SACA?
Tenho ficado impressionado com a quantidade de mulheres sozinhas que me procuram, no consultório. Na categoria “mulheres sozinhas”, incluo também aquelas que estão em relacionamentos nos quais o parceiro está, mas não está, saca? Não? Eu também não, mas, acredite se quiser, esta é a categoria mais densamente povoada do meu gráfico relativo á população feminina da nossa espécie, no momento. Pelo menos, as que me procuram…
Como é um relacionamento no qual o parceiro está, mas não está? Ah, ele está, mas não tem compromisso nenhum de estar lá amanhã ou depois. Ele está “ficando” com ela (e com a torcida do Flamengo ao mesmo tempo) enquanto a “parada rolar”, saca?
Algumas clientes me contam o mesmo roteiro: ela estava namorando um rapaz. Daí eles se separaram. Depois da separação, “ficaram” durante algum tempo e ele arrumou outra. E agora, como estão? Eu pergunto… Ah, agora a gente tá só de “rolo”, saca?…
Vejam, em um pequeno parágrafo, temos três categorias diferentes de relacionamentos: namoro, ficar e rolo. Não sei se sei claramente o que vem ser cada uma e a diferença entre elas, mas me parece que o que as caracteriza, são os teores de comprometimento com a relação, encontrados: o baixo, o baixíssimo e o quase inexistente, que seria uma espécie de “Coca-Diet” dos relacionamentos.
Traduzindo: Ela tinha um namorado. Eles tinham um relacionamento. Havia momentos, conflitos, negociações, resoluções de conflitos, sexo, que ás vezes era bom, ás vezes era ruim, e ás vezes não rolava. Gozo, lágrimas, cobranças, baixarias, momentos sublimes… Eles saiam juntos para ir jantar, ir ao cinema, ir visitar os pais dela, os dele, a tia chata que está no hospital… Ele tinha que comprar um presente para ela no dia do aniversário dela, ela no dele… Dia dos namorados… Levar o cachorro para dar uma volta, dar uma dura no irmão menor dela, que não respeita ninguém… Um auxiliava o outro a estudar para o concurso, a prova da carteira de motorista… Ela lia o evangelho pra ele, que era ateu… Enfim, algo cheio de altos e baixos, momentos bons e ruins, alegres e tristes, que eles iam vivendo juntos, compartilhando… Tipo “Eduardo e Mônica”… Saca? Estavam até pensando em noivar… Em 2012 (se o mundo não acabar…)
Então ele começou a achar ruim essa história, por que tudo isso estava “limitando a liberdade” dele, e ele é muito jovem e precisa “viver a vida”, saca?… Uai tchê, mas aquilo tudo lá que eles estavam vivendo juntos não é a vida? É o que então? O que é a vida, então?
Mas ele achou (e os pais dele concordaram) que ele é “muito jovem para se comprometer”, e que precisa “aproveitar mais a vida”… Afinal, ele só tem trinta e cinco anos… Eles romperam o namoro…
Se você acha que cada um seguiu o seu rumo na vida, lambendo as feridas e cicatrizando o que ficou aberto, para se permitir uma nova relação com outra pessoa, você está completamente enganado. Eles agora inauguraram uma nova modalidade: o ficar. Eles “ficam”, de vez em quando.
Qual é a diferença? Bem, de toda aquela lista de coisas que eles faziam juntos, lá em cima, sobrou apenas o sexo, e sair, vez por outra para um jantar ou um cinema (cada um paga o seu, que fique bem claro). Ou seja, tira-se fora o ônus da relação, e fica-se apenas com o bônus. Filé sem osso, peixe sem espinhas, aquelas saladas que já se compram prontinhas para ir á mesa, não precisa nem lavar… Empacotadinho, você nem suja as mãos… Genial, não?
E o que aconteceu nos capítulos seguintes? Bem, ele arrumou outra namorada. Mas… Ele não era jovem demais para perder a sua “liberdade”? Sim, mas essa é gatíssima, e tem uns dez anos a menos, e… é malhadíssima, e… coisa de alma, espiritual, saca? Coisa de outra vida… E a cliente? Eles se separam de vez? Você poderia perguntar. Acabou o “ficar”?
Sim e não… Mais ou menos… Eles agora não estão mais ficando, eles estão de “rolo”. Saca?
Agora, de toda aquela lista, só sobrou o sexo. E é sempre bom, porque ela agora é a “outra”, e sexo com a outra sempre é mais gostoso, saca?
Este sim é o supra-sumo da “relação free”, “Amor” livre mesmo, a grande evolução da nossa espécie, o fast-food dos relacionamentos, só prazer, puro prazer… A Coca-Zero: o fast-foda. Nenhum compromisso meeeesmoooo! Nenhum sofrimento, nenhuma preocupação, nenhuma chateação. Até uma garota de programa, que recebe dinheiro explicitamente pelos seus serviços, recebe mais consideração…
Sim, podemos freudianamente enumerar uma lista de motivos para ela topar um “negócio da china” destes, e eu faria isto sem nenhuma objeção. Mas quando algo vira uma epidemia mundial, penso que temos que ir por outro caminho…
Já dizia Carl Jung em meados do século passado (JUNG, C.G.; Sobre o Amor - Seleção e edição de Marianne Schiess; Editora Idéias & Letras, Aparecida, SP, 2005; pg.23):
Assim como nenhuma planta cresce contra a morte, não existem meios simples de se facilitar uma coisa difícil, como no caso da vida. Podemos somente eliminar a dificuldade por meio de um correspondente emprego de energia. As soluções libertadoras só existem quando o esforço é integral. Todo o resto é coisa mal feita e inútil. Só se poderia pensar em amor livre se todas as pessoas realizassem elevados feitos morais. Mas a idéia do amor livre não foi inventada com esse objetivo e sim para deixar algo difícil parecer fácil. Ao amor pertencem a profundidade e a fidelidade do sentimento, sem os quais o amor não é amor, mas somente humor. O amor verdadeiro sempre visa ligações duradouras, responsáveis. Ele só precisa da liberdade para escolha, não para sua implementação.Todo amor verdadeiro, profundo é um sacrifício. Sacrificamos nossas possibilidades, ou melhor, a ilusão de nossas possibilidades. Quando não há esse sacrifício, nossas ilusões impedirão o surgimento do sentimento profundo e responsável, mas com isso também somos privados da experiência do amor verdadeiro. O amor tem mais do que uma coisa em comum com a convicção religiosa: ele exige um posicionamento incondicional, ele espera uma doação completa. E como apenas aquele que crê, aquele que se doa por completo a seu Deus, partilha da manifestação da graça de Deus, assim também o amor só revela seus maiores segredos e milagres àquele capaz de uma doação incondicional e de fidelidade de sentimentos. Como esse esforço é muito grande, só alguns poucos mortais podem vangloriar-se de tê-lo realizado. Porém, como o amor mais fiel e o que se doa ao máximo sempre é o mais belo, nunca se deveria procurar o que pudesse facilitá-lo. Só um mau cavaleiro de sua dama do coração recua diante da dificuldade do amor. O AMOR É COMO DEUS, AMBOS SÓ SE OFERECEM AOS SEUS SERVIÇAIS MAIS CORAJOSOS.
É claro que Jung está falando de algo muito elevado, de um modelo ideal. Mas não podemos deixar de olhar para a situação em que nos encontramos, na qual estamos fazendo justamente aquilo que ele diz ser “coisa mal feita e inútil”, aquilo que ele diz não ser amor, e sim apenas humor, e nos perguntarmos: onde este trem vai parar? O que acontece quando tornamos algo difícil parecer fácil? O que acontece conosco, quando não queremos mais viver nenhum tipo de sacrifício pelo amor? Nenhum tipo de sacrifício? O que acontece conosco quando renunciamos ao amor, ou a possibilidade de vir a conhecê-lo, mesmo que de longe? O que acontece conosco quando renunciamos á renuncia, e partimos numa viagem desesperada em busca de prazer?
O que acontece conosco quando nos prostramos aos pés de uma deusa chamada liberdade, mesmo que não tenhamos a menor idéia do significado espiritual desta palavra?
Podemos talvez nos perguntar o que vai acontecer com essa geração de homens e mulheres, essa geração de menininhos e menininhas mimados que só querem comer a cobertura de chocolate do bolo? Menininhos e menininhas que quando encontram o recheio de ameixa, logo pegam outra fatia, para comer só o “docinho”… O que espera essa geração de gente que foge da entrega e do amor, que nem o diabo foge da cruz? Essa gente que foge do compromisso, de decisão? Da escolha, do sacrifício, essa gente que foge da dor… E da vida… O que acabará por encontrar?
Talvez esta fala do velho sábio esteja relacionada com a explosão nas vendas de antí-depressívos e antí-ansiolíticos que observamos nas últimas décadas… Talvez este assunto que discutimos aqui esteja relacionado de alguma maneira com as previsões sombrias da OMS (Organização Mundial de Saúde), de que teremos 35% da população mundial sofrendo de depressão em 2020, e outros 35% atolados em alguma forma severa de adição, sejam drogas, alcool, comida, sexo ou compras…
Saca?





















7 de outubro às 15:36
Li o que vc escreveu na revistinha Tablado “Briga de Foice e de Raio”. Gostei porque vc finalizou com o Novo vencendo o Velho. Aí me interessei e entrei no seu site. Fico atrás de coisas legais para postar no blog do Corra de Rosa (treinamento de corrida para mulheres).Lendo este artigo do blog, murchei um pouco. Acho que deve-se existir um equilíbrio e isso significa tentar o novo sim. Não acredito em alma gêmea e a vida é uma só,”é um sopro”, não há uma segunda chance, não é isso? Quantos casais não ficam juntos por comodidade e por tantas outras razões como dinheiro, filhos, imposição da sociedade e etc. Como na peça da Zezé Polessa “Sou infeliz mas tenho marido”. Relacionamentos são difíceis, como tudo na vida, e não deve-se desistir facilmente quando ainda existe um sentimento verdadeiro. Mas Carlos, devemos ter coragem de assumir quando ele acabar, dar uma chance ao novo, à felicidade. Admiro mulheres que têm essa coragem, que apesar de todo preconceito que existe em relação à essa condição de separada, divorciada ou solteira, de recomeçarem a vida, buscarem a felicidade dentro delas próprias, vendo que é possível ser feliz sozinha, mesmo que durante um período da vida. Temos que evoluir, homens e mulheres. Ensinarmos às filhas mulheres que a prioridade não é encontrar um marido. É seguir o que vc acredita, é agir de acordo com os seus reais valores, e como Ghandi disse: “seja vc a diferença que deseja ver no mundo”. E ensinarmos aos filhos homens à romperem barreiras machistas, assumirem os seus atos, respeitarem as mulheres, não se omitirem, se posicionarem diante dos fatos. Fico triste quanto vejo mulheres de 30 ainda com a idéia de que a felicidade plena é conquistada com marido, filhos, cachorro, carro na garagem. O sonho delas é esse. Espero contribuir para que num futuro não muito distante o sonho seja: quero ser feliz, quero trabalhar em algo que goste, que ajude às pessoas, quero estar cercado de amigos que realmente se importam comigo e eu com eles e, por fim, quero encontrar um parceiro, um cúmplice, a vida é por demais difícil para ser vivida sozinha, mas não me escravizar por causa disso, continuar tocando meus projetos de vida e, evoluindo sempre.
Saca?
Bj,
Virginia
8 de outubro às 1:19
Olá Virgínia…antes de mais nada, muito grato pela sua presença aqui,e pelo seu comentário…bem…na verdade…apesar de gostar do seu comentário, acho que você não leu o meu texto, e sim algum outro que está guardado na sua memóría RAM em uma pasta onde está escrito: inimigo! … se for possível e for de seu desejo,leia novamente…desarmada… depois conversamos…sobre o texto que eu escrevi… []s C.Maltz.
8 de outubro às 2:16
Vivemos a época em que a busca pelo prazer impera. Pensamos muitas vezes que se acabou a paixão (a cobertura do bolo), acabou o relacionamento. Somos viciados em paixão, como uma droga mesmo. Se não a temos o tempo todo, ficamos depressivos, como se o mundo fosse um grande parque de diversões e estamos sempre na fila da montanha russa. E vamos colecionando desilusões e culpa. Será que esquecemos o significado da palavra amor? Por que não nos damos o tempo necessário para conhecer as pessoas, amar as pessoas plenamente? O melhor anti-depressivo que existe é valorizar as pequenas coisas, contentar-se com o que nos foi concedido (pelo nosso próprio merecimento), pois tudo o que nos acontece é provocado por nós mesmos.
Beijos!
8 de outubro às 3:32
Salve Manão, salve companheiros, mais uma vez parabéns pela crônica, bem escrita, com partes engraçadas e um alto teor reflexivo.. reflexão tão importante para vivermos com mais paz nessa nossa vida moderna cheia de conflitos. E a parte afetiva é uma das mais desafiadoras…
Eu acho que no fundo todo mundo quer descobrir o amor, mas a maioria é confusa quanto o que seja esse tal do amor e acaba confundindo com outros sentimentos mais imediatistas e hedonistas… Outra coisa é o que foi abordado no texto, a coragem para alcançar o amor. Não só coragem, por vezes mais difícil é ter a determinação para prosseguir na busca épica pelo amor… até porq nossa realidade é uma correnteza que apregoa a busca por dinheiro, beleza, sexo e poder; o amor fica para os idealistas…
8 de outubro às 8:33
Saquei! Crônica bem-humorada maninho. E profunda também!
Abraços!
8 de outubro às 10:21
Se pensarmos num contexto de pós-modernidade que a tudo relativisa, se pensarmos numa visão subjetiva, uma lente de época que a tudo condiciona, talvez pudéssemos começar a entender essas nossas pessoas do texto. Ocorre que a modernidade é antropocêntrica. Deus ficou esquecido lá pelo iluminismo, uma coisa medieval mesmo. Restou a essas nossas pessoas, racionais e céticas que se tornaram, o terrível vazio da razão (e do consumismo). Embora pareçam não se afligir, elas padecem de problemas morais e estão diante da finitude e obscuridade de suas vidas. Pensam que são vítimas das misérias estruturais do mundo e que Deus devesse então se justificar perante um tribunal humano. A citação de Jung resgatando a sacralidade das relações ante a possibilidade do amor transcendente e inefável, então, parece anacrônica no texto. Mas, precisamos ouvir justamente isso. Precisamos resgatar nossa grandiosidade e completude. Somos corpo e alma, humanos e divinos, merecemos a dignidade que a espécie conseguiu. Embora eu não tenha respostas às perguntas colocadas no texto, sou otimista e penso que somos responsáveis por uma transição onde a verdade tem que ser buscada. Penso que gerações futuras talvez possam se amar muito mais e melhor e que podemos ser despertos e integrados, não obstante as dores, saca?
8 de outubro às 10:22
Amei…era o que eu de certa forma precisa ter lido hj. Bjs
8 de outubro às 11:32
Carlos, um dia, escrevi um texto parecido com o seu. Isso quer dizer que não só acredito no que disse, mas que muitas pessoas, assim como eu, querem encontrar a peça que falta, porém, o que mais falta mesmo é coragem… Se me permite, meu texto:
Para uma “peça”…
Tudo está tão fácil. As pessoas se acomodam e parece que tudo fica mais tranqüilo, tudo acomodado, pensam que não há reação sem violência. Mas será? Pensando bem, há somente um meio de se reagir a algo sem violência e ao mesmo tempo sem passividade, sem apenas nos transformarmos em “joãos-bobos” ou em “marionetes”, mas em peças de um enorme quebra-cabeça, sem quebrarmos as cabeças uns dos outros porque no final das contas todos, todos mesmo, fazemos parte do jogo ou da mesma obra de arte quando esse quebra-cabeça é emoldurado, quando está completo. Não há quem possa fazer mal ou violência se pensar assim, nem o pior inimigo, pois também está ali, é uma peça importante e quando tudo se embaralha com violência o mesmo acaba sofrendo as conseqüências. Ao contrário de quem é do bem, o mal nunca busca nada a não ser distorcer palavras; amor é uma palavra fora de seu dicionário essencial até o dia que sinta essa necessidade para poder entrar na “lógica do sistema”. Esquece, porém, que dicionário só explica o significado da palavra e terá que buscar o sentimento em algum lugar ou se sentirá um “peixe fora d’água”. Partindo do princípio que somos “peças” com formatos diferentes, crenças e uma diversidade de culturas, por isso conseguimos formar uma linda paisagem, porque quando estamos no lugar certo e com a pessoa certa podemos fazer parte, harmonicamente, do todo. Tudo se encaixa. Para os que não gostam de jogos e preferem tecnologia avançada, o quebra-cabeça pode ser uma grande máquina, quem sabe do tempo, formada de muitas engrenagens e conexões que a movimenta e a fazem produzir tudo o que se possa imaginar. No lugar certo, com a pessoa certa tudo evolui, o ser humano faz tudo evoluir. Mas quando olha para fora de tudo, gira em torno somente da tecnologia e ciência, busca soluções para seus problemas e vive num ciclo sem fim, esquece de evoluir no que mais poderia ajudá-lo a ser feliz: ir em busca da realização de seus sonhos. Os homens e mulheres estão perdidos uns dos outros, não olham mais para dentro de si mesmos para, depois, buscarem o que mais importa. “Ficar” substituiu o “nAMORar” verdadeiro e, assim, “ficam” para o resto da vida. Seguem sem objetivos, sem ritos e mesmo que não seja “aquele” encaixe, seguindo as regras impostas ou fugindo delas, casam-se para “ficar” mais presos e algemados (enfim sós). Âncora e vela (uma parte da paisagem do oceano, porém dispersas) têm filhos para “segurar” o casamento, fazem análise, tomam antidepressivos, odeiam-se, separam-se, seus filhos que não são âncora para “segurar” casamento evaporam-se de casa e, bem, dá para se imaginar a seqüência lógica da história. Os problemas são criados ao mesmo tempo em que as soluções e as mesmas criam mais problemas. É só perguntarmos: de onde vem o câncer, a depressão, os desvios de comportamento, a AIDS, a violência? Estamos em busca de algo e não sabemos bem o que…. Devemos fazer a pergunta certa: de onde vem o câncer, a depressão, os desvios de comportamento, a AIDS, a violência? A resposta não deve ser literal, mas básica. O princípio de tudo isso pode estar na ausência de motivação para uma busca. Isso lembra a distante busca “paz e amor”, lema que, de certa forma, já foi muito mal interpretado… Desde a década de 70 não há nenhum movimento mundial que tente, digamos, “colocar as peças no lugar certo” e muitos quebraram a cabeça e foram por caminhos sem volta achando que “paz e amor” se consegue através das drogas e da liberdade infringida, da interpretação errada do rock’n’ roll e da essência hippie. Tempo que passou. Onde está a “peça” que era para estar do meu lado? E você, tem a “peça” do seu lado? Está encaixando legal? Algo que marcou? Encaixou? Afinal todo mundo tem uma missão.. um rumo.. uma estrada.. e uma peça importante para encontrar e é isso que verdadeiramente nos motiva a viver: a busca!! Mas e depois? Acho que nunca acaba quando temos as peças certas queremos o mesmo para todos… E a motivação será ver um mundo diferente para nossos filhos e filhas, que buscam o Amor, que, um dia, mesmo que distante, não seja mais necessário fazer a mesma pergunta: de onde vem o câncer, a depressão, os desvios de comportamento, a AIDS, a violência?
É isso aí!
Um abraço!
(LV)
8 de outubro às 11:56
Mano Maltz! Tiro certeiro! Eu mesmo já flertei – e sem compromisso e culpa – com o tema também… escrevi um poema sobre a luxúria que se enquadra no papo:
LUXÚRIA
Ahhhh!
Já está bem recordado
Daquele par de peitos pomposos
Com ímpeto de serem tragados?
Te gusta aquela boca carnuda
Aqueles pares de coxa
Que deixaram tua alma desnuda?
Conversa, malícia, fascínio
Em teu sacro-santo declínio
pecado que põe-se à brotar.
O delta da vulva molhada
- mandala, mistério e magia -
Espera tua língua ferina
Nas camas da nuvem do dia.
Encantos vespertinos da alma
e o teu coração tortuoso
já mais se assenta e acalma:
labirinto do olhar sinuoso.
Ahhhhh, que gozo faustoso e jocoso
Molhar-se e banhar-se em corpos
Lambuzar, denegrir, esvair
nesse moinho tão tonto
onde o ser se apura no apronto
de morrer na terra vazia.
Paixão, tesão, fantasia
Quando o Rei se torna animal
escravo do corpo carnal
que em si aflora e declama
o pecado original.
Sede mortal e saudade:
“ Aqui jaz o Amor: epitáfio nupcial”
8 de outubro às 11:57
Maltz, mandou mto bem querido! Se eu tivesse talento, teria escrito isso…são estas as discussoes do “clube da luluzinha” que fazemos toda semana!!!!que joia que alguns homens vejam isso!
Beijosssssss
8 de outubro às 13:45
Maltz
Mandouuu bemmmmmm mesmo!
8 de outubro às 14:34
Carlos.
O “Saca” já entrou na categoria de “gírias idosas”. Tem até uma comunidade no Orkut chamada “gírias idosas”.
Eu mesmo nem sei o que eles tão usando no lugar hoje em dia. Mas acho que já é outra coisa. O “Saca” já ficou coisa de tiozão. Hoje em dia deve ser alguma coisa entre um grunido e qualquer outra boçalzice advinda da lobotomia da escrita de internet misturada com rap sub-humanóide.
Mas às vezes não é muito fácil fazer uma ponte entre a capacidade de abstração de nossa geração com o materialismo abstrato desta nova. Tenho estagiário (de curso de direito), que ao querer falar o nosso “legal pra caramba”, fala “foda pra caranho” na maior naturalidade, na frente de senhoras, sem nem perceber que estão com a boca suja. Perderam a noção do que é baixo calão. (Taí uma sugestão pra uma futura crônica). Junte os coroas e veja as barbaridades que hoje escandalizam os ouvidos mais velhos e qualquer menininha de doze anos fala como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Lendo esta nova crônica lembrei de uma música do Jair Rodrigues com o Jairzinho (nada rock), “O filho do seu menino”, mas que tem uma letra que me toca, e diz:
“quem olha só os prazeres que a vida traz,
e vive nas entrelinhas dos homens sem raiz,
se enche de amores falsos
pois hoje em dia tem gente que vive de fantasia,
no desespero de ser feliz”
Um abraço!
JB
8 de outubro às 14:45
Carlos
Saco sim.
Muito interessante mesmo tuas reflexões.
Compartilho essas observações tanto no entorno quanto em mim. E não tenho encontrado outro lugar para começar esta contra revolução, senão partindo de minha forma de me relacionar.
Um abraço grande,
Felipe Varella
8 de outubro às 15:00
É a primeira vez que comento aqui, mas já recebo seus e-mails há alguns meses. Na maioria das vezes sinto como se tivesse sido escrito especialmente pra mim, tornou-se uma espécia de vício abrir o meu e-mail todos os dias só pra ler os teus textos. E nada mais que eu leia (como horóscopos e afins) me satisfaz. Em relação a crônica, primeiramente parabéns, está muito bem escrita! Acredito que cada um tem o seu ideal de felicidade e quem somos nós pra julgarmos uns aos outros, certo? Mas que na realidade os pontos de vista se interligam em algum outro ponto de vista universal. Acredito que todos nós procuramos a outra metade da laranja, a diferença é que alguns fingem não acreditar nela. Envolvem-se em relacionamentos conturbados, acomodam-se e continuam sofrendo por pura carência, por medo da solidão. Não acredito em “rolo” ou “ficar”. Pra mim as pessoas estão juntas ou não estão. Como é possível ficar de “rolo” por meses sem se envolver? Não somos máquinas, temos sentimentos aflorados. Todos os dias lutamos contra as nossas próprias vontades, desejos oprimidos. Se a procura é exclusivamente por sexo, podemos encontrá-lo em qualquer esquina, com infinitos meios pra se proteger. Agora dizer que está de “rolo” com alguém por sexo seguro, é pura bobagem. No mínimo está esperando pelo milagre de que a “outra” se torne a “atual”. E nós mulheres somos campeãs nessa façanha de acreditar em milagres. O que falta, a cada dia mais, é coragem de sair do comodismo, de enfrentar os próprios sentimentos e o medo da solidão.
8 de outubro às 16:08
Nossa, perfeito seu texto, é o que a gente vê que acontece com muita gente hoje em dia… Muito bom mesmo, parabéns!
8 de outubro às 16:51
O Brasil tem sido vanguarda em muitas coisas que estão acontecendo no mundo. O Brasil antecipa padrões de comportamento que depois acabam se estendendo ao mundo.
O culto do corpo, as novelas e suas celebridades, com os modelos baseados na imagem, fazem parte do dia a dia do brasileiro.
A geração da negação do sentimento vem se estabelecendo no Brasil de forma firme, mesmo no mundo dos adultos. O ideal de beleza conta somente com os padrões exteriores, o invólucro, a imagem: narcisismo puro!
No narcisismo a ação esta dissociada do sentimento e é justificada pela imagem.
Este culto narcisista deriva de uma falta de sensibilidade com os próprios sentimentos. Quem cultiva o seu eu interior? Quem tem idéia do seu self? Quem pode partilhar o amor se for somente genital?
A falta de amor e a violência vem da mesma fonte: a falta do self. É bem possível que o horror e a insanidade nas ruas do Brasil vêm desta negação do sentimento (muito bem colocado no filme Cidade de Deus).
Ainda acho que a cura do mundo deve ser baseada nisto. Todas as correntes de renovação devem ir nesta direção: a procura do self . As mulheres possuem um papel importante neste aspecto, em mostrar para o homem que a imagem não é importante, mas o sentimento que vem de dentro. Mulheres que aceitam este tipo de relacionamento que tu te referes no blog estão perdidas. Elas compactuam esta pobreza toda de falta de sentimento nas relações.
8 de outubro às 17:15
Excelente explanação, Maltz.
Na minha opinião (de engenheiro florestal, rsrsrs) vc construiu uma painel que ilustra muito bem a situação atual afetivo-sexual da sociedade humana.
Acho tb que há erro na postura de ambos os lados: do homem e da mulher … Mas convenhamos: a carência afetiva e a crise de valores é tão grande que muitas mulheres se prestam a aceitar “migalhas” de amor, atenção e carinho; E homens se prestam a dar essas “migalhas” numa posição que não oferece riscos ..
Estou começando a ler um livro muito interessante sobre como lidar com o nosso dinheiro. Chama-se “Pai rico, pai pobre.”
Ele fala sobre como sair da condição que o autor chama de “Caminho de ratos” e passar para a condição de “Caminho de riscos.” onde a pessoa estaria correndo mais riscos, mas seria mais senhor de suas finanças e teria assim uma vida mais plena.
Podemos até fazer um paralelo com nossa vida afetiva.
A situação que você, Maltz, expõe, é uma situação onde os indivíduos não precisam expor lados mais profundos de seu eu, que só podem ser acessados na vida a dois mais próxima e duradoura. E muito provavelmente não procuram mergulhar em seu universo interior, não conseguindo vislumbrar a possibilidade de viverem sozinhos também. É uma postura onde estão sempre a procura de migalhas (como ratos!), sem vislumbrar uma vida mais plena (apesar de arriscada …), mais intensa e profunda e com um significado maior do que a simples busca de prazer superficial.
“Eu vejo que a melhor hora de conhecer a pessoa, é durante as dificuldades. Quando está tudo bem, é muito fácil amar ao próximo.” (Danilo)
Isso me faz pensar em outra coisa, que pode até parecer contraditória com tudo o que falei.
E se no meio do caminho, quando tivermos a oportunidade de conhecer melhor a pessoa que está no nosso lado? Quando tivermos a oportunidade de passarmos momentos de dificuldades financeiras, emocionais, familiares, etc? Quando tivermos a oportunindade de saber como nosso(a) parceiro(a) trata os pais, como se comporta em sociedade (tem ciúme?) e como lida com situações de emergência? E se chegarmos a uma conclusão, depois de alguns anos, que não se é feliz com a atitude da pessoa que vive contigo e vermos que essa pessoa não tem interesse em mudar e acha que tá indo por um caminho certo? Será que a separação deve ser vista ainda como um mal ou uma coisa a ser evitada?
É apenas uma reflexão que ando fazendo. Não que seja o meu caso!
Não acho que a primeira dificuldade a pessoa deve pensar em separação. Mas e se ao invés da dita liberdade a pessoa estiver buscando uma vida mais plena, com mais compromisso com sentimentos positivos e com uma pessoa que combine mais com essa busca. É errado se separar?
Júlio
8 de outubro às 17:21
Uma carência muito grande que percebo hoje é a do amor VERDADEIRO, em nossos lares e locais de trabalho. Pq o amor mesmo, atenta para a necessidade do outro, e visa o benefício da pessoa que está ao lado seja ela quem for: vizinha, colega, amigo, companheiro..
Seu texto Maltz, me fez pensar mais a fundo no que seria o amor. Gostei um tanto das suas palavras, pois aumentaram um pouco o entendimento que tenho da imensa dimensão que o amor compreende. Pessoalmente, venho aprendendo a ter fé e a ter cada vez mais convicção do caminho religioso que escolhi por seguir. Nesse caminho, assim como no amor (até pq convicção religiosa não deixa de ser amor neh?), sei que é necessário que haja uma doação completa, uma “entrega incondicional”. E esse sentimento de “doação” e de “entrega”, que exige um certo esforço, é o que venho aprendendo nesse momento. E é difícil, principalmente quando o ser humano está cheio de ego e ilusão na cabeça… (sujeeeito né..) ilusão de alcançar o que está longe, quando o que se precisa alcançar está bem pertinho..
A citação que vc fez do Carl Jung me deixou bastante contente:
“O amor verdadeiro sempre visa ligações duradouras, responsáveis. Ele só precisa da liberdade para escolha, não para sua implementação. Todo amor verdadeiro, profundo é um sacrifício. (…) O amor tem mais do que uma coisa em comum com a convicção religiosa: ele exige um posicionamento incondicional, ele espera uma doação completa. E como apenas aquele que crê, aquele que se doa por completo a seu Deus, partilha da manifestação da graça de Deus, assim também o amor só revela seus maiores segredos e milagres àquele capaz de uma doação incondicional e de fidelidade de sentimentos. (…)”. Enquanto isso eu venho examinando…
E respondendo á pergunta que vc colocou, “O que acontece conosco, quando não queremos mais viver nenhum tipo de sacrifício pelo amor?”
minha resposta: ficamos chatos, enfadonhos e sem recompensas. O que seria do amor sem os desafios que a convivência impõe, né mesmo? mas reconheço que ainda preciso vivenciar a prática disso… =P
Aguardo vc aqui em Curitiba.
abração!
Elaine Yanagui
8 de outubro às 20:23
Achei bem interessante o texto. Mas fazer o quê, quando a maioria das pessoas – apesar de reclamarem de que “fulano(a)” não quer compromisso – só procuram, querem se envolver e se envolvem com gente tranqueira?
Já vi acontecer diversas vezes. A fulana reclama que ninguém quer nada sério. Quando arranja alguém ponta firme, acaba não valorizando e deixa a pessoa largada.
Não é à toa que, infelizmente, friso, ainda hoje impera o dito popular “bonzinho só se ‘$#@%’”.
Mas continuo aqui com meu pensamento de querer algo decente com alguém decente. Quando chegar a hora, acontece.
8 de outubro às 21:05
Olá Maltz. Primeira vez que visito o seu blog.
As pessoas estão esquecendo que o amor tambem é felicidade, e não só essas séries de compromissos e problemas, que toda relação tem. Só que conversando, a gente chega aonde quer.
Muito lindo o texto, concordo com tudo que tu disse.
Grande Abraço.
9 de outubro às 0:38
Boa noite, um dos meus ídolos preferido!
Gostei bastante do teu post. Muitas pessoas aderiram a moda do mundo moderno que é o ficar, o ter um “rolo” com outra pessoa e namorar nem passa pela cabeça dessas pessoas… Amor então, acho que nunca o sentiram. Elas pertencem ao grupo dos que sentem uma paixão avassaladora e confundem-o com o amor e saem por aí dizendo um “eu amo você” tão vazio e acabam, infelizmente, enganando a si mesmo e ao outro.
Acredito que o que também acontece com a grande maioria das mulheres é a falsa segurança que o homem transmite a cada “encontro”. Pra ela, sempre fica aquela coisa do “ah, ele vai me ligar daqui a pouco ou amanhã e vamos sair novamente” e acabam alimentando isso cada vez mais mais e mais. Para o homem é muito cômodo ter duas, três, cinco mulheres “enroladas”, afinal, é um “prato” diferente sempre. O grande problema é que a mulher esquece de algo importantíssimo que morreu com o passar dos anos: o amor próprio.
Outras mulheres sentem a necessidade quase que incontrolável de se sentirem seguras o tempo inteiro. Se o cara não fala em casamento, elas pensam que o cara está nem aí para ela e para o futuro dos dois. Se ele fala mas sem empolgação, pensam que ele está se sentindo pressionado. Se ele fala mais do que ela (fato raro nos dias atuais), ela é a mais sortuda do universo. Acredito que quando o parceiro “não está” na relação, é porque uma das partes já se desligou daquele relacionamento e está empurrando com a barriga e/ou a situação ficou cômoda demais. É o caminhar sozinha no meio da multidão, só que na versão “caminhando sozinha sem ele literalmente”. O grande problema de vários relacionamentos é o “comodismo”: tá tudo muito bem, tudo muito bom, terminar agora porque não gosto mais dela vai dar trabalho, vai ter chororô e eu não quero passar por isso. Vamos levando enquanto dá…
“Ano 2000 era futuro, há muito tempo atrás…”
Pois é, quem diria que o “futuro” seria assim… No tempo dos nossos bisavós, tinha aquele romantismo todo (e eu acredito que ele ainda existe!), hoje em dia, é o tal do rolo.
Depois de te enrolar tanto, te deixo um beijo e um ps: sou tua fã desde os meus 7 anos de idade (hoje tenho 21).
Beijo!
9 de outubro às 13:23
Pessoas,
isso tudo faz parte dos descaminhos da humanidade! Vai aí o link de um pequeno vídeo (8 minutos) que nos da esperança… ainda há tempo!! Se não tivermos esperança, o que nos restará???
http://www.youtube.com/watch?v=atVb4M1WHoQ
9 de outubro às 13:40
Saco!!!!!!!!!!!!!!
rs
9 de outubro às 15:23
Esta “conversa fiada”, de amor livre, como dizem lá na fronteira, me lembrou deste texto, que te mando, já que também és um analista de Bagé!
Um abraço.
João Bosco.
Curitiba/PR.
“O Analista de Bagé
Luis Fernando Verissimo
Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem. Algumas das pessoas mais sensíveis e menos grossas que eu conheço vem de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas. Mas não adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história apócrifa é mentira bem educada) mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.
Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e pé no chão.
— Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
— O senhor quer que eu deite logo no divã?
— Bom, se o amigo quiser dançar uma marca, antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.
— Certo, certo. Eu…
— Aceita um mate?
— Um quê? Ah, não. Obrigado.
— Pos desembucha.
— Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
— Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
— Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe
— Outro.
— Outro?
— Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
— E o senhor acha…
— Eu acho uma pôca vergonha.
— Mas…
— Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
~//~
Contam que outra vez um casal pediu para consultar, juntos, o analista de Bagé. Ele, a princípio, não achou muito ortodoxo.
— Quem gosta de aglomeramento é mosca em bicheira… Mas acabou concordando.
— Se abanquem, se abanquem no más. Mas que parelha buenacha, tchê! . Qual é o causo?
— Bem — disse o home — é que nós tivemos um desentendimento…
— Mas tu também é um bagual. Tu não sabe que em mulher e cavalo novo não se mete a espora?
— Eu não meti a espora. Não é, meu bem?
— Não fala comigo!
— Mas essa aí tá mais nervosa que gato em dia de faxina.
— Ela tem um problema de carência afetiva…
— Eu não sou de muita frescura. Lá de onde eu venho, carência afetiva é falta de homem.
— Nós estamos justamente atravessando uma crise de relacionamento porque ela tem procurado experiências extraconjugais e…
— Epa. Opa. Quer dizer que a negra velha é que nem luva de maquinista? Tão folgada que qualquer um bota a mão?
— Nós somos pessoas modernas. Ela está tentando encontrar o verdadeiro eu, entende?
— Ela tá procurando o verdadeiro tu nos outros?
— O verdadeiro eu, não. O verdadeiro eu dela.
— Mas isto tá ficando mais enrolado que lingüiça de venda. Te deita no pelego.
— Eu?
— Ela. Tu espera na salinha.”
Texto extraído do livro “O gigolô das palavras”, L&PM Editores – Porto Alegre, 1982, pág. 78.
A vida e a obra de Luis Fernando Verissimo estão em “Biografias”.
9 de outubro às 17:14
Sobre a crônica somente palmas.
Sobre o primeiro comentário da Virginia. Senti um pouco acido.
Concordo plenamente com tentamos ser felizes apesar dos erros e mais erros que cometeremos. Em nossas tentativas de sermos felizes. Mas quando fazemos algo que sabemos (oh como sabemos) que o final será trágico.Somente pelo prazer? Então do que serviu toda a dor e cicatrizes dos primeiros erros? Podemos e devemos com a nossa experiência evitar machucar a mesma ferida.
Não estou defendendo e nem criticando o Carlos ou a Virginia É apenas mais uma opinião.
[] s a todos e beijo especial a Virginia.
A felicidade e momentânea, mas a procura e eterna. Saca.
Regin@ldo
9 de outubro às 17:44
Olá Carlos, adorei a crônica bem atual.
Estamos vivendo um momento de grandes mudanças, tambem nos relacionamentos.Os modelos já estão gastos, aquela história de principe encantado acabou, procurar a outra metade que me completa, não convence mais, ninguem completa o outro, e por ai vai. Então vale tudo e por enquanto predomina a desconstrução dos padrões, tudo isso que voçê relatou, sem sentido, sem sentimento, completamente frustrante.
Pois é, O mundo de ilusão, esse que nos vivemos……afastando o homem de ter clareza na consciência para ser feliz.
E Agora!
9 de outubro às 17:50
Saco! Quer dizer… saquei!! rsrs
Maltz,
Creio que você se lembra de mim, há uns anos, trocando idéias com 1´s manos…final da copa na casa do Guina, etc e tal!
Hoje sou casado, muito bem casado diga-se de passagem, e por issos posso entender melhor a idéia deste seu post.
O ser humano precisa desligar seu cérebro da televisão que o faz confundir sexoXamorXpaixão. Precisa começar a ler o que presta para conhecer seus sentimentos e dominar o que é mal e viver o que é bom. Precisa se liaga em Deus para entender que nem tudo que é gostoso é bom, que bom pode ser doloroso e que andar na linha (ou tentar andar nela) vale a pena, e muito!
[]´s Marcelo Augusto Monteiro
10 de outubro às 10:40
MAltz,
Seu blog tá BOMBANDO!!!(Pra usar uma gíria atual)
GRANDE SACAÇÃO essa sua – pra usar uma gíria do meu tempo -
mostrar a quantas andam muitos relacionamentos afetivos atuais. Para mim isso é a ponta do iceberg. Andam dizendo por aí que felicidade é igual a prazer e por isso lutamos a todo tempo para termos o maior grau de conforto possível. Isso está espalhado por todas as áreas da sociedade. Por exemplo na educação, área em que atuo, hoje só se fala em aprendizagem lúdica. Se não houver prazer o aluno não aprende!!! Percebe a sutileza? Então valores como o trabalho, o esforço, a disciplina vão para onde? Grande engodo! Vá aprender bateria sem repetir disciplinadamente vários exercícios, treinar coordenação motora, etc. O cara quer ser astro do Rock e não treinar nem as principais escalas harmônicas na guitarra. Isso é possível?
NA verdade muito do prazer e da felicidade que a gente busca,só chega com a consciência lá no fim da caminhada. E poderemos olhar para trás, para nossas lembranças e perceber que tudo o que vivemos VALEU DEMAIS!
10 de outubro às 11:26
Nossa como isso aqui tá agitado! Legal hein Maltz! Você é um grande pensador, palavras de Humberto Gessinger…
Não li todos os comentários, depois quero ler. Tem até poema!
Olha existe sim amor verdadeiro e alma gêmea! Quem conhece o meu eterno romance com a minha mulher sabe disso… Roubando versos: “há estrelas no céu, atrás das nuvens, no céu da pátria nesse instante”.
Agora sobre alma gêmeas um aviso: “O amor pode estar do seu lado”… Não sintam tanto amor próprio que só vejam vocês mesmos!
Jung é grandioso.
Maltz tb…
E sobre a pergunta:
“O que acontece conosco quando renunciamos á renuncia, e partimos numa viagem desesperada em busca de prazer?”
Viramos escravos…
“Somos quase livres isso é pior do que a prisão”
Depois eu volto.
Maltz nos vemos no final do ano!
Amem
“Saber amar é (só) deixar alguém te amar”
Paz Inverencial
10 de outubro às 11:41
Muito legal seu texto, Carlos.
Daquilo que vc falou em seu texto “Saca?”, sinto que pra chegarmos no AMOR teremos que primeiramente passar por alguns degraus. O primeiro deles é a LUZ na conciência… a galera que tá “comendo só a cobertura do bolo”, só o filé… penso eu que terão de esperar a digestão disso que elas comeram (ou plantaram) pra perceber as reações dessa digestão (ou seja, colher o que plantaram) pra daí iniciar o entendimento do que elas fizeram. Consequentemente, com a vinda do entendimento de algumas coisas, isso irá provocar um sentimento, o qual muito provavelmente provocará crises de relacionamento interno (com ela mesma) e externos (com os outros) que a levará a uma condição de necessidade de ter PAZ consigo e com os demais. Daí, mano, é outra trabalheira! Pra pessoa ter paz no coração, não é mamãozinho com açúcar, não! Tem que remar… conseguiu um pouquinho de paz no coração, na mente, parou de ver muita tv, deixou de absorver anúncios publicitários sem passar pela peneira do exame, começa a se criar então, um terreno um pouco mais fértil pra desenvolvimento desta PAZ ou silencio interior, onde o coração passa a ser mais ouvido, o respeito a si mesmo começa a aumentar, em contrapartida o respeito pra com o próximo também… e daí, sinto que pro AMOR chegar fica mais fácil e então, deixaremos de ver com a frequencia que temos visto, fatos como esse narrados em seu texto e que eu mesmo, vejo em algumas pessoas um pouco mais próximas de mim. Sou casado a 6 anos e sou muito feliz com minha companheira. Procuramos estar em dia com nosso casamento, através de muito diálogo e profunda amizade um pra com outro. Nem por isso, deixamos de ter momentos de ajustes um com outro. E o mais legal é quando conseguimos atravessar as dificuldades. Os sentimentos bons se renovam e a vida continua. Grato pelas mensagens enviadas a nós através do Ventos do Destino e através de suas crônicas. Sinto que elas me trazem um sentido de orientação muito legal… Plantio bom esse seu. Um grande abraço.
10 de outubro às 11:50
Carlos parabéns, achei tua crónica muito bem elaborada. Voce abordou este assunto tão polêmico, que sempre está acontecendo na vida das pessoas de uma maneira bastante inteligente e verdadeira . Adorei o texto e acho que voce deveria publicar tuas crônicas, para mais pessoas terem acesso. São lindas e de um valor inestimável para quem as lê. Beijos
10 de outubro às 14:34
Oi, Carlos!
Li sua crônica e gostei dela.
Quando este vazio em que vivemos hoje se transformar no VAZIO, então estaremos preenchidos e seremos capazes de estar uns com os outros de forma mais plena.
Bom feriado pra você também!
10 de outubro às 17:23
olá amigos… muito grato a todos pela contribuição ao nosso debate… bem, o trem andou rápido por aqui, vai ficar difícil responder á todos… vamos lá, vou pegando os tópicos que vocês estão trazendo para a discussão… quanto ao primiro comentário, o da VIRGÍNIA, que até levou o REGINALDO a achar ácido ( não sei se ele achou ácido o comentário dela, ou o meu comentário sobre o comentário dela… bem, não achei que o texto que escreví estivesse falando sobre os assuntos que ela aborda… talvez esteja tudo ligado, né? na verdade, acho que escreví sobre COVARDIA EXISTENCIAL que não tem muito a ver com uma pessoa ficar casada com alguém por comodidade, seja de que natureza for… por isso, achei que o comentário dela não tinha muito a ver com o meu texto…mas…sei lá…vai ver que tem, né? me desculpe, virgínia, se você achou que meu comentário foi ácido para com você, ou algo assim… gostei disto que a PENNY falou:”O melhor anti-depressivo que existe é valorizar as pequenas coisas, contentar-se com o que nos foi concedido (pelo nosso próprio merecimento), pois tudo o que nos acontece é provocado por nós mesmos.” sim , mana, eu também acredito nisso, não é fácil, na prática, mas penso que é isso mesmo… e penso que quando a pessoa REALMENTE se toca disso aí, é que a vida dela começa a andar para a frente… até então, é só conversa mole, e a pessoa se colocando no lugar de vítima, realmente as coisas não andam… ela fica cada vez mais vítima das circunstâncias, né? DI, você diz:”Deus ficou esquecido lá pelo iluminismo” EXATAMENTE!!! penso que ai está uma boa trilha para quem quiser entender a raiz destes fenômenos que o texto quer discutir: a ausência de DEUS, que começa com o humanismo iluminista e vem até os nossos dias…e que está diretamente ligada a ausência de limites, que leva as pessoas a se entregarem em buscas hedonistas sem fim… se não há DEUS ( e se não há DEUS, não há DIABO) o DEUS sou EU mesmo. E tudo o que eu quero, é divino. Acabamos com o pecado, agora vale tudo, o parâmetro sou eu mesmo, e os meus desejos. e aí caimos naquilo que o mano LEONARDO disse: “O que acontece conosco quando renunciamos á renuncia, e partimos numa viagem desesperada em busca de prazer?
Viramos escravos…”
sim mano, viramos escravos de nós mesmos, escravos de nossa própria luxúria, coisa que o pessoal de antes do iluminismo já estava canasdo de saber, mas nós, em nossa ingenuidade moderna e pós-moderna de querer re-inventar a roda, deixamos de saber… ( depois eu continuo)
10 de outubro às 18:09
eu não estou entrando nessa discussão ( embora se pudesse fazer isso) pela porta da moral, ou do moralismo, o que eu estou querendo discutir aqui com os senhores, é a “grande depressão” que a OMS anuncia avizinhar-se no horizonte, e as suas prováveis causas… sei que as causas não são unilaterais, e que não vamos extinguir o problema olhando de um angulo só, o que seria um REDUCIONISMO… mas penso também que num caso desses, com 35% da população do planeta envolvida em depressão e outros 35% atolados em alguma forma de adição, não estamos diante apenas de um problema de saúde pública, mas estamos diante da falência do nosso modelo. mas até para decretarmos a falência, temos que saber: falência do quê?
10 de outubro às 18:26
LU, gostei muito do seu teto, acho que você vai gostar do livro que eu acabei de escrever e estou tentando publicar, ele originalmente tinha uma ilustração na capa, com o naufrágio do TItanic… o bichão já na vertical, pronto pra ir ao fundo, só o rabo de fora… adivinhe qual é o assunto? ALEXANDRE, legal o poema , manovéio… maninha TAINAN…veja… sim, espero que alguns homens leiam isto, mas, indfelizmente, não vai fazer tanta diferença para eles…talvez um ou outro se dê ao trabalho de pensar um pouco no assunto, mas depois, já vai sair pra night pra curtir a balada…e ficar com alguém…ou com alguéns… que se prestam para isto… maninha, dindondi queu vejo o trem, a mulher fez um péssimo negócio ( o negócio da china do texto…) entrando nessa viagem de ser homem… agora, além das responsabilidades de mulher, que vocês já tinham, somaram ás dos homens, que viraram uns bananas, uns don juans picaretas de terceira classe, que não querem mais saber de compromisso nenhum… e por quê eles iam querer saber de compromisso? vocês pararam de exigir isso deles, isso ficou fora-de-moda, politicamente incorreto…saca? quem transforma um macho selvagem, tosco e grotesco num homem, é a mulher, ou melhor, tornava, antigamemnte, quando vocês obrigavam os babacas a se tornarem gente para ter o que eles queriam… agopra, que resolveram entrar na viagem deles, e dar mole, olha só o que aconteceu…
11 de outubro às 21:53
Maltz, adoro te ler…. gostaria q soubesse!
vc falou bem e bem certo, na minha opiniao…. ate eh dificil hj vc viver em grupos qd vc consegue enchergar a tal banalidade das relacoes… do ficar, do rolo, namoro nem pensar.. pq assumir q esta afim ou q se apaixonou…. ta fora…. entao… ta dificil vc sentir, buscar algo mais…. qd as coisas mais bonitas ( AMOR).. precisa de tempo…e a coisa ta rapida…. amar, sonhar, desejar…. leva tempo..e ta tudo muito rapido…. a troca…. o foco ( esta eh otima), opcoes…batalhar por alguem…???? ta fora… ficou dificil…????? esquece ….dancou
Eh uma vidinha solitaria…. cheia de carencias….e …. eu acho ….q no fundo todo mundo queria q fosse diferente….
Um beijo, parabens e …
desculpe ai meu teclado ta malzinho….hehhehe
12 de outubro às 19:26
Mano Maltz muito bom a tua cronica , ou seria uma “comica” .Parece que tu colocaste um espelho na nossa frente. Cada um de nós conseguiu se enxergar nessas entrelinhas … Tem muita gente se tornando prisioneiro da propria liberdade … Outras estão se atirando na piscina sem saber se tem agua dentro ou não … Daí não tem anti-depressivo que de conta … Infelizmente num relacionamento somos apenas 50% os outros 50 depende da nossa parcera(o) , e como diria o nosso Zé Ramalho …”Ha um brilho de faca onde o amor vier” … Talvez essa COVARDIA seja um escudo de sobrevivencia ou um remédio contra as “feridas” que o amor nos tras … Só sei que quem vai pagar o pato com esta covardia serão as prostitutas que provavelmente terão que procurar outra forma de ganhar a vida. Pois cada dia mais os homens estão pensando com a cabeça de baixo
ABS
12 de outubro às 21:33
JOão, manovéio…isso que dissestes: “pois hoje em dia tem gente que vive de fantasia,no desespero de ser feliz” é a real mesmo… acho que esse é o tema central desta crônica, a ligação entre as duas coisas, né? o desespero de ser feliz, e a busca desenfreada pela fantasia, que ela gera, e as consequências disso, que é o que a OMS está anunciando… Felipe amigo, seja benvindo nessa nossa conversa aqui… sim, o único lugar possível é eu mesmo, fora disso, é conversa fiada…
13 de outubro às 13:36
Torne-se Oceano…
“Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto,que entrar nele nada mais é que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Assim somos nós. Voltar é impossível na existência. Você pode ir em frente e se arriscar: Torne-se OCEANO !!!”
“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original”.
(Albert Einstein)
14 de outubro às 9:54
Vou copiar a crônica e os comentários incluindo texto de Einstein.
Os bananas de hoje me preocupam muito, pois eles se não mudarem, serão sempre uma sombra, e as mulheres gostam é de SOL.
Anselmo não vai por aí… A carência e desejo das mulheres, incluindo as prostitutas é uma carência por amor, pois elas quardam o que há de melhor e pior em nós.
Maltz como educar para não se escravisar?
14 de outubro às 9:56
erro de ortografia… escraviZar…
14 de outubro às 13:51
ola Leonardo… não sei se é um problema de educação, não pelo menos, de educação institucional… esse é um problema de base, o paradigma de nossa civilização… saca? o furo é mais embaixo… eu, de minha parte, não fico atendendo todos os desejos de minhas filhas… ás vezes frustro mesmo, de propósito, prelas aprenderem que não dá pra ter tudo do jeitinho que a gente quer… não é fácil… ensinar que o ser vale mais que o ter.. para ensinar alguma coisa a alguém temos que ter muita CONVICÇÃO no que estamos ensinando, e criança não se liga muito no que a gente fala, e sim no que a gente faz… para ensinar um posicionamento filosófico-existencial pras minhas filhas, sós eeu mesmo e a minha mulher estibvemos fazendo isso… A Ana abriu mão de tranbalhar fora de casa, pra ficar cuidando delas, ou seja, preferimos cuidar delas nós mesmos, do que tercerizar pra Ana ganhar mais dinheiro no mercado de trabalho, saca? isso é ujm jeito de ensinar valores: tendo estes valores MESMO… agora, não estou dizendo que as pessoas devem fazer a mesma coisa que eu… cada um que sabe de sí, e cuida do seu nariz… cada um que sabe o que é mais importante para sí… cada um que sabe dos seus valores… []s C.Maltz.
14 de outubro às 13:54
o texto do Einstein é genial, como não popderia deixar de ser… é isso mesmo…a coragem da gente se atirar de cabeça na vida, e viver o que quer que a vida queira… essa é a essência da Crônica… e não a questão dos relacionamentos em sí,,,ainda bem que tem gente entendendo a gente, maninha…isso dá força pra gente continuar… []s C.Maltz.
14 de outubro às 13:58
Valeu Maltz, estou aprendendo muito…
14 de outubro às 16:40
Olá amigos!
Também gostei da crónica do Carlos, e me lembrei de um outro texto que li outro dia, espero que some ao nosso debate e que nos ajude e termos relacionamentos mais “Mais”!
Bj, Andrea
A ética dos encontros descartáveis
por Silvia Graubart
Falar de amor e sexo no século XXI implica refletir sobre a “sociedade do espetáculo” descrita pelo polêmico pensador francês Guy Debord. O autor analisa uma forma de estar no mundo em que a vida real é, inexoravelmente, pobre e fragmentada – e as pessoas são obrigadas a assistir e a consumir passivamente as imagens de tudo que lhes falta em sua existência subjetiva.
Essa perspectiva me remete ao termo “ficar” – rótulo informal para os encontros efêmeros e descartáveis, nos quais ver, ser visto e aparecer reduzem os casais a machos e fêmeas no cio. os pares são transitórios, os arranjos duram apenas algumas horas, talvez dias. ou minutos.
O tempo do desejo saciado.
A disposição para a entrega, para o “outro” e para o amor vive (ou sobrevive) sob o impacto do exagero, da aceleração e da competitividade. A sexualidade é experimentada como mais um produto de consumo, fica disponível num mercado de troca que não vai além da dimensão ilusória.
REFLEXOS DA GLOBALIZACAO
“Ficar” denuncia uma nova ordem das coisas e o inevitável entrelaçamento entre indivíduo e mundo. uma espécie de voyeurismo, que ao mesmo tempo exibe e excita, restringe o potencial criativo dos verdadeiros encontros `a mera
satisfação carnal. “Ficar” torna-se o absolutismo literal, comprometendo a fusão com os outros sentidos. Impede a elaboração das fantasias indispensáveis a compreensão do que está por trás da banal conexão entre os pares e do que poderia ser apreciado, sentido e vivido como metáfora para
novos e mais criativos estilos de relacionamento.
Não fosse pela aproximação anestesiada entre os pares, devido ao consumo abusivo de álcool e drogas (ou a combinação de ambos), também eu não teria
ressalvas a essa fonte de aprendizado para a vida adulta. Mas não são muitos os efeitos positivos do “ficar”. Ao contrário: gravidez indesejada, disseminação de DSTs e ausência de auto-reconhecimento por meio do “outro” são consequências frequentes – e as vezes desastrosas. Sem medo da rejeição,
os jovens perdem o sabor da frustração, já que bocas, curvas, seios, másculos e genitais estão sempre disponíveis. Rejeitar, do latim rejectare, significa fazer eco, repercutir, lançar para fora, rebater. E a falta dessa experiência inibe a capacidade de perceber que o “outro” também tem
liberdade para escolher.
No cenário distorcido e nas imagens erotizadas da mídia vendem-se falsas necessidades e pseudodesejos inspirados por corpos exuberantes e figuras estereotipadas de homens e mulheres esvaziados de sua interioridade, privados de individualidade e raízes. Nessa exibição indiscriminada – que
comercializa amor da mesma forma que produtos para higiene íntima – a alteridade não conta: só importa o que é manifesto e visto. O afeto é desvalorizado porque o que vale mesmo é o desempenho. Essa constatação nos desafia em outdoors, na televisão, nas revistas e pode ser testemunhada nos consultórios.
Que homens e mulheres se constroem a partir desse espetáculo? Tentar uma compreensão na mais pura tradição junguiana me leva a recorrer aos arquétipos do inconsciente coletivo (prefiguras de toda experiência humana que se manifesta em imagens), contrapondo-os as configurações
modeladas pela cultura de massa (os estereótipos, ou seja, características que se referem a um determinado padrão generalizado e pouco original). Se um está diretamente relacionado a multiplicidade de cada ser e, portanto,
acessível a partir do cultivo de alma, o outro configura personagens fictícios e pasteurizados – modelos contemporâneos calcados em comportamentos coletivos que determinam personalidade, atitudes e modos de falar de muitos.
Estrutura-se assim um ego contaminado pela projeção dos diversos modelos da cultura de massa: o vazio interior, preenchido por imagens estereotipadas, permeia a aproximação mágica entre os pares. Significa dizer que, por trás dessa magia, escondem-se pessoas quase sempre inconscientes do modo como se comportam em relação aos próprios movimentos psíquicos, e essa inconsciência, além de distanciá-las de seus processos internos, é
amplamente permeável as influências dos apelos coletivos vindos de fora.
O “ficar”, então, se legitima. Homens e mulheres experimentam, por meio da projeção, aquilo que não são e desenvolvem a fobia da entrega, do compromisso e da rejeição, autorizando a eetica do provisório – uma lógica
que interpreta um conjunto de valores passageiros e tenta estabelecer entre eles alguma ordem que os justifique. o não-envolvimento, efeito dessa projeção, funciona como vacina que os imuniza contra prováveis desencontros,
que invariavelmente ocorrem quando as exigências de suas verdadeiras imagens anímicas projetadas não são mais atendidas. Inconscientes da própria essência, muitos optam por relacionamentos compulsivos e superficiais, que
alternam a necessidade de amar e abandonar. em sua não-existência vazia, na qual um pode ser todas as coisas para o outro, vivem como verdadeiros camaleões, que se defendem dos predadores assumindo as características que o
meio lhes impõe. E passam a reproduzir infinitamente tal comportamento até que uma pálida e sutil inquietação interna os desarme para um primeiro contato com suas demandas da alma.
Buscar na mitologia o pano de fundo que dá sentido as várias formas de estar no mundo é premissa básica da psicologia arquetípica. Associar histórias pessoais a mitos revela muito de nós, em várias etapas da vida. O mito de Isis-Osíris, por exemplo, nos oferece informações e possibilidades de reflexão a respeito do “ficar”. Quando Osíris foi assassinado e desmembrado pelo irmão Seth, Isis saiu a procura dos pedaços desse corpo amado, esquartejado e disperso pelo Egito, juntando todas as partes, exceto o órgão sexual, que foi substitueido por um falo de ouro. Osíris renasceu reconstituído em Amenti – o mundo subterrâneo análogo ao Hades grego, o lugar onde está a psique, a morada da alma. E com o falo artesanalmente construído gerou Hórus – a possibilidade de germinar o novo não-efêmero, que
facilita a cada ser viver de forma inteira uma relação harmoniosa de amor e cumplicidade.
UNIVERSO INCONSCIENTE
A Isis é atribuído o “poder” do renascimento, que psicologicamente significa o reconhecimento de que a possibilidade de discriminação no mundo visível
Está intimamente relacionada ao contato com os mistérios do universo inconsciente. Esse mito fala de mulheres que buscam nos encontros provisórios partes do Osíris despedaçado em cada homem com quem se relacionam; e de homens acreditando que o grande mistério de sua vida se
restringe a potência do falo de ouro, por meio do qual são estabelecidas relações de poder e submissão. Quanto maior a anestesia provocada por imagens coletivas estereotipadas e superficiais, menor a possibilidade do contato com o mundo interior e com a realidade multifacetada do “outro”. Nos dois últimos versos do “Soneto da fidelidade”, Vinicius de Moraes propõe uma saída criativa para o misterioso prazer dos verdadeiros encontros: “que não seja imortal, posto que é chama, mas seja infinito enquanto dure”.
14 de outubro às 17:51
ha tanto abestalhada no mundo que “ficar”e “rolo” as vezes parece a melhor alternativa. qualquer pessoa medianamente equilibrada consegue ser uma princesa encantadora por uns dias/semanas/meses. so que a verdade sempre aparece. as mascaras caeam. ai, nao tem c…. que aguente a quantidade de gente futil no mundo. desequilibrio moral, etico e sentimental eh uma epidemia pior que essa que o maltz divulga, talvez seja ate a causa disso ai, tarja preta na galera. ou talvez ate a tarja preta ajude essa gente a calar-se e curtir a onda das balinhas, o que acaba sendo um bem a humanidade. felizmente to no grupo que nao toma remedio, entao eu fico distribuindo minhas besteiras sobrio, a nao ser quando o johnnie visita meu copo.
agora, a adaptacao ao besteirol eh tao grande que quando alguem interessante aparece na minha frente eu ja venho com o pre-conceito que eh so mais uma abestalhada e descubro que besta eh este que vos escreveu.
e todos nos somos desse grupo, pois somos colecionadores de fracassos amorosos, enganadores e enganados. senao nao estariamos aqui nesse forum e sim na “caras”.
e eu nao saquei picas.
14 de outubro às 19:40
hehehehe…boa…[]s C.Maltz.
14 de outubro às 22:26
Tenho 27 anos,namorei 3, e noivei por mais 3 anos..fariamos 6 anos juntos no dia 12 de outubro agora..até que há duas semanas átras eu perguentei para ele : “poxa amor,já estamos juntos há um tempão, estamos noivos, você formado,eu uma médica , então porque não começamos a comprar as “coisinhas” pro nosso casamento, pelo menos um conjunto de panelas,minhas amigas todas que são noivas tem um conjunto de panelas!”…Gente eu fiz algo de errado? o problema foi a palavra “panela”?qual foi o problema? O fato é que do nada ,ele me disse que não pensa em casar,que é muito novo,que quer voltar pra cidade dele e morar com a mãe um pouco,mas antes disso agora ta pensando em morar com irmã e que agora precisa viver um pouco a vida dele(ele não teve vida?), e se eu não tivesse tocado no assunto eu ia ser enrolada por mais 6 anos?.E ainda me propôs para gente ir “ficando”
.hahahaha..gente eu tô rindo,pq diante dos fatos não dá nem pra chorar..é isso aí Maltz,vc acertou em cheio tudo oque disse..Detalhe, me formei em medicina pela universidade federal e já fui modelo profissional(ou seja não sou burra nem feia), e me explica pq agente perde(pq literalmente isso é perda) tanto tempo com uns caras assim?
Minha avó casou com meu avô quando ele voltava da segunda guerra e desembarcou em uma cidadezinha no interior de Minas,lá ele conheceu ela e levou ela dali, e ficaram juntos até que a morte os separou..e ela não era médica,nem modelo..hj em dia as mulheres são muito..sabem muito..mas como ela(minha avó) dizia : Não se fazem mais homens como antigamente.
14 de outubro às 22:38
excelente, o texto, amiga Andréa… embora ás vezes eu acho que o povo “arrudeia” demais pra dizer as coisas, o povo gosta de um palavreado complicado… sim, mas o conteúdo é muito bom, esse lance das pessoas irem seguindo a boiada, e adotando comportamentos legitimaods pelo simples fato de existirem… tenho visto mulheres no consultório que estáoi encehendo o saco com esse papo de ficar… isso não me surpreende…o que me surpreende é o fato das mulheres terem aceitado uma calhordice dessas, que é bem coisa de macho… e vejam: eu disse macho e não hoimem, que macho e homem não é a mesma coisa…meeeesmooo… []s C.Maltz.
15 de outubro às 13:31
Leonardo concordo contigo quando você diz: “A carencia e o desejo das mulheres é uma carencia por amor” . Mas você não acha que essa carencia foi cultivada por elas mesmos através dos tempos? Antigamente era bem mais dificil para os homens conseguirem chegar no “recheio do bolo” . Com o passar dos tempos as mulheres deram uma “facilitada” nas coisas para os homens e talvez daqui a algum tempo não haja nem mais o bolo , somente o recheio.
Essa sociedade de ” machões ” esta sendo formatada por elas mesmas.
Um grande abraço amigo
Amiga Vivi, os homens antigos é que eram perfeitos ? Ou a culpa esta nas mulheres atuais ?
15 de outubro às 13:52
ser bonita(e facil) eh qualidade primaria pra ficar. ser inteligente(e ter dinheiro) pra namorar.
ah, pra casar… eu diria companheirismo e respeito.
porque quando a gente fica velho e doente, nao tem sexo, dinheiro e qi que segurem uma relacao.
meus avos e meus pais tambem foram casados por decadas e, certamente, a qualidade que mais vi neles era essa: companheirismo, dependencia (sadia) um do outro. nao existe uma alma gemea, creio eu. mas existe gente disposta a adaptar-se as necessidades e defeitos do outro pra que dure pra sempre.
e nem sempre fim eh sinonimo de fracasso. fim de relacionamento nao quer dizer, necessariamente, fracasso do dito cujo. pode ter dado certo, mas com prazo de validade.
vivendo e nao aprendendo, diria o nasi.
16 de outubro às 14:58
Covardia Existencial…
Aí Mano Maltz, gostei dessa definição do que andamos vienciando “nesses dias de pós modernidade” e que está esparramado por todas as áreas da sociedade. É verdade que sentimos muito mais na área dos relacionamentos, mas tem haver com toda nossa vida. Esse hedonismo que andam apregoando por aí como forma da felicidade. A busca pelo máximo de conforto como a vida na ilha de Caras. E então nos sujeitamos a trocar a nossa “plena realização” – aquilo que Jung chamava de individuação – pela busca daquilo que nos dá ou nos deu prazer e conforto.(Isso tem haver com os nodos lunares?)
Do que estamos fugindo quando agimos assim?
Fernando Brant e Beto Guedes deram um pouco de esperança:
“O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever
Recusar o poder
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz”
Um abraço.
Zé Carlos
16 de outubro às 19:48
falow z[é… muito bem lembrada a muzga do B.G. ..é isso, “recusar o poder”… um geração de impotentes… de covardes existenciais… isso mesmo… não surpreende que a arte e a filosofia produzida atualmente seja tão medíocre e insignificante… imaginem…bandas cover de anos 80… anos 80 cara!!! grande bosta que foram os anos 80…como é que pode???? a que ponto chegamos…bandas cover de anos 80!!!!
16 de outubro às 19:51
maninha VIVI… grato pelo seu depoimento… que sorte que a vida te livrou desse bunda-mole… tu merece coisa melhor maninha… não desiste não… de ser quem tu és, e deixa bem claro pra ti mesma, o que tu queres… tem pouco homem no mercado, sim…tô façlando de Homem mesmo, não portador de calças… o que eu tô chamando de homem é cidadão com coragem pra assumir relacionamento e ter família e SUSTENTAR FAM´[ILIA... coisa rara, né maninha... mas tem... e tu só precisas de um, o teu.... []s C.Maltz.
18 de outubro às 11:54
Amigo Carlos; eu achei acido os dois comentários. O da Virginia a você e vice-versa.
No seu primeiro comentário: pois você sacando que ela talvez não compreendeu mensagem da crônica. Tive a impressão que de uma forma gentil & áspera. Pagou com mesma moeda. Este não e o Carlos que conheço.
No comentário no qual sita o meu nome. Ai sim volta o bom e velho Carlos do qual sou fã.
Compreendo que nem sempre, conseguimos passar a mensagem que realmente queremos.
Pode ocorrer de quem envia e de quem recebe não estejam, naquele momento na mesma freqüência. Ou às vezes estamos em modo de segurança ou contaminados com algum maldito vírus. Volto a repetir não estou aqui para criticar ou defender ninguém, pois não consigo corrigir os meus próprios erros como vou resolver o dos outros.É apenas a minha opinião.
Espero ter sido mais claro desta vez.
Um grande abraço e boa semana a todos.
Reginaldo
19 de outubro às 11:38
fiqfrio, maninho, recebo de boa o seu comentário e admito que poss ter passado uma energia não muito boa… bem, eu não tenho pretensão a santo, e fico *&%$%%#@$$$ da vida, de vez em quando… me dou esse direito brou… não é qualquer coisa que me irrita, mas no caso, o que me irritou e continua irritando é esse negócio da pessoa “engolir sem mastigar”… a pessoa lê um texto, e não se dá ao trabalho de abrir o coração e a comnsciência para o que ela está lendo… fica lá dentro dela mesma, dialogando com os fantasmas dela… entendes? a pessoa não dá a menor chance para o novo, para uma possibilidade de ver as mesmas coisas por outro ângulo… dói…pra quem está tendo o trabalho de escrever…saca?
19 de outubro às 16:01
cara vc deve ouvir (ou ler) isso todo dia (maior chatisse), e sei da dificudade que deve ser, mas se um dia tiver oportunidade volta a tocar nos engenheiros, tenho 25 anos (quase idade da banda) e como ouvinte não sou da tua época na banda, mas vc naum tem noção da influência que essa banda tem na minha vida!! e na vida de muita gente!! e parabens pelo site e pelo blog, um abraço desse fanzaço
19 de outubro às 17:43
Maltz adorei o “bunda-mole”..rs..Há propóstio vi um Humberto no literalmente POUCA VOGAL sabádo ak em BH, e digo sempre : Vc faz falta..Mas enfim, voltando ao tema..Gostaria de deixar bem claro,que antes de mais nada há de se pensar primeiramente como é dificíl,digamos quase impossível ser mulher nesses tempos de hoje..E vcs já pararam pra pensar em : E daí se a mulher quiser comer só o “recheio do bolo” de vez em quando tb?Agente tem que dançar conforme a música pra sobreviver na “selva das relações do secXXI”,uma vez que cada ano que passa parece que não há mais espaço no século XXI para o amor antigo, aquele que brota de uma paixão ardente..
Talvez seria interessente a mulher deixar de ser a caça e virar o predador.
Ao invés de ela ser o rolo,ele ser o rolo..Não seria por vingança e sim por instinto de sobrevivência,senão agente sofre demais..
Esse texto é ilário,mas é 100% verdade :
“Se a gente se insinua, é uma mulher atirada;
Se a gente fica na nossa, tá dando uma de difícil.
Se a gente aceita transar no início do relacionamento, é uma mulher
fácil;
Se a gente não quer ainda, tá fazendo cú doce.
Se a gente põe limitações no namoro, é autoritária;
Se concorda com o que o namorado diz, é uma lesa sem opinião.
Se a mulher batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa;
Se não tá nem aí pra isso, é dondoca.
Se a gente adora falar em política e economia, é feminista;
Se não se liga nesses assuntos, é desinformada.
Se a mulher corre pra matar uma barata, não é feminina;
Se corre de uma barata, é uma medrosa.
Se a gente aceita tudo na cama, é vagabunda;
Se não aceita, é fresca.
Se a gente ganha menos que o homem, é pra ser sustentada;
Se ganha mais que o homem, é pra jogar na cara deles.
Se a gente adora roupas e cosméticos, é narcisista;
Se não gosta, é desleixada.
Se sai mais cedo do trabalho, é folgada;
Se sai mais tarde, tá dando pro chefe;
Se faz hora extra, é gananciosa.
Se gosta de TV, é fútil;
Se gosta de livros, tá dando uma de intelectual.
Se a gente se chateia com alguma atitude dele, é uma mulher mimada;
Se aceita tudo o que ele faz, é submissa.
Se a gente quer ter 4 filhos, é uma louca inconseqüente;
Se só quer ter 1, é uma egoísta que não tem senso maternal.
Se a gente gosta de rock, é uma doida chapadeira;
Se gosta de música romântica, é brega;
Se gosta de música eletrônica, é porra-loca.
Se a gente usa sainha curta, é vulgar;
Se usa saia comprida, é crente.
Se a gente tá branca, eles dizem pra gente pegar uma corzinha;
Se tá bem bronzeada, eles dizem que preferem as mais clarinhas.
Se a gente faz cena de ciúme, é uma neurótica;
Se não faz, não sabe defender seu amor.
Se a gente fala mais alto que ele, é uma descontrolada;
Se a gente fala mais baixo, é subserviente.”
19 de outubro às 17:50
Gente peraí..disse oque eu disse no comentário acima,mas logo veio a questão : Será que os homens não estão assim porque a mulher entrou numa vulgaridade e apelo tão grande que se desvalorizou demais?Talvez devessemos ficar na nossa mesmo..Não sei mais..
20 de outubro às 10:17
Olá Carlos Maltz!
Olha eu adoro qdo abro minha cx de emails e vejo de primeira Ventos do Destino!!As palavras bem explicadas,as crõnicas uau essa eu sou muito Fã,em breve espero conhecer vc ai em Brasília maninho.
Abrços Fraternos(Sobral é quente mas é uma linda cidade!!)
20 de outubro às 12:30
eu entrei pra dar uma (re)lida no blog ver se vc tinha comentado o meu comentário(hehehe) e não pude deixar de ler o que a “maninha” aqui de BH disse acima, a principio discordei, depois tentei concordar e por fim coloquei na balança, não se pode generalizar nada em relação a essa questão, eu axo o seguinte, depende do amor, o tamanho desse amor, porque quando se ama não se encherga tais defeitos, ou pelo menos não se faz questão de aceitar esses defeitos “o amor é maior que tudo, do que todos, até a dor se vai”, na minha opinião não é uma questão linear, só o homem ou só a mulher, axo que o lance hoje em dia ta pau a pau, e tem que parar com essa idéia de que só homem é o “predador”, a mulherada hoje ta tão ligada e “predadora” quanto nós e isso vai perdurar enquanto não aparecer a pessoa certa (se é q vai aparecer) na vida de cada um. e a propósito, eu fui no show do pouca vogal nesse fds aqui em BH, não sei se vc ja teve oportunidade de assistir, ta tri-legal, mas o fato é, que saudade dos engenheiros…mas é isso, abraços
20 de outubro às 20:07
Éh isso aí vinicíus Belo horizonte tem três pessoas(Eu, você e alguém que a gente conhece)..As vezes até nós esbarramos pelo Minas Centro e não sabíamos..
Sobre o Pouca vogal,ainda não sei se gosto da dupla ou não, é que não sei se deu pra matar um pouquinho a saudade de EngHaw,Ou sentir mais saudades ainda..
Sobre o amor do secúlo XXI, gente eu tô começando a pensar que amor depende da opinião de quem vê, e como se pode ver oque não se enxerga? Uai Sô!
20 de outubro às 22:55
Podem me atirar pedras, mas vou dizer: PV eh uma “dupla cover”dos anos 80. Pode nao ter (e acredito que nao tenha) somente fins lucrativos, mas eh “mais do mesmo”.
PV eh o fim do namoro e o comeco de um rolo. Enganacao de algo que ja eh passado e foi distorcido por saudosismo, dentre outros motivos.
Isso ai, PV eh um rolo musical.
Compreendo quem goste do melhor e nao do mais novo. Nesse ponto nao ha nada de errado em gostar de cover dos anos 80, pois sao melhores do que anda sendo criado hoje em dia. Se as bandas novas fossem boas a galera dos anos 80 estaria esquecida (e, por sinal, muitos deles estao).
Melhor um senhor de quase 50 anos tocando bem do que um emo tocando mal. Melhor um rolo bem vivido do que um relacionamento com status de compromisso levado nas coxas.
Mas PV eh rolo.
21 de outubro às 11:33
sabe “vivi daqui de BH”, eu não sou expert no assunto, mas eu creio que o amor não se vê, não se enxerga… o amor se sente, e por isso a gente acredita, a gente acredita no que sente…e esse amor não é o do século XXI, esse é o amor… e quem sabe a gente até assistiu ao show um do lado, ja nos cruzamos na calçada, ja paramos lado a lado num semáforo… e quem sabe tbem um pode ser a pessoa certa para o outro… só que aí entra o “se é que vai aparecer”… certamente a gente nunca vai se ver, e se existir uma pessoa certa apenas na vida da gente vamos quebrar a cara com outras pessoas (erradas) pro resto da vida… “mas isso acontece a qualquer hora, acontece a qualquer um” e honestamente, “não ha nada de errado com a gente” porque não tivemos escolha sobre isso. quanto ao show concordo com vc, matou um pouco da saudade e fez nascer uma saudade maior ainda.
21 de outubro às 18:21
Vini de BH.. Quando eu disse “O amor depende da opinião de quem vê”, é claro q eu estava me referindo a sentimentos..É pq agora sou meia cega,não nego..”só vejo obscuro objeto ,desejo indireto,será que vc me entende?”
21 de outubro às 18:22
Vini de BH.. Quando eu disse “O amor depende da opinião de quem vê”, é claro q eu estava me referindo a sentimentos..É pq agora sou meio cega,não nego..”só vejo obscuro objeto ,desejo indireto,será que vc me entende?”
21 de outubro às 19:47
fala Carlos…recentemente li um lance que achei meio parecido contigo, li que todo psiquiatra, psicologo, enfim….pessoas voltadas a area da “psique” humana, são pessoas mais fechadas, mais negativas por assim dizer, devido ao fato de estarem sempre lidando com o lado negro das pessoas,o lado em conflito..entende?..pois assim, em todas as suas crônicas que li, mesmo que sejam textos bem resolutos e que nos levem a pensar sobre os dramas humanos, vejo também esse lado “obscuro”, digamos assim um ranço certas vezes em demasia contra fatos que vez ou outra acho não tão alarmante assim. confere o que digo?
22 de outubro às 13:15
pode ser sim, mano… se bem que, no caso deste texto em particular, o que tenho escutado das pessoas, é que esta previsão de dez anos, para o céu ficar preto, é muito otimista…o quetenho escutado das pessoas, especialmente das mulheres, é que a coisa vai acontecer muito antes… []s C.Maltz.
22 de outubro às 14:21
vivi de bh, pra ser sincero eu não te entendo, mas isso não faz diferença… mas o amor é um sentimento, talvez o mais necessário e importante de todos, porque ele influencia muito dos demais sentimentos…apesar de não entender talvez eu compreenda, e tua cegueira momentânea talvez até dure um tempo até q as coisas voltem pro lugar se é que estão fora no momento, e na hora que isso ocorrer talvez vc mude de opinião sobre os homens, porque vai ver que eles não se resumem em um apenas. nossa , axo q to desperdiçado na advocacia, deveria ser poeta, ou coisa do tipo, hehehehe… mas pra falar verdade, “poesia é um porre!!” =)
22 de outubro às 15:52
Olá Carlos, sou sua fã de longos tempos rsrr, viu seu talk show em SP faz um tempinho já e foi maravilhoso eu e meu marido estamos no aguardo de mais quem sabe !!
Bom seu acabei de ler o seu texto intitulado “SACA?”, achei maravilhoso, pois tenho uma pessoa da minha familia que vive essa situação de estar e não estar ao mesmo tempo com a pessoa,
Que preza tanto a tal liberdade , não se sacrifica para conhecer e ter o verdadeiro amor, mas ao mesmo tempo quer partilhar das mazelas da vida conjugal entende.. pagar contas, reclamações de trabalho só chato do dia-a-dia, Mas na hora de curtir, passear de mãos dados, pegar um cinema necass não quer saber. Fico muito triste pois esta pessoa almeja uma vida simples, feliz e com amor o que ela sempre procurou e que agora anda muito decepcionada. E eu sinceramente não sei como aconselhar, pois graças ao nosso Bom Deus, vivo o oposto 14 anos casada vivendo plenamente feliz, sabe aquele lance “Na alegria e na tristeza”.. enfim um assunto que para mim é bem complexo o amor… Ou será que o ser humano faz do amor um assunto complicado?? Ou são todos no fundo “Farinha do mesmo saco”? Ou sou eu mesmo que como uma boa pisciana viaja muito , sonha muito e ainda acredita que possa existir felicidade nesse mundo?? Ehh muitas questões que ainda vou conseguir entender.
Abraços Carlos, admiro muito seu trabalho, gosto do seu site e dos toques do “Ventos do Destino”
23 de outubro às 0:10
maninha…penso que pór seres viajante, e acreditares na possibilidade de a pessoa se encontrar com a tal da felicidade, é que tens te encontrado com ela…saca? []s C.Maltz.
23 de outubro às 9:42
Saquei e me emocionei rsrsrs.. obrigada!!
Abçs
23 de outubro às 15:09
Matlz : O Recado acima foi pra mim ou para a Stela?..De todo jeito serviu..
————————————————————-
Vini de bH : “Eu não tõ interessada em nenhuma teroria,nessas coisas do oriente romances astrais,minha alucinação é suportar o dia a dia,meu delírio a esperiência de coisas reais..”
23 de outubro às 16:16
vivi de bh, eu imagino q se ter experiencia por coisas reais é melhor quando se sabe tbem na teoria… mas de toda forma “ta legal, eu to ligado” bom fds
23 de outubro às 16:40
Viu o twwiter do Humbcahaerto? ele diz “25 anos de carreira? eu queria que fossem de idade”..
tem um professor meu que diz que um homem fica velho quando começa a achar errado,que ele fazia achando que era certo quando era novo”..rs..Mas ele continua gato.
bom fds!!
26 de outubro às 16:38
Matlz..
Parabéns por ter tido no dia 24 uma das grandes bênçãos da vida : Saber Aproveitar a experiência que os anos vividos nos concedem.
Talvez o caminho traçado hj não seja o mais correto,quem sabe?’A dúvida sempre será o preço da tua pureza”..
Mas uma coisa é fato,Qualquer percebe que vc carrega consigo hoje os sintomas da felicidade que são os sintomas que se traduzem , na fé, na esperança e empenho por se ser melhor a cada dia.
Fica com Deus!!
Ahh recebi o recado no orkut do emailda sua esposa sobe a consulta,mas apaguei sem ler..
qndo possivél me mande de novo,ou por aki ou por lá..
bjim mineirim..
Virgínia
27 de outubro às 18:24
Carlos.. parabens atrasadissimo, muitas felicidades e continue nos proporcionando momentos maravilhosos de reflexões!!
que Deus te abençõe!!
28 de outubro às 22:54
muito grato a todos pelos votos… também desejo a vocês tudebão… []s C.Maltz.
30 de outubro às 8:53
Acabaram-se os processos. Definitivamente em nossa sociedade impera o “emagreça dormindo”, e não se pode mais “perder” tempo com construções que podem dar em “nada”. Com o construir, não de aprende mais nada. Ok, tendemos a repetir nossos erros, mas que o movimento seja de espiral então e não de um cachorro correndo atrás do próprio rabo.
Acredito também que no que diz respeito a relacionamentos, de alguma forma as pessoas estão perdendo a oportunidade de viverem os arquétipos feminino e masculino. Mulheres naturalmente autônomas q não podem mais se permitir a experimentar o lado feminino que “recebe”, homens que fogem desesperadamente da figura do “guerreiro”, do cuidador. Tudo isso, me parece, porque modelos enganosos ideais nos são impostos de maneira absoluta – mulher maravilha e super homem, pobres coitados -, tudo tem que estar pronto, não se pode mais contruir nada, voltamos para o “abaixo o processo”.
Talvez o que resta à nossa geração seja continuar persistentemente a buscar pessoas da mesma “ala” que a nossa, entender que expectativas desleais são apenas um placebo e, sobretudo, oferecer aos nossos filhos a possibilidade de viverem uma exeriência pessoal mais plena.
E às mulheres, especialmente, manter o comprometimento efetivo de mudar a esperança que nos faz ainda desejar, mesmo que sem acreditar, no amor, já que nosso inconsciente não para de mandar mensagens para o exterior. Uma nova frequencia talvez nos ajudasse a obter novos resultados… mas desta vez baseados em processos contruídos já dentro de cada uma…
É fato que já encheu o saco essa coisa de mulheres topam tudo por um relacionamento. Ok, mesmo que existam só 5 homens no planeta dispostos a outras coisas – dentre os quais 2 são gay e 2 já estão comprometidos – e não a te trocar por outra gurizinha, por favor, antes só do que mal acompanhada impera neste caso. Mesmo que seja duro, que exerçamos o amor de outras várias formas possíveis. Mentira e superficialidades são paliativos – escorpianos que os digam, a hora da verdade consigo mesmo não os deixa mentir, estoura a graxeira total.
Simples, mas precisa a imagem cobertura de chocolate x recheio de ameixa, pois inclusive o paladar amadurece, imagina o potencial do resto. Mas tem que querer.
E o pior é que ameixa é triiiiii bom!
30 de outubro às 9:54
Olá Maltz,
Tudo na fé?
Primeiro gostaria de destacar o quanto gosto dessa sua forma diferenciada de falar sobre os astros . Tenho me esforçado bastante para captar suas mensagens e acredito que grande parte delas penetram em minha alma. Leio diariamente suas mensagens assim como rezo. Você é muito importante para mim.
Com referência ao texto, meu amigo, o negócio está foda mesmo, pois esses homens do planeta Terra, querem sexo, sexo e nada mais . Eu quero sexo , atenção, carinho, respeito , fidelidade…., eu quero uma parceria de fé, sei que me entende… mas,… cadê?, Ultimamente tem aparecido uma penca desses homens rolos e bravamente vou cortando essas possibilidades de amor barato e vazio, mas até quando?
Eu me dou a oportunidade de conversar com esses caras , mas depois de uma breve bate-papoanálise(inventei tá) percebo que não vale a pena investir numa negociação tão desproporcional onde eu quero muito e eles muito pouco.
Estou na torcida . Tenho fé que o astral haverá de colocar no meu caminho exatamente aquilo que estou procurando e me preparando para receber.
bj bem grande pro cê.
30 de outubro às 10:11
Carlos, é um prazer ler seus textos.
Acho fantastica a capacidade de certas pessoas de dizer as coisas como elas são.
30 de outubro às 12:43
Legal, gosto do texto. Num passado remoto servi-me daquelas refeições “fast fódicas”, e que quase sempre eram regadas a poções ETílicas, THCéticas e tais, seguindo a fórmula ENGOViana: Antes (abrindo o apetite) e Depois (digerindo)…mas, tudo aquilo é passado (graças a Deus!) e, para o futuro, sugiro nova crônica, com um título tipo assim: “Casa?”, saca?
30 de outubro às 14:37
hehehe…legal maninha… muito boas as tuas palavras… realmente , ameixa é tri bom… na verdade, quem se acostuma a comer ameixa sem açucar, e afina o paladar para perceber as nuances da natureza, nem aguenta muito aquele chocolate todo… bem pertinente essa tua colocação de que mulheres e homens estão deixando de viver os arquétipos do masculino e do feminino… penso que entramos por um caminho errado, njós que eu digo, nós aqui da civilização pós-moderna… nós entramos por um caminho muuuuitooo equívocado, e vamos ter que fazer uma revisão… 35% da população do planeta sofrendo de depressão não se trata mais de um problema de saúde, e sim de uma falência, a falência do nosso modelo de civilização… para o trem, e faz uma revisão geral, que a maria-fumaça tá indo pro saco…
31 de outubro às 23:38
Falando sério eu fico revoltada com pessoas que tem medo de amar ou pareçe que se amam tanto que não pode se entregar ao proximo,felismente…ou acho q infelismente amo por completo e verdadeiramente mas sofro por me entregar d+++++ e claro não sou correspondida…”Quero ter alguém com quem conversa, alguém que depois não use o que eu disse contra mim…”
4 de novembro às 11:50
Olha, enviaram esse texto pq tinha tudo haver com minhas teorias e adorei. Concordo muito com vc. Sou uma fã inconsicional da “liberdade” mas existem milhoes de maneiras de ser livre e amar. Amor n tem q ser prisão, sufoco… porra, AMOR é Amor, saca???? E como tudo nessa vida, nem tudo são flores, tem a parte chata sim, tem a tia no hospital p visitar sim, tem a missa de 7º dia da vó, tem q almoçar na casa da sogra e passar a tarde morrendo de vontade de cair na cama mas fica feio, tem q aceitar a pessoa completa, defeitos de fábrica n tem recall q resolva e os defeitos da vida, do cotidiano da rotina aaaaaaaaaah nada melhor q um momentozinho romantico p aliviar a dor, qualquer coisinha, um olhar, um beijo, uma noite de sexo selvagem… tudo vale na tentativa de viver a vida sob todos os ângulos né mesmo??? Resumindo: no final o q vale é o saldo, se for positivo, já valeu a pena. Bj pra vc!!
5 de novembro às 15:15
Carlos
Gostei muito do seu texto, da maneira como vc escreve, da sua percepção das coisas, parabéns. Este texto me fez lembrar de uma relação que vivi, mas tb me fez refletir que este descompromisso não é só coisa de homem, não. Apesar da natureza feminina ser mais apegada, mais relacional, existem mulheres que temem o compromisso, que também se negam a amar. Temem o amor que, muitas vezes é confundido com submissão e perda de liberdade. isto assusta a humanidade como um todo. Acho, que o medo de amar é tão velho quanto a humanidade. No passado, e em algumas sociedades atuais o casamento(o ápice do comprometimento num relacionamento) era um arranjo social, um contrato e apesar de “ter que” durar até que “a morte os separe” não implicava fidelidade real e muito menos amor. Talvez hj, sem as pressões sociais, a sociedade esteja vivendo ao ar livre, por assim dizer, problemas de relacionamento que eram negados e/ou escondidos na hipocrisia, dentro de quatro paredes. Será que houve época, na história da humanidade, em que homens e mulheres estiveram, realmente, do mesmo lado, parceiros de coração? Pelo que sei a mulher ora serviu ao homem, submissa, ora foi adorada por ele. Numa relação em forma de pendulo indo de um extremo a outro sem nunca chegar ao equilibrio. A realidade de hj nos mostra que apesar de todo o progresso cientifico, a questão dos relacionamentos quer sejam entre nações, quer sejam entre homens e mulheres estão longe ainda do que se poderia chamar saudável. Enquanto isto, acho que só nos cabe olhar para a nossa parte de responsabilidade em tudo isto e fazer um esforço, como disse Yung, pagar o preço da nossa própria cura, quem sabe um a um fazendo a sua parte, faça com que um dia, a humanidade encontre o equilíbrio e aprenda a amar. Espero que sim.
25 de maio às 19:02
Sei que a magnetosfera está com problema, que o cruzeiro do sul está fora de posição, a lua e o sol seguem linhas diferentes e que as ocorrências a nível mundial estão aceleradas, como, terremotos, chuvas, ventos e tornados, deslocamentos das placas, frios e quente variando drasticamente, entre outras variáveis. Acredito no que dia a respeito de agosto de 2010.
Esta dualidade tem que acabar, a era do amor e da luz tem que nascer e ascender.
Abraços e benevolências
Sérgio Sanderson fotógrafo