisagens ficaram
De umas, saudades
De outras, espanto
Uma formiga grita
O peso das solas
E o urso polar
Não sabe pra onde ir
O vento me fala
Amanhã saberás
Cada ínfima gota
Compõe o oceano
Cada sopro de boca
Assobia nas ondas
E quem as desliza
Não as vence
Abro a página do livro
Pois o passado e o devir
Se encontram no presente
Eu tão somente aceito
Aceito como quem
Nada muito mais pode fazer
Além de fechar os olhos
E crer
2
Algo mudou no seu olhar
Não sei se mais belo
Se mais profundo
Mas mudou
Lua minguante no céu
Como vai teu espírito?
Confuso ainda
Mas não mais perdido
E os oceanos, o que dizem
Azul dançam lá no céu
Cada vez te complicas
E dizes tudo bem
Leve é, mas intenso
Louca combinação
Teu espírito banhou-se em lágrimas
Enxugadas pela tua mão
Outro poema para fazer
As vezes de um copo de vinho
Lembre-se, lembre-se
Não estás sozinho
3
Estou confuso, Senhor
Não leve isso a sério
Cada dia caminhe
Assim não pararás
Entendo tua forma
Estou deitado em minha cama
Queria saber tanto
Se ela me ama
Dizem que sim
E acredito
Sou teu servo
E acredito
Eles vem gritando
Meu ouvido se assusta
Construo no momento a saída
E acredito
4
Entendo tua dor
Assim te fizeram
Mas nenhuma flor
Por mão humana é feita
Ela é perfeita
Entendo teu cansaço
Assim te humilharam
Mas nenhum abraço
Sem amor se dá
Nós queremos sonhar
Entendo tua vontade
Há tanto sozinho
Mas nenhuma saudade
Se mata com lembranças
Nós somos crianças
5
“um copo com água
Faz a diferença
Que uma moeda
Não
Estávamos com fome
E também perdidos
Ele chorou
Ante a procissão
Vários vieram
E continuam vindo
É grande o valor
De uma oração
Um copo com água
Faz a diferença
Que um cigarro
Não”
6
Senhor, estou confuso
Azul é teu espírito
Uma migalha de pão?
Rosa é tua devoção
Devo enxugar tuas feridas
Pentear teus cabelos
Olhes pra frente
Tu mesmo pode fazer
Em que caminho sigo?
Não minto, confuso
Guiai-me, te peço
Sofrerias pelos outros
Até onde suportar
Não muito, como nas noites
Em que eu ia para a praia
Sentir o vento, ver o mar
*08 de dezembro de 2009
27 de janeiro às 15:36
Realmente! Como somos todos estranhos. Mesmo assim somos “farinha do mesmo saco”.
15 de fevereiro às 0:17
Maltz,
mais uma vez parabéns… e obrigado.
Abraço.
26 de fevereiro às 23:42
Olá Maltz!
Fazia muito tempo que não ouvia falar de ti e por meio do Orkut vim parar no seu site,q passarei a frequentar sempre tb, como fã de astrologia e das diversas sincronicidades da vida.
Gostei muito do texto e da abordagem também psicologica dada ao incidente.
Somos personas, somos pessoas e a imagem do espelho nem sempre nos reflete. Depressão é f…e só quem a teve ou tem pode entender. E nessas horas é q o sucidio pode surgir como forma de anulá-la a assim destruir a persona como foi descrita e a pessoa real. Mas e dps? Será q o sofrimento se extingue? será q o tormento continua do outro lado? Continuamos sem respostas…
Desculpe se viajei, mas fico honrado e feliz de poder me expressar nesse espaço e compartilhar contigo ideias.
Abraços
28 de fevereiro às 13:37
Carlos estou com muita saudades das cronicas. Por favor volte a escrever. Grande abraço
22 de março às 19:31
Não conhecia teu blog, vim ver ontem depois de um rt do 1brt. Li e li e li, incrível esse teu trabalho. Já tive minhas indas e vindas com a astrologia, mas nunca me aprofundei de fato. Tive certos “acontecimentos” com o tarot e acabei por deixar essa vida. Mas não é por isso que to escrevendo.
Hoje vindo pra casa, lembrei desse teu texto e súbitamente voltei ao passado… quando eu tinha uns 15 anos, ainda no RJ (pré blumenau), uma gúria de poa me mandou uma carta dizendo sobre as máscaras que usamos e como ela estava de saco cheio da dela. Foi o primeiro contato que tive com a idéia das personas, crua, fato, mas de certa forma mudou alguma coisa em mim, foi importante. Esse teu texto me fez sentir tudo aquilo de novo, lembrar da gúria, da infância, fiquei um pouco triste por hoje ser um quase “tornado” dentro de tudo que planejei me tornar… Bem, mas também não é pra isso que to escrevendo. Acho que na verdade esse teu texto me levou a um Shakubuku, ou coisa que valha. Hoje faltei ao trabalho, fui até a furb ver o curso de Psicologia, afinal, deve ter mais alguma coisa ai, e acho que vale a pena olhar mais a fundo. Me deu também saudades da menina, será que mando um email mesmo depois de 10 anos contato? Quero te agradecer pelo texto e pelo seu tempo. E parábens, por tudo! Grande abraço.
22 de maio às 20:17
Cara que legal seu blogger, não conhecia encontrei via twitter.
Em Minha adolescência posso dizer que meus primeiros conceitos filosoficos foram ouvindo os eng haw.
Mais do que ler sobre este assunto super interessante, foi sacar que hoje eu tava em certa crise existêncial e fui encontrar uma resposta bem aqui.
Valeu Maltz!
7 de julho às 13:21
Ola, como vai. Recebi um e-mail em 09/05/2010, so consegui ler em 08/06 e não sei por que cargas d’agua estou relendo hj 07/07; este e-mail é parte do “2010 0 Fim do Mundo” que vc escreveu… Tudo para encontrar um por que… O tempo, as leituras e as mudanças… Algo que não sei ainda no que vai virar… Mas muitas muitas mudanças estão ocorrendo em minha vida….. li sua trajetória e fiquei extasiada ao saber como vc deixou a sua vida rumar de acordo com o sentido que vc havido dado para ela… Não se afastou de seus objetivos mesmo isto não sendo claro, visível… Deixou apenas que a sua própria “intuição” (o Divino, para mim) agisse. Este texto sobre o suicídio me fez linkar com um livro que estou lendo Quem me roubou de mim, de Fabio de Melo, a principio achei que fosse de auto ajuda (mesmo detestando livros deste tipo) mas, o título me atraiu muito e comprei, depois me afundei na leitura e percebi que seria um manual de sobrevivência… ele fala justamente da persona num enfoque que nunca teria pensado antes … mesmo porque minhas conjecturas partiram sempre de outras possibilidades do externo e, não do meu eu … é difícil para mim a linguagem que ele emprega, ás vezes tenho que ler e reler, talvez pela linguagem talvez pela modo que tenho que me ver escancarada livre das mascaras que criei e que tenho que usa-las para “sobreviver” teremos que usá-las????????????? Quero agradecer muito a você por dividir seu conhecimento.
Obrigada
Anamar