HORÁRIO DE VERÃO
São 23 horas do dia 21/12/2012. Daqui á uma hora, a Tsunami gigante virá e será o final de tudo. O fim do mundo tal qual o conhecemos…
Pensei muito antes de decidir de que maneira iria passar esses últimos momentos. Tinha a festinha do pessoal da repartição, que com certeza deve estar quentíssima… Imagine aquela loira do quinto andar… Ela é tão linda… E tão fácil… Mas comigo… Aquela frieza, aquela dureza… Mas hoje, ah, hoje não, hoje ela ia olhar pra mim… Uai… O que ela tem a perder? Amanhã vamos ser todos, comida de Tubarão… Talvez ela até aceitasse ficar com um cara que nem eu… Um mané que nem eu… Diante do fim, que diferença faz se somos manés ou chefes? Feios, bonitos, ricos ou pobres?
Mas não, preferi não ir… Eu nunca soube o que fazer nessas festas, será que ia saber agora? Será que ia fazer alguma diferença para mim, ser a última festa? Acho que não, acho que eu ia ficar lá parado num canto com a mesma cara de mané de sempre… E isso seria o fim… – Olha que mané, nem na festa do fim do mundo, o cara conseguiu pegar alguém… Ridículo…
Preferi ficar aqui, com o meu cachorro e o meu computador, que, no frigir dos ovos, é o que posso dizer que possuo neste mundo… Enfim…
Estão fazendo contagem regressiva na Internet… Será que vai ter fogos? Show do Roberto?
Pensei também em fazer algo mais íntimo, convidar alguns amigos… Mas… Que amigos? Só converso mesmo com o pessoal da repartição, e eles estão todos lá na festa…
Optei por algo mais espiritual, uma meditação, uma revisão de minha vida… Ficar orando… Até tentei, mas durou pouco… Uns cinco minutos… E eu achei a coisa toda ridícula demais… Nem o fim do mundo me deixou menos crítico… Soturno…
Tentei até me desesperar, gritar pela janela, me jogar pela janela… Tomar uma overdose de remédios, que nem a menina da telefonia… Sem chance… Meu senso de ridículo não me permitiria algo tão histriônico… Nem covarde eu consigo ser… Uai…
Portanto vamos ficar aqui, nós três, eu, o cachorro e o computador, esperando o fim… Em silêncio, sem nenhum heroísmo ou algo muito ridículo… Como sempre tem sido…
Toca a campainha. Quem será? Não vem ninguém aqui há meses… Uai… Quem será? A última conta de luz? A derradeira pizza, por engano?
No olho mágico da porta vejo o rosto da moça do apartamento da frente. Seus olhos estão vermelhos. Ela está assustada… Abro a porta.
Ela está soluçando, não consegue falar direito: po… posso ficar aqui com o senhor?
- Uai, pode… Eu digo… Mas… O que houve com você, moça?
- O senhor não sabe? O mundo vai acabar, daqui á uma hora…
- Cinqüenta minutos…
- Pois é, cinqüenta minutos… E o senhor está aí com essa cara… Me desculpe mas…
- E que cara a senhora queria que eu estivesse?
- Que cara? Sei lá, cara de alguma coisa qualquer… Desespero, dor, ódio, sei lá… O senhor não está sentindo nada?
Fiquei com vergonha de dizer que não…
- O SENHOR NÃO ESTÁ SENTINDO NADA?
- Não senhora…
- Mas, mas… Isso não é possível… É imoral… É o fim do mundo, o senhor não percebe? O senhor não tem filhos, pessoas de quem o senhor gosta, pessoas que gostam do senhor?
- Tenho filhos sim, moça, mas eles não gostam muito de mim, não…
- Não gostam do senhor? Por quê?
- Ah, é quando eu me separei da mãe deles…
- O que aconteceu?
- Eu fui me embora…
- E depois?
- Eu nunca mais apareci na vida deles…
- O senhor foi embora, e nunca mais apareceu? Nunca mais viu os seus filhos? Por quê?
- Não sei direito não, moça… Me mudei pra cá, arrumei o emprego na repartição… E fui ficando por aqui, aqui dentro…
- O senhor foi ficando aqui, dentro desse apartamento, e nunca mais viu os seus filhos?
- É, moça…
- Mas o senhor não sente nada, saudade, culpa? Nunca ligou para eles?
- Não… Nunca… Nada…
- Não acredito… O senhor não está desesperado porque nunca mais vai ver os seus filhos?
- Não, moça…
- Mas… Mas…
- Mas o quê?
- Não sei o que dizer…
- Não diga nada, uai… É tão fácil ficar calado…
- O senhor está me irritando profundamente…
- E por que, moça?
- Não sei, só sei que estou com vontade de gritar…
- E grite, uai… Acho que no último dia da humanidade, a gente pode gritar depois das 22 horas… Se bem que tem o horário de verão, e a síndica do prédio é durona,a senhora sabe…
- CALA ESSA BOCA!
- Desculpe, moça…
- Não, não precisa se desculpar, eu é que preciso, eu é que estou aqui na sua porta… Ahhh, eu não tô legal, o senhor me desculpe… Eu vou indo…
- Não, não, quer dizer… a senhora quer entrar?
- NÃO! Quer dizer, sim, quer dizer… Acho que não sei… AHHHHHHHHH EU NÃO AGUENTO MAIS ENTENDEU? EU NÃO AGUENTO!
- Calma moça…
- Calma é o escambau… O mundo vai acabar daqui á meia hora e o senhor quer que eu fique calma?
- Vinte minutos…
- O quê?
- O mundo vai acabar daqui á vinte minutos… Dezenove…
- AHHH, eu não agüento isso… Me abrace, por favor, eu não agüento isso, não agüento estar sozinha nessa hora… Me abrace, por favor… Diga alguma coisa, alguma coisa inteligente… O mundo ai acabar assim, sem nada… O mundo vai acabar e eu aqui parada nessa porta, tendo essa conversa idiota…
- Mas e o seu namorado, moça? Onde ele está?
- Eu não tenho namorado…
- Mas e aquele rapaz que vem sempre…
- Ele não é mais meu namorado…
- Vixe! Não? Mas eu vi ele, por aqui, ontem…
- Agora a gente tá só ficando…
- Ficando?
- É… Ele fica comigo nas quartas. Nas terças e quintas ele tem uma namorada… Um lance dele, mais espiritual…
- E nas sextas?
- Nas sextas, ele tem um rolo com uma outra pessoa… Ela é casada… O marido viaja nas sextas… Mas a parada é só sexual mesmo…
- Ahhh bom… Não… não… Quer dizer… Puxa, que azar… Bem que o mundo podia ter acabado numa quarta, né, aí a senhora podia passar esse momento tão importante ao lado dele, né? Fim do mundo é mais importante do que final de copa do mundo… acho…
- É… Ahhhhhhhh… Ahhhhhhhh… Ahhhhhhhhh…
- Calma moça, calma… A senhora está passando mal? A senhora está sofrendo muito com essa estória dele ter outras mulheres?
- Não, não… NÃO! Não é nada disso… Você é muito bronco, mesmo, muito primitivo… Não entende nada… Hoje em dia é assim mesmo… Eu posso compreender a necessidade dele de ter outros relacionamentos, de aproveitar ao máximo o que a vida pode proporcionar a ele… E eu tô meio caidona, sabe? Nós até fazíamos parte de um grupo de gente que não consegue se limitar por essa moral antiquada… Essa coisa de ter uma pessoa só, só um amor… Não, não é isso meeeesmoooo… Essas coisas pequeno-burguesas… Não, não… Mas o senhor não vai entender…
- Entendo… Quer dizer… não… sei…
- Entende? Entende nada… É horrível terminar assim… de um jeito tão idiota… Eu até ia encontrar com umas pessoas pra gente passar o fim juntos… pessoas importantes, inteligentes… Mas aí eu peguei no sono e só acordei agora… AHHHHHHHHHHHHH… NÃO, NÃO…
- Entendo… Bom… Pelo menos a senhora tem ele… quer dizer… tinha… bom… nas quartas… né? Se desse a sorte do mundo acabar numa quarta…
- Você pode fazer o favor de calar essa boca e me abraçar?
- Pois não, moça…
- AHHHHH, OLHA! OLHA!
- Olha o que, moça?
- Olha o relógio, a gente ficou conversando e não viu o tempo passar, faltam dois minutos, me abraça, por favor, me abraça forte… AHHHHHHHHHHH! O que foi isso?
- Isso o que, moça?
- Isso, O que aconteceu? Aconteceu? Já passamos da meia-noite… Você ouviu algum barulho? Será que a gente morreu e não viu? Será que estamos vivos? Ainda estamos no mundo? O que aconteceu? Estamos no além? Na quinta dimensão? Viramos luz?
- Acho que não aconteceu nada não, moça…
- O QUÊ?
- Nadica de nada, moça…
- Ahhhh não, não acredito… Não acredito… O mundo não acabou!!! O mundo não acabou… O mundo não acabou… Não pode ser, o mundo não acabou… O MUNDO NÃO ACABOU! AAHHHHHHHHHHH! Não aconteceu nada? Não vai acontecer nada? NÃO VAI ACONTECER NADA, PÔ?
- Calma moça, calma… Pode ser o horário de verão…





















2 de novembro às 18:28
Ou quem sabe seja o fuso-horário..o mundo pode ter acabado já em Londres, em cima de GreenWich.
É incrível como nos tornamos estereótipos tão vazios, ao sabor da vontade da “mão-invisível”.
A contra-cultura dos anos 60 não substituiu nada, apenas implodiu um sistema de valores sem deixar uma orientação. A humanidade caminha perdida, sob todas as ciências, todos os paradigmas se quebraram. Curso geografia na UnB e vejo isso no trabalho do magnífico Milton Santos: “as novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta, dos objetos que o formam, das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. Todavia, nas condições atuais, as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. (…) aprofundando assim os processos de criação de desigualdades” (2001, p. 38, 39)
Todo mundo é moderno como um relógio antigo não é mesmo?
Um grande abraço.
Juliano Berquó.
2 de novembro às 21:44
Eu confesso que antigamente alimentava o meu medo do “fim do mundo”. Lia artigos, livros e comentários na internet sobre o assunto e morria de medo da hora H, no dia D. Acho que o ser humano tem muito medo da morte, do que virá depois ou do que não virá (só que aí vai da crença de cada um, do modo que como um enfrenta ou vê a vida), e se agarra na primeira “história” que a mídia, o vizinho ou o próprio Papa fala e tenta, de alguma forma, diminuir aquele medo que sente.
A única verdade que temos, de fato, é que um dia vamos partir. Não importa se será o fim do mundo, se terá horário de verão, se estaremos na França ou num avião da Air France… Se der a hora de partir, não vai ter atraso, não vai ter missa ou reza para diminuir os seus pecados, o desespero não vai adiantar, a bebedeira para aproveitar os últimos momentos não vai aumentar e nem diminuir o medo e tampouco irá trazer aquele sentimento de “estou aproveitando os meus últimos momentos da melhor forma possível!”
O ser humano gosta de ser enganado. Gosta de fingir que nada está acontecendo e que nada irá acontecer. Esse teu texto bate com o anterior de que todas as mulheres esperam algo X dos homens, saem ficando por aí e no dia seguinte ficam esperando o telefone tocar ou que ele apareça com um buquê de flores e um pedido de desculpas por ter sumido…
Nós procuramos sempre uma justificativa para os nossos medos e inseguranças, porém, nunca olhamos para o lado para ver as outras alternativas. A coisa do “e se…” tinha de fazer parte da vida de muita gente.
2 de novembro às 22:22
Maltz…muito bom esse seu post,achei fantastico
abraço
3 de novembro às 0:44
Hahahahahahahaha! A-DO-REI! A “moça” esperava que o fim do mundo, fosse o fim dos problemas, do “namorado” que só vem às quartas… Mas o mundo não acabou.. E agora? Vai ter que continuar tudo do mesmo jeito? Ou ela vai ter que fazer alguma coisa pra melhorar a situação!? Putz! O mundo não acabou! Ela estava tão acomodada achando que tudo ia terminar e pronto! Mais uma possível habitante da Rivotrilândia…
Abraços!
3 de novembro às 0:53
Bom texto Maltz, chei de clichês, mas gostei sim
3 de novembro às 2:05
Hahaha, muito bão! Mas tu tá encanado mesmo com esse lance de ficar, heim rapá?
3 de novembro às 9:07
“Quando o Segundo Sol chegar”… Eu acredito nessa chegada… “Para realinhar as órbitas dos planetas”…
O que mais me comoveu, foi a pergunta “Viramos Luz?”
O que será que termina com a morte? E o que continua?
Será que é possível virar luz, quando na verdade nem sequer ao mesmos olhamos para ela?
Não ficaríamos cegos? Ofuscados?
Quando o sentido é ver, é enchergar!
Conheço pessoas que professam o ano de 2012, tal como o Maltz escreveu, essas pessoas têm quais, ou qual garantia que vão ser salvos…
“E não adianta pensar que os seres do espaço, vaõ salvar a nossa alma, porque os seres do espaço também tem as suas almas” QUE PRECISAM SALVAR!!!
Acredito que o segundo Sol chega numa manhã se sábado radical… “Foi a pá de cal, tão legal”.
Com conhecimento de uns e ignorância de muitos.
A data? É um segredo.
3 de novembro às 9:15
Penso que esta história de que o mundo vai acabar é mais uma fuga das pessoas dos seus problemas… É um pensamento egoísta, pois tem muita gente procurando ser melhores e aproveitando de verdade o tempo de vida. Seria um tipo de suicídio coletivo, onde todas as dores seriam extintas… Pobre de nós, que ainda não entendemos o que é a dor…
3 de novembro às 9:19
“manhã de sábado” (música “A Fábula”)
Maltz, foi a crônica que mais gostei…
3 de novembro às 9:33
“9Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão.”
Apocalipse de São João (7,9)
Já que a humanidade tem que mudar, para o bem dela. Que uma multidão incontável seja salva. E a ilha seja um continente!
3 de novembro às 10:08
Gostei muito da crônica… engraçado que ontem eu estava folheando uns livros numa livraria sobre 2012.
Faz tempo que em muitos momentos me sinto um estranho nesse mundo onde as pessoas estão tão vazias de si mesmo. Sinto que faltam ideais para as pessoas. Tem uma multidão por aí achando que o mundo é só um playground, onde diversão por diversão é tudo…
3 de novembro às 10:49
bão d+!!Parabens Carlos!Pela quantidade de “uai´s” esse cara
deve ser mineiro como eu uai?
Se é mesmo horário de verão ainda são onze horas…
- uai moça, quem sabe o mundo ainda não acabe daqui 1a hora?!
Não é que tudo ta ficando tão banal mesmo, meu Deus!
Não será a hora de “reiniciar a máquina”?
3 de novembro às 11:02
Carlos, gostei muito mais uma vez da maneira bem humorada e inteligente em que você escancara as mazelas espirituais da vida , como tem gente vivendo muito mal a vida e muitos nem percebem, acham tudo muito normal, e ainda dormem em seus sonos profundos alheios à beleza dos relacionamentos verdadeiros , da natureza deste nosso planeta terra e da ânsia da VIDA por si mesma ! parabéns ! Tomara que alguém neste mundão editorial te encontre e comece apublicar suas crônicas pra todo mundo ler e ver se pelo menos para pra pensar, né ? Eita Povo ! Larga de ser Zumbi e Vê se ACORDA ! UAI ! Abraço
3 de novembro às 13:38
Mano Maltz, amei a crônica!
Não sei se é caso de rir, mas eu fiquei aqui rindo sozinha!!!
3 de novembro às 13:51
Nada como exteriorizar os problemas. E, para melhorar isso esperar que algo de fora resolva estes problemas, mesmo que seja o fim do mundo. Pra que se responsabilizar né? Tudo superficial, só existe o mundo, não existe o Eu.
Algo que reparo por aí e que acontece neste texto é a coisa de cobrar sofrimento dos outros. Porque o rapaz não sofre, não se desespera que nem ela? Com assim? Com o alguém pode viver sem rivotril??
Fim do mundo tem todo dia, dentro da gente e é para isso que precisamos evoluir, porque depois do fim, começa um mundo novo…e precisamos fazer um mundo melhor do que o que acabou.
Abraço! Osmar.
3 de novembro às 13:52
Maltz, isso está estupendo. Parabéns
3 de novembro às 13:53
Só mais um detalhe…2012 tá na moda né? Um monte de livro, capa da Veja, filme blockbuster…de tempos em tempos temos um fim do mundo para “assustar” as pessoas…qual a intenção dessas superexposição??
3 de novembro às 14:06
Muito bom este texto…
Rolou ate um pouco de sotaque mineiro UAI…hehehe
3 de novembro às 14:55
Grata Mano pelas palavras!
Um bom exemplo do lançe da relação “EU-TU” que voce sempre fala!
Parabens pelo texto!
3 de novembro às 16:25
Puxa Carlos, amei a crônica… realmente um jeito bem humorado de tratar de assuntos como esse. Por esses dias mesmo estava conversando com uns amigos sobre 2012 e o que faríamos caso o mundo realmente acabasse, e, hoje após ler a sua crônica me peguei pensando: é tão fácil falarmos de coisas que nem se quer temos certeza de que irão acontecer, coisas fúteis, mas na hora de falar de nossos sentimentos de viver o aqui e agora ainda temos muito receio, principalmente o que diz respeito a questão “EU-TU”.
PS: adorei os “uai” hehe
4 de novembro às 11:30
Preferi ficar aqui, com o meu cachorro e o meu computador, que, no frigir dos ovos, é o que posso dizer que possuo neste mundo… (meu cachorro venus foi roubado). Adorei esta parte.
Que a mais pura verdade, o resto sempre esteve e sempre estara aqui antes e depois de nos.
Será que vai ter fogos? Show do Roberto? ( ser for exibido pela rede globo) Put´s entao sao dois fins de mundo no mesmo dia. E bom que o fim chegue logo.
nao sei o que e pior o fim do mundo ou fim do mes.
Bom de qualquer forma, nao posso esperar tendo que dormir cedo pois amanha tenho que trabalahar.
abraços a todos.
Regin@ldo .
Ps:
se alguem for fazer festinha por fim do mundo me chame. E espero que o GLM toquem na festa.
4 de novembro às 11:35
olá amigos… hehehe… sim, o jeito é a gente rir da gente mesmo, né? fazê-o-quê? sim, estamos aqui olhando para a relação EU-TU… o que pode ser mais importante, não é? pozé OSMAR, qual é a dessa super exposição dop assunto? , bem, a mídia quer bvender, e por que o fim do mundo vende? talvez a “moça” da crônica possa nos dar uma resposta, não é? Por quê ela fica tão frustrada com a possibilidade de não acontecer nada de monumental, nada de grandioso, como o filme 2012 está mostrando? ESCAMA , amigo véio… o lance do “ficar” não é a coisa em sí, assim como o velocímetro do carro não é a velocidade… é um indicador de algo, né? que achas? que acham? []s C.Maltz.
4 de novembro às 12:15
Depois de 2012, qual será a nova data para o fim do mundo ?… 2014 , ano da Copa no Brasil ?… 2016 ano da Olimpiadas no Rio ?
O mundo acaba em todo fim de tarde e se reinicia na manhã seguinte . Nos resta apenas encarar todos os desafios para que o hoje seja sempre um mundo melhor . Cabe a nós mesmos decidir “quando chega a hora de dizer chega” . Quando chegará a hora de acender a luz para um mundo melhor ! … “Tudo fica pra depois”…
Minha unica preocupação sobre o fim do mundo seria: Qual disco do Engenheiros Do Hawaii eu deveria ouvir na ultima hora? … Se alguem tiver alguma sugestão me dê .
Por sorte se estivermos no Horario De Verão talvez de tempo de ouvir pelo menos 2 discos.
ABS
5 de novembro às 12:24
As vezes fico pensando que se realmente a humanidade acabar, e então o mundo começar do zero, evoluindo atravez de anos e anos, seria um alívio. Talvez a natureza seja mais esperta e então criaria seres melhores com uma cadeia menos violenta entre nos animais.Quem sabe ate a humanidade viesse um poco melhor, menos fútil e com mais vontade de viver bem!
Seria ou não seria uma boa ideia?
É como formatar uma maquina, limpar tudo e fazer tudo de novo, mas de uma maneira bem mais válida .
***Adorei o “uai”!!!!
5 de novembro às 13:26
quem me dera ao menos uma vez acreditar em algo dessa natureza, maninha… mas aí teria que me perguntar: então a Natureza errou? e Ela erra? e se Ela quizesse fazer isso, por que não teria feito ainda? por que nos deixou aqui entregues á nós mesmos até agora? se a Natureza quizesse fazer o serviço por nós, já tinha feito, né? ou não? que acham? []s C.Maltz.
5 de novembro às 14:35
Não sei Carlos é um questionamento que sempre tenho.
Alias o que é errado pra uns nem sempre são para ous outros…
Mas, questionar a natureza é complicado né? Só eu msm, é facil achar um culpado né ! rs.
De qualquer forma…
“E depois do começo O que vier vai começar a ser o fim”
5 de novembro às 15:45
Muito boa a crônica!
Penso que o personagem masculino causou ao feminino a mesma sensação que o personagem de “O ESTRANGEIRO” causou em seus leitores.
Posso estar enganado, mas creio que o fim de um mundo acontecerá daquele momento em diante aos personagens….
5 de novembro às 18:01
Maltz, sobre suas perguntas, sobre seus questionamentos…
Natureza e homem…
Eu penso o seguinte: A Natureza não pode por si só fazer esta mudança espiritual por nós, precisamos vencer a nós mesmos, e vencer a Natureza, mas esta liberdade real confunde a propria Mãe Natura, pois ela teme em ser dominada, o mais natural é que nos tornemos seus filhos e não seu pai. Mas “o homem que alcança seu ideal vai além dele”, não é mesmo? O tempo sozinho não pode nos melhorar, a Natureza também, não, precisamos de muitos esrforços verdadeiros.
Sobre o “ficar” eu concordo plenamente com você, a acredito que as pessoas, com medo de ficarem sozinhas, ficam mal acompanhadas – o que é pior!!
Anselmo, eu escutaria Surfando Karmas e DNA, nada mais esperançoso.
Marcel eu não li “O ESTRANGEIRO” é bom? Do que fala a história? “Eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem…”
5 de novembro às 18:58
legal maltz, poxa, já nos falamos sobre o fim do mundo, sou professor de geografia. lembra?
5 de novembro às 20:03
Valeu pela dica Leonardo. Eu andei pensando em Filmes De Guerra Canções De Amor , que tambem simbolizou o fim ( o fim de um mundo chamado GLM ).
7 de novembro às 9:57
Legal Anselmo, ontem mesmo tava assistindo “Perfeita Simetria”, “Ando Só″, e “Exército de Um Homem só″ no DVD de “Filmes de Guerra Cançôes de Amor”. Adoro esta obra também. Acho que SK&DNA talvez seja para as tribulações, não para o desfecho, Como FGCA.
7 de novembro às 10:00
Mas e então Maltz eu não sei bem ao certo porque pessoas querem que o grande dia chegue assim com pompas e circunstâncias, eu quero é muito mais tempo… “Tempo, Tempo, Mano velho (…) Só me derrube no final”
7 de novembro às 10:01
Mas e então Maltz eu não sei bem ao certo porque pessoas querem que o grande dia chegue assim com pompas e circunstâncias, Por que é assim?
Que garantia elas têm?
Eu quero é muito mais tempo… “Tempo, Tempo, Mano velho (…) Só me derrube no final”
9 de novembro às 17:48
AMPULHETA
A um passo do fim
Os segredos do abismo são revelados
Ao mesmo tempo em que nos vemos
Sentimos o medo de sermos tragados
A um passo do fim
As profecias se repetem
Soldados que colocam crianças como escudos
Soldados que matam e violam
Porque já são enfeitiçados
Pelo poder e concupiscência
Do senhor de seus sentidos
Senhor de suas mentes
O inferno está mais próximo da gente
O materialismo e o fanatismo
Se matam ao mesmo tempo
Ao mesmo tempo explode o homem
Ao mesmo tempo o míssil é lançado
E sobrevoam num céu eclipsado
Os pássaros de ferro que desovam seus ovos de fogo
Cá na terra os homens em desespero fogem
Sem terem pra onde fugir
E sei porque isso acontece
Conheço o senhor de seus corpos
O guardião dos seus sonhos
O tutor de suas almas
Velai para que possamos acordar
Velai para que possamos sair do pesadelo
De nossa própria embriagues
Que nos torna estúpidos e desumanos
O pássaro de ferro
Também será tragado pelo sopro da serpente
Os crimes jamais pensados
Desceram para as entranhas da Terra
E nossa Mãe Gaia medicará os doentes de sua geração
As correntes, o pranto, e o ranger de dentes
Serão uma necessária compleição
Ó Senhor Deus meu! Livrai-me do frio externo
E da escravidão de Midas
Livrai-me do meu próprio ego
E do medo das feridas
10 de novembro às 17:34
Olá a todos e Carlos!
Cronica maravilhosa, bem humorada e de uma maneira mais relax de lhe dar com o assunto que tanto as pessoas e até eu mesmo me pego pensando no “Fim do mundo”
As pessoas estão tão atribuladas em suas profissões,com suas perspecitivas de futuro, que só olham pro seu proprio umbingo.
E mais uma vez Deus e a natureza vem nos dando a chance de a cada dia pensar mais no Eu não como pessoa mas como essencia Divina que somos, dar valor a cada dia que nasce para que nós, possamos dar mais valor a toda esta grandiosidade que temos em mãos que o é Planeta Terra e que a hora em que realmente estiver dando sinais de que não aguenta mais os maus tratos humanos e estiver se esvaindo ou acabando ai sim eu acredito que se criará um panico geral do “Meu Deus, eu não vi meus filhos” “Meu Deus não posso morrer assim sem perdoar meu amigo” “Meu Deus eu não disse eu te amo” etc, etc… enfim .
Porque o ser humano só dá valor por aquilo que perdeu ou está prestes a perder.
Desculpem se meu comentário fugiu um pouco do assunto, mas assim eu vejo no meu coração e no dia a dia.
Abçs e obrigada
10 de novembro às 23:46
não fugiu não, maninha… ele trouxe o assunto de volta, que andava meio perdido… []s C.Maltz.
11 de novembro às 9:16
Bom…a respeito desses lances de 2012 devo dizer que, sinceramente, meu ceticismo,agnosticismo ou qualquer deses “ismos” da vida não me permite acreditar nesse tipo de previsão.
Sei lá: meio estranho você acordar sabendo que vai pra vala, aquele lance de doente desenganado. Acredito em outro tipo de fim, não necessariamente físico (bombas,tsunamis,etc) mas sim um lance mais niilista (ressaltando que acho contraditório acreditar em niilismo) da coisa toda,aquela coisa de “construir uma nova sociedade a partir da destruição da antiga”. Se realmente for isto então por que esperar até 2012? A mocinha ficou perplexa com a serenidade do cara ao encarar o “fim” numa boa, simplesmente não se conformou com o modo suplicyano de “relaxar e gozar” diante do inevitável e,após toda aquela tensão :
“Ahhhh não, não acredito… Não acredito… O mundo não acabou!!! O mundo não acabou… O mundo não acabou… Não pode ser, o mundo não acabou… O MUNDO NÃO ACABOU! AAHHHHHHHHHHH! Não aconteceu nada? Não vai acontecer nada? NÃO VAI ACONTECER NADA, PÔ?”. Coitada. Será que a autoavaliação que ela fez (pelo menos no que tange o vazio de suas relações “amorosas” e sociais) não significa um “fim de um mundo”?
É claro que isto é só meu jeito de avaliar a coisa toda e, pra variar, sempre posso estar errado. Em todo caso: “MEMENTO MORI” é uma boa ideia.
Abraços.
12 de novembro às 0:19
olá Mats, grato pela sua participação… gostei da sua maneira de compreender… sim, é o fim do mundo mesmo…hehehe…[]s C.Maltz.
13 de novembro às 2:39
As fontes dos rumores sobre o “fim do mundo” são de profecias.
O meio como a maioria de nós recebeu notícia desses rumores foi tv, revistas, jornais e internet, onde quase nada é preciso e completo.
Tenho para mim que, assim como quando nos dispomos a ler (e tentar entender) passagens bíblicas (ou documentos antigos em geral), precisamos ter MUITA cautela ao absorver o conteúdo desses rumores.
Precisamos levar em conta uma série de fatores, como a época em que foram registrados, o contexto cultural, o uso de metáforas e até a possível falta de expressões correspondentes a fatos científicos que só vieram a ser descritos muitos e muitos anos depois.
Nós mesmos usamos tantas expressões que, fora do contexto da nossa época, podem ser muito erroneamente interpretadas.
Acredito que haverá alguma mudança em 2012. Mas qual mudança? Quão forte? Quão importante? Quão perceptível??? — Muito relativo.
Tantas mudanças acontecem todos os dias em tantas áreas (o céu, as nossas células, as opiniões, a quantidade de gente no mundo)……………………. MAS NÃO DÁ IBOPE!!!
Heheheehhe!
13 de novembro às 20:27
por quê você acha que havera alguma coisa diferente em 2012? []s C.Maltz.
14 de novembro às 0:11
Maltz,
Lendo os comentários me lembrei do Lulu Santos
A Cura
Lulu Santos
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta
Existirá
Em todo porto tremulará
A velha bandeira da vida
Acenderá
Todo farol iluminará
Uma ponta de esperança
E se virá
Será quando menos se esperar
Da onde ninguém imagina
Demolirá
Toda certeza vã
Não sobrará
Pedra sobre pedra
Enquanto isso
Não nos custa insistir
Na questão do desejo
Não deixar se extinguir
Desafiando de vez a noção
Na qual se crê
Que o inferno é aqui
Existirá
E toda raça então experimentará
Para todo mal
A cura
14 de novembro às 10:10
fala zeca manovéio… bem lembradoi mas…
Desafiando de vez a noção
Na qual se crê
Que o inferno é aqui
não é aqui mesmo? []s C.Maltz.
14 de novembro às 21:37
Com certeza!!! E é uma escola e tanto para nossa evolução. Mas será que não dá pra ter esperança? ou isso aqui foi feito pra dar errado mesmo?
14 de novembro às 21:40
De qualquer forma estou indo assistir agora ao filme 2012 para meditar um pouco mais sobre o assunto. rsrsrs
15 de novembro às 18:27
hehehe…bem, depois do filme, diga o que achou… o fato de o inferno ser aqui, não significa que não pode mudar… mas…é peleja brou… mudar uma virgula em nós mesmos, que é a única mudança que podemos fazer, e a única que importa, em minha opinião, é peleja meeeeesssmmmoooo…[]s C.Maltz.
16 de novembro às 15:52
O filme é uma droga, não explica nada de 2012, mas é um sucesso de bilheterias, afinal tragédia vende mais, assim como as drogas…me fez lembrar uma música de Marcelo Nova e Rauzito;
“O Best Seller do momento
É um livro agourento
Que ninguém entende mas
Todo mundo quer ler
Ler pra ter cultura e como acabaram
com a censura
A mídia agora é o nosso Aiatolá
Ah, mas não se importe não
No final o bandido casa
com o mocinho
E o Best Seller vai pra
milésima edição
Ah, mas não se importe não
No final o bandido casa
com o mocinho
E o Best Seller vai pra
milésima edição….”
16 de novembro às 16:03
Eu não precisava assistir pra saber que a idéia do filme é usar milhões de dólares para produzir catastrofes que renderiam triplo de milhões de dólares.
16 de novembro às 16:13
Esse fim de um mundo e inicio de um novo mundo já esta acontecendo a um tempinho…. lembro de no fim do ano passado lá na 1-manos o Maltz me falar que estava virando adulto… Pra mim este assunto está em um processo aceleradissimo, semana passada descobri que vou ser pai, isso sim é que é fim de um mundo e inicio de um novo mundo.
18 de novembro às 0:29
por quê você acha que havera alguma coisa diferente em 2012? []s C.Maltz.
Porque há coisas diferentes acontecendo todos os dias.
Porque de tempos em tempos a Terra passa por mudanças maiores.
Porque alguns povos antigos como os maias (e me parece que essa “profecia” vem de estudos maias), têm fama de bons astrólogos.
Só não acho que vai ser o fim do mundo… tipo: CABUUUUM!!!!
18 de novembro às 21:33
Pois é isso , por causa dessa peleja é que eu entendo que 2012 já começou há algum tempo!!! Lenta e discretamente vemos, desde a década de 90, muita mudança na forma como nos relacionamos uns com os outros e com o planeta!!! O fim de um mundo e o início de outro. Mas é preciso atenção e visão larga para perceber o que está acontecendo com o mundo e com cada um de nós… A astrologia, por exemplo já é cadeira em universidades da europa.
19 de novembro às 11:06
Concordo com você Zé Carlos, parabens pelo comentario.
20 de novembro às 8:36
Maltz, interferindo democráticamente digo: O inferno não é nessa dimensão, existe muito mais materializade, complicação e pesar, abaixo desse mundo tridimensional, e não precisa ser um inciado esotérico para descobrir isso, basta ter os sonhos assaltados por terríveis pesadelos. Mas o inferno não é eterno, é uma terapia intensiva, que visa mais um giro na roda do Samsara, sem isso que se chama Ego. Mas o fato é que nessa transmigração, o Ego vem novamente, e a luta recomeça. O homem existe para ser superado em anjo.
18 de dezembro às 15:52
Salve Maltz!
Mano, que coisa… Tava pensando nisso hoje… Se tívessemos certeza que o mundo fosse acabar em 2012, pra valer mesmo (acho que desta vez queimados né?), como estaríamos vivendo nossas vidas de hoje até o fim?
Tem um conhecido meu que tá crente que o mundo acaba em 2012. Mas o engraçado é que ele continua a vida dele normalmente… Acorda, pega o carro, leva a filha na escola, vai pro trabalho, pra igreja…
Neste momento me peguei pensando nos caras lá em Copenhagen, que mesmo diante de tamanhos indícios que a nave tá pifando por mau-uso, tão se recusando a si comprometer a reduzir sua cota na intoxicação planetária…
Na hora, me veio um pensamento: “E você? O que você tá fazendo pra reduzir sua cota?”
É mano… Acho que quem tá lá nesta conferência então nos representando muito bem… Estamos dispostos a abrir mãos de hábitos, mentalidades e paradigmas em prol do bem comum? Ou por outra, em prol do nosso próprio bem? (porque não sei se nós ainda estamos no grau de fazer algo pelo bem comum mesmo, hehehe, sem desapego…)
E pensando novamente eneste meu amigo, vi que julgá-lo como julguei é uma grande ilusão de minha parte…
Porque como já bem disse o poeta…
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã… Porque se você parar pra pensar, na verdade não há.”
E não há mesmo… Com 2012 ou sem 2012… O único tempo que existe é o Hoje… Mais precisamente o Agora, né mesmo manão?
Forte abraço, parabéns pelo blog!
13 de fevereiro às 18:39
VALEU MALTZ!
muito legal seu blog gostei muito do texto
“EU JÁ ESTIVE A FIM ,EU JÁ NÃO TÔ A FIM,A GENTE VIVE ASSIM UM DIA AQUI O OUTRO ALI,AQUI ONDE NINGUÊM NOS VÊ ALI NO FRONT NA NET OU NA TV A GENTE VIVE ASSIM…SEM SABER PORQUE”
espero vc em são josé do rio preto prum show cara,quem sabe…
3 de julho às 2:46
Eu gostei muito da crônica, e entendo o fim do mundo como o sabermos da morte desde que nascemos.Um dia tudo vai acabar, a vida, ou o que estivermos vivendo e não sabemos o que virá depois.Isso dá pano pra manga…
Mas vale ver o filme Zeitgeist Addendum (pode ser acessado pelo google) que mostra uma interessante analise de como se cria divindades e mitos acerca do fim do mundo.
Carlos, tua cronica é divertida e triste, estás sempre tocando as dualidades. Parabéns
abraço Renata