SANTO SÓ TEM NO CÉU! (MAS AQUI NA TERRA, DEVAGARINHO…)
Sai do consultório, e como sempre faço, passei na banca de revistas para ver as manchetes dos principais jornais do país, um velho hábito que a Internet não comeu.
Gosto de vê-los assim, lado a lado. Comparo as notícias que foram escolhidas para serem os carros-chefes, a maneira como foram veiculadas, o tamanho e a importância que cada editor deu a cada notícia, enfim…
Naquele dia todos eram unânimes: MARINA SILVA É CANDIDATA Á PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA! Todos, sem exceção, deram a mesma manchete. Isto não é algo que se vê todo dia… Peixe grande á vista!
Ao meu lado, na banca, um cara um pouco mais velho do que eu também lê as manchetes. Está agitado, ansioso, doido prá falar com alguém… Olha pra mim e diz: – É, quero ver esses caras governarem, quero ver eles fazerem do jeito que estão dizendo que vão fazer… Percebo o tom da conversa e digo: – Pois é, santo só tem no céu… Ele esboça um sorriso de alívio e empatia… Mas eu emendo: – mas aqui na terra, devagarinho, as coisas vão caminhando pra frente também, né? Seu rosto fechou. O esboço de sorriso sumiu e deu lugar a uma expressão levemente amarga, uma expressão fraca de ressentimento e cinismo… Não disse mais nada e saiu.
Não sou conhecedor do mundo da política. Entendo tanto do assunto, quanto entendo de futebol. Ou seja: NADA. A política me interessa enquanto fenômeno de massas. Assim como a Gustave Le Bon, me interessa a Psicologia das massas. Como se movem as águas da emoção nos corações e mentes das multidões. Política fala de símbolo, sonho. Há muito tempo que o candidato que vence a eleição não é necessariamente o melhor político, ou administrador público, mas sim aquele que tem os melhores profissionais de marketing. Há muito tempo que as pessoas estão votando naquele que consegue traduzir melhor os seus sonhos e anseios. Naquele que lhes vende melhor o que elas estão querendo ouvir naquele momento. Mesmo que ás vezes, não saibam que aquilo que estão ouvindo, e que está tocando tanto em seus corações e mentes, é exatamente aquilo que estavam prontas para ouvir e não sabiam.
Quanto mais um candidato tem o dom de ser a voz do que anda no inconsciente coletivo de uma época e um povo, maior o seu poder de sedução e carisma naquele lugar e momento. Seja ele homem, mulher, branco, preto, jovem, velho… Este é o caso de Lula, Hugo Chávez, Juan Domingos e Eva Perón, Fidel Castro e Che Guevara, John Kennedy, Barak Obama, Lênin e Trotsky, Mao Tsé Tung, Getúlio Vargas, Winston Churchill, Charles De Gaulle, Fernando Collor, Adolf Hitler…
Independente de julgamentos e comparações, todos estes nomes, em algum momento e lugar, foram a imagem viva do que andava no inconsciente das pessoas daquele lugar e tempo. E se tornaram símbolos de alguma coisa. Alguns até se tornaram mitos, que já é uma categoria acima do símbolo. Um mega-símbolo que se eterniza. O sonho de consumo do Lula neste momento: mitificar-se e entrar para o hall dos imortais… Mitos nunca morrem… Símbolos têm muito poder sobre os corações e mentes das pessoas. Símbolos sintetizam. Simbolizam o indizível. Não é fácil vencer uma eleição, quando se está competindo com um símbolo. As pessoas não decidem com a razão, decidem com a alma. E está, é imprevisível. A alma ama o símbolo, por que só o símbolo entende os seus anseios. Só o símbolo fala á alma.
No ano que vem, teremos uma oportunidade incrível de assistir, assim na terra como no céu, um encontro astrológico entre dois gigantes. Lá em cima, Saturno e Urano estarão frente a frente, em um “aspecto astrológico” conhecido como: oposição. A oposição é um aspecto tenso. Dois princípios opostos, num embate aberto, em busca de um equilíbrio que possa unificar a cisão. Saturno representa o velho, aquilo que está confirmado e consagrado pelo tempo, e Urano o novo, aquilo que ainda não é, mas que se impõe com uma força irresistível e indomável. A força do novo tempo, inevitável. Ou seja: um embate violento entre o que é e o que será.
Aqui embaixo, na terrinha, teremos uma eleição presidencial que vai colocar provavelmente frente á frente, os representantes dos dois princípios que no céu se enfrentam em busca de harmonia.
Marina Silva será a representante de Urano. Serra e Dilma, os de Saturno. Por isso a candidatura Marina causa impacto e temor nos adversários, apesar do pouco capital político que ela dispõe no momento. Marina representa o novo, o sonho, a utopia uraniana. Tal qual Barak Obama foi também o seu representante na eleição que ganhou de “lavada” do representante saturnino, no ano passado. Mas não pensem que o novo é o fato dele ser negro, ou mesmo ter um nome árabe, se bem que estas características o teriam inviabilizado em um momento menos uraniano. Marina também não representa o novo porque seja negra ou mulher.
O novo, que estas pessoas representam, neste momento, é a volta da alma ao cenário político. Marina e Obama são pessoas, e não apenas personagens. Eles têm alma, seguem preceitos éticos. Tem sentimentos. Estão na política há algum tempo e não venderam as suas almas. Não ficaram milionários, não participam de escândalos. Não traíram seus companheiros por dinheiro ou poder. Cumprimentam as pessoas. São respeitados e amados por aqueles que os conhecem pessoalmente e convivem com eles, e não apenas pelos seus fãs. Não se transformaram nas suas próprias sombras. Estão presentes, são de carne e osso, tem família, marido, mulher, filhos que eles criam. Amigos que os consideram amigos. Tem religião. De verdade. Não são apenas “homens-públicos”. São seres humanos. Este é o novo: seres humanos na vida pública.
O novo é melhor ou pior do que o velho? O novo é simplesmente novo. Inevitável. O caminho impassível da evolução. Como dizia uma velha canção: o novo sempre vem.
Mas não pensem que Saturno vai entregar a rapadura facilmente. Ele vai jogar duro. E Saturno sabe jogar duro, coisa que Urano desconhece, pois é um tanto quanto ingênuo. É novo, ainda. Saturno é ultra-realista, maquiavélico. Vai usar todas as suas armas, a sua inteligência fria, calculista, cínica e corrosiva. Vai pesquisar cada centímetro da vida de Urano para provar que ele também é corrompido e que sua conversa é infantil e ingênua. Enfim… O velho… Com seus velhos, pragmáticos e eficientes hábitos.
Quem vencerá o embate? Como saber? Estaremos prontos para o novo? Queremos mesmo o novo? Será o novo, inevitável? Só o tempo vai responder com certeza… Mas uma coisa é certa, a oposição se resolve quando o dois aspectos opostos encontram alguma forma de harmonia… Um tem um tanto de coisas para aprender com o outro. O velho e o Novo são dois Arquétipos, e um não vive sem o outro… Santo mesmo, só tem no céu, mas aqui na Terra, devagarinho, as coisas vão caminhando para frente…





















5 de setembro às 15:43
Maninho tu colocaste o dedo na ferida falando de politica. Ainda mais aqui no Brasil onde em vez de apontar para o futuro , a politica consiste em falar mal dos adversarios ( os caras batem sem dó nem piedade , uns aos outros), vencerá aquele que difamar mais o seu concorrente.
Quanto a batalha do novo contra o velho , eu acho que “para entrar numa sociedade de lobos é preciso aprender a uívar” …
O novo sempre vem !!! Mas ele vai tornar-se velho tambem !!!
Todos tem seu preço , uns se vendem por mais , outros por um pouco menos … Mas no fundo são tudo é farinha do mesmo saco. Um imenso circo andando em circulos… Ou você dança conforme a musica , ou é retirado do salão …
“tudo se resume a disputa entre partidos
lama na imprensa , sangue nas bandeiras
a verdade passa ao largo, como se não existisse
e a gente ali no meio, como se não existisse”
“Nós que somos os principais, ficamos fora do resumo”
“façam suas apostas, tomem suas decisões”
Talvez o maior partido politico do Brasil se chame REDE GLOBO
5 de setembro às 15:45
Santo só tem no céu (mas aqui na Terra de vez em quando você encontra alguem disfarçado de anjinho) … abs
5 de setembro às 23:36
Deixar o novo entrar na nossa vida realmente é um passo que em geral não estamos preparados para dar.
Eu hoje olho para trás e vejo e minha vida em alguns ciclos, onde fico fechado muito tempo até absorver algo novo e mudar a direção. Percebo que estes ciclos se repetem, e as vezes o novo não é tão novo assim. As fases de transição em geral são as mais caóticas…e me sinto assim na época atual.
Na política, não sei se encaro tão bem esta definição de novo e velho que o Manão escreveu. Porque sempre (no discurso) é algo novo contra o velho. Eu sempre voto no “novo” com aspas. Não sei se este pessoal de agora é realmente ser humano, que nos representa. Acho que este momento onde seres humanos farão parte, trarão algo novo ainda não chegou, mas está a caminho. Talvez daqui uns 10 anos vamos entrar em um período de nova política, de gente mesmo.
Abraços! Osmar Piffer
7 de setembro às 8:25
O novo e o velho (um já foi o que o outro é, o outro será o que um é).
Só a mudança é Permanente
de repente tudo está no seu lugar…
(O velho e bons engenheiros dos Hawaii).
Assim como nas nossas vidas quanto na política escolhemos o que parecer ser a salvação de imediato. Às vezes sacrificamos o futuro pelo falso conforto do presente. Somos enganados por nos mesmos ouvindo o que queremos ouvir, e ficamos surdos para o que deveríamos realmente escutar. Como e doce ouvir o que queremos e amargo ouvir o que deveríamos. Os marqueteiros sabem muito bem disso nos vendem bebidas, cigarros e falsos sonhos. Por que não vender políticos também? O ultimo produto não tem garantia de fabrica, não tem data de validade, não tem recall e não tem downloads de atualizações, não tem nota fiscal e não tem namual de instruções. Então como poderemos saber se eles esta fazendo oque deve ser feito ou esta fazendo para o que foi programado. Deveria ter um condigo do consumidor para a política. Estamos casando de comprar gatos por lebre.
E continuamos a ir ao mesmo fornecedor. Mais do que nossos políticos; somos nos e que precisamos ter vergonha, atitude e coragem para mudar.
Os semi-novos iram lembrar:
Como já dizia aquele quadro do Jô Soares no programa viva o gordo.
- Há deixa o tubo…
Apertos de mãos aos homens, beijos para as mulheres e abraços a todos.
Regin@ldo
7 de setembro às 12:45
Sei não Maltz… Em tempos de sumiço de Belchior – o cantor , não o mago – será que “o novo sempre vem”? Ou “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”? Pois “nossos ídolos ainda são os mesmos”…
Será que um novo candidato representa mesmo o “novo”? Existe, é verdade, um anseio pelo novo, mas o que representaria esse novo? Na política há pouco tempo o Lula era o “novo” e há bem pouco tempo muitos viram o novo passeando pelo PSOL de Heloisa Helena. Às vezes acho que ele anda meio preguiçoso, tirando uma sonequinha deitado numa rede. Ou anda muito ocupado com coisa mais séria do que política.
A verdade é que a gente só vota porque é obrigado! Enquanto isso, o número de cargos em comissão aumenta e viola o acesso equânime aos cargos públicos através de concursos. Em qual dos três poderes a corrupção e o excesso de autoritarismo é maior? As nossas instituições públicas estão em crise! A nossa Democracia representativa é uma balela. E isso está acontecendo em todas as partes do mundo. Talvez o NOVO esteja vindo sutilmente, corroendo essas instituições do passado e faça desmoronar tudo que está por aí!
UM ABRAÇO
ZECCA FRANKLIN
7 de setembro às 20:25
Aqui no Rio Grande do Sul a governadora Yeda se elegeu com o slogan “um jeito novo de governar”. Depois ela mostrou que isso era apenas da boca para fora e seu governo foi marcado por inúmeros escândalos.
As vezes o velho se traveste de novo, e ilude as pessoas que anseiam por mudanças.
Tenho medo do “novo” pois os magos/mestres das ilusões transformam tudo em novidade.
8 de setembro às 15:19
Gostei bastante do texto.
Bom comparativo feito entre a politica e a astrologia.
A astrologia a serviço da vida. Assim faz bastante sentido!
8 de setembro às 19:37
Espero que o novo esteja mesmo vindo para soprar ares tirar este mofo da nossa combalida política. Porém temos que observar com cuidado para ver se é novo mesmo ou algo travestido de novidade. Pelo menos temos mais escolhas. Aquela dualidade estava enfadonha.
8 de setembro às 22:43
Salve Manão, salve galera…
Esse embate entre Saturno e Urano também trás o embate entre o real e o ideal, Urano também é sonhador… Não que o novo seja sempre o melhor, não é isso que vi na crônica, mas o novo vem, mais uma vez, com força e com eco nas massas, e isso é muito bom. O momento é para o novo, tanto quanto é para o velho.
Sobre nosso sistema político, concordo com o mano Zecca Franklin, está falido.. Aqui tem um campo imenso para o novo, para as novas idéias. Temos que pensar um sistema diferente, temos que nos mover para que o novo venha de verdade… Esse elefante corrupto que é o nosso modelo de Estado, modelo pensado no sec. XVII e XVII, já era… pera ai, até qunado vamos suportar essa mentira que se sustenta somente pela nossa falta de vontade para mudar??
10 de setembro às 22:43
“eu sou moço, seu moço, e o poço não é tão fundo ”
“eu sou velho, meu velho, tão velho quanto o mundo”
toda eleição esperamos o “Novo”…
mas o novo torna-se “velho”…
e sempre esperamos um Novo Novo…(rsrsrsr)
Mano,uma Política de Paz para Nosso Brasil.(se é que da pra desejar isso)
ótima CrÔnica
11 de setembro às 1:06
“Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas.” (do filme Clube da Luta)
O que o novo traz de melhor é a possibilidade de derrubar as coisas como estão, e fazê-las de um modo diferente, ainda que não necessariamente melhor. Porque se você olhar bem , é muito chão pra se andar até conseguir um remendo no estrago que eles vem fazendo há tempos. Um saco de sal, menino, comido devagarzinho…
O novo vem com esperança. Esperar que tudo seja de outra forma, e que só por ser diferente já renove o nosso coração tão surrado de acreditar e se desiludir. Pessoalmente, aguardo com ansiedade o que esses novos tempos vem trazendo. Qualquer coisa que me faça sentir que pode haver um jeito novo de fazer as velhas coisas. Um abalo sísmico em toda a estrutura montada e mantida, algo que derrube tudo e deixe os escombros e as cinzas, porque aí sim a gente vai saber mesmo do que é capaz. Mudança mesmo, de verdade, com vontade, é aquela que vem do zero, do que sobrou depois da explosão. Que não sejam repetidos eventos como o de 11 de setembro, mas que o simbólico daquele dia se faça repetir, de alguma forma, do lado de cá do Equador. E no resto do Planeta.
Estamos sujeitos ao erro, por sermos ingênuos e utópicos, mas que sejam dessa vez nossos erros,pedras novas nos velhos caminhos. E que tenhamos também a humildade de reconhecer a sabedoria da experiência do Senhor do Tempo… mas como bons filhos de Urano, dar ouvidos só ao necessário pra não se arrebentar além do necessário.
Que seja bem-vindo esse novo tempo. Novas descobertas, novos desafios, novos dilemas, novas decepções… não faz você se sentir mais vivo?
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” (Fernando Pessoa)
P.S. Não estou falando de política ou da Marina, especificamente. Não há salvadores ou milagres a essa altura do campeonato. Falo de mim e de você, de todos nós, porque, ingenuamente, nunca deixei de acreditar no ser humano; mesmo nos que ainda dormem, porque podem ser despertados.
11 de setembro às 15:49
olá amigos, como sempre faço, em primeiro lugar quero dizer de minha gratidão a todos que estão expressando a sua opinião e abrilhantando esse blog que leva o meu nome, mas na verdade é nosso… e em especial, a algumas pessoas que estão já comigo desde a primeira com-unidade-1-manos, há uns dez anos nessa troca de idéias infinita…não sei se poderei responder a todos individualmente…percebo que, em geral, todos ou quase todos que se colocaram, colocaram um descontentamento, uma descrença geral, e uma vontade, um desejo por mudanças que sejam REALMENTE significativas… percebo, nas entrelinhas dos textos de vocês, uma descrença, de que este novo venha realmente renovar, e uma des-ilusão com os que se apresentam como novo… quero dizer primeiro que concordo com vocês, e que também me sinto de maneira semelhante… mas, peço que prestem atenção no titulo da crônica: Santo só tem no céu ( mas aqui na terra, DEVAGARINHO…) esse devagarinho é que é o problema, né gente? ainda mais pros mais uranianos, como é o caso da maninha ADRIANE, que quer ver tudo começando do zero, depois da explosão… hehehe… meu lado uraniano também pensa assim… também gosta de uma explosãozinha… hehehe… mas tenho um lado saturnino forte também, que sabe, assim como os manos: ANSELMO; OSMAR; REGINALDO; ZÉ CARLOS; FAGNER; ALYSON; que o novo logo logo passa a ser o velho, esses dois companheiros inseparáveis, como bem o disse o manão DAUNEY… mas peço aos senhores um minuto de vossa atenção e paz-ciência… vejam: a ministra Marina Silva saiu do cargo de ministra, ela não arregou… ficou firme lá na posição dela e pagou o preço existencial que esta opção do seu livre arbítrio tomou… sim, se que ela é gente, e gente é tudo farinha do mesmo saco, inclusive eu e vocês, né? mas…óia…óia, verifica bem, prá mó de a gente também não ser injusto, e tãããããooooo exigente, que não consiga ver o novo, mesmo que não seja do tanbto que a gente quer.. num tem jeito não amigos, aqui na terra, como disse o velho e bom filósofo Lulu Santos: Assim caminha a humanidade, com passo de formiga e sem vontade… mas eu digo: mas caminha… []s C.Maltz.
12 de setembro às 3:14
Penso que todos nós seres humanos, agimos no mundo por meio se símbolos, qualquer coisa que façamos há a mediação simbólica. Infelizmente nas campanhas eleitorais, atualmente vence não o melhor candidato, mas aquele que sabe manipular bem os símbolos e as indagações da população. Não é de hoje que os interesses defendidos pelos políticos, principalmente aqueles que são eleitos derivam da classe média. A própria figura disso é o Lula: de radical esquerdista (com barba e tudo o mais), passou a defensor da classe média e de seus interesses (fato que se evidenciou pela própria construção de sua figura durante as duas últimas eleições).
Mas ainda continuo descrente em relação à política. Os discursos políticos construídos durante as campanhas eleitorais dificilmente se realizam, porque uma vez no poder, as negociações se tornam inevitáveis,é preciso fazer acordos, ceder de um lado e de outro, e tudo mais. Ou seja, é preciso entrar no jogo, e esse é o jogo.
Assim, a questão é saber em que medida esse “novo” é realmente O NOVO, que traga modificações concretas, ou se é somente mais do mesmo.
Por isso é preciso olhar pro céu, mas primeiro ter os pés bem fincados no chão…
12 de setembro às 22:56
A única coisa que sei sobre política é que, como cidadão, não posso me eximir dela. E, por essa “obrigação”, nunca deixo de observar ou de tentar captar o que realmente representam nossos candidatos e seus partidos. Observando as movimentações atuais, tem me parecido que um problema que está gerando descrença é o fato de que não temos alguém que represente o novo. A Marina está tentando capitalizar isso, mas ela própria sabe que não é nova, são 30 anos de PT. Quanto aos muito mais velhos, os vinculados ao governo anterior ou à oposição, como diz um colega de trabalho, estão “ovulando” para voltar ao poder. Mas, de tão velhacos, não têm nada de santinhos, ficam tentando puxar uns aos outros e aos opositores para o estado da rejeição que acumularam. Nosso problema é abstrairmos de que somos parte da massa e dar a maior qualidade possível aos nossos votos, porque, ainda que devagarinho, é melhor as coisas irem andando aquí embaixo…
13 de setembro às 23:05
Carlos, falando em termos políticos, eu acho que a sua visão a partir da astrologia coincide em alguns pontos com a minha: de fato estamos entrando num período de grande polarização de forças, em que muitos opostos se tornarão mais visíveis e nítidos. Provavelmente, os que permanecerão em postos de poder e visibilidade, serão aqueles que representam a síntese de que vc fala, ou seja, que representam a voz do que foi consensual, ou pelo menos resultante do jogo de forças. Mas, eu por exemplo, prefiro ficar no papel daqueles que enxergam claramente esse jogo de forças, denunciando abusos e lutando de uma forma que a maioria pode considerar radical, mas que tem por sua vez a função de pesar a balança para o lado daqueles que estruturalmente estão desfavorecidos, inclusive pela mídia. Mídia esta que certamente é importante na formação tanto de um consciente, quanto, infelizmente também, de um inconsciente coletivo, seja ele consciente ou não, dentro do que, em minha visão “radical”, considero consciência.
Mas, talvez vc me considere um pouco cínica, como seu interlocutor na banca de jornais, quando digo que eu não penso que as coisas estejam melhorando objetivamente. As coisas podem estar caminhando para a frente, talvez nem tão devagarzinho, mas talvez até rápido demais. Mas, esse “para a frente”, não necessariamente é algo melhor do que aquilo que estamos deixando para trás.
Vou citar um exemplo: o movimento quilombola vem crescendo, reivindicando direitos, ganhando espaço institucional etc. Mas, se formos considerar a população quilombola brasileira, será que eles estão ganhando terra e valorizando sua cultura, ou será que eles estão perdendo terras e práticas culturais. Como a gente tende a ver as coisas pelo lado institucional, muitas vezes através inclusive de relatórios para obtenção de verbas diversas, a reação imediata será dizer: olha, a terra x ou y foi finalmente reconhecida como quilombola.. . tal comunidade quilombola virou Ponto de Cultura… Certo. Não desmereço. Mas, enquanto isso, quantas meninas antes moradoras de um quilombo, perderam anonimamente suas terras e caíram na prostituição e no consumo da sucata da indústria cultural? Quantos largaram suas práticas tradicionais, para trabalhar como pedreiros em terras alheias? Quantas terras onde hoje habitam quilombolas sem sequer saber que podem receber essa identidade oficial, podem estar sendo alagadas para construção de uma hidrelétrica?
Eu acho que estamos perdendo. Estamos perdendo tudo que é essencial para a sobrevivência, como vc bem sabe. E é essa perda, que vai nos abrir velozmente para uma consciência, para cada um formulada com seus próprios símbolos culturais, dos mecanismos estruturais que nos conduzem a essas perdas, apesar da desinformação proposital da mídia, conduzindo-nos a confrontos mais pesados, como o que vemos já ocorrendo em Honduras, onde não sabemos se quem sairá por cima, será Saturno, ou Urano. Ou como eu prefiro dizer: as forças vitais, ou as forças mortais.
E por falar em forças vitais, ou na espiritualidade que vc evoca, eu acredito muito nessas forças vitais. Vejo as coisas mais por aí… um despertar pouco institucionalizado dessa força vital que emana de tudo de forma surpreendente. .. de tudo, inclusive dos seres humanos. Mas, isso não é algo que posso mencionar como cientista social.
Quanto à Marina, coitada. Tem grandes qualidades éticas, embora tenha feito também suas besteiras quando ministra. Mas, eu já acreditei um dia que o Lula as tivesse também. Infelizmente, ele joga dentro de um quadro geopolítico, fazendo inclusive acordos em nível internacional pouco explícitos para dispor suas peças nesse tabuleiro, e valores éticos como transparência e outros caem no segundo plano. Pelo que não espero grandes transformações sociais por esse caminho institucional, governamental, eleitoral. Mas, claro que é um peso a mais, grande, no jogo de forças, e se pelo menos essa conjuntura desacelerar o bloqueio a mudanças e contribuir um pouco para algumas alianças em nível internacional que garantam mínimas necessidades básicas expressas em termos de direitos humanos etc… já desacelera um pouco um processo que certamente está nos conduzindo no curto prazo para grandes fomes, grandes problemas ambientais.. . Novamente, para citar um único exemplo, passamos em pouco mais de um ano, através de manobras especulativas diversas, de oitocentos e oitenta milhões de pessoas morrendo de fome no mundo, para mais de um bilhão… “aqui na Terra, devagarzinho” … ou rapidinho. E como talvez vc saiba também, os grandes arquitetos do mundo terreno são em geral, neo-malthusianos, ou seja, alegam que os grandes problemas da fome e dos impactos ambientais devem-se ao aumento populacional. Quando sabemos que os recursos do planeta, se bem utilizados e distribuídos, poderiam ser suficientes para uma vida saudável para ainda alguns bilhões de pessoas. Mas, do ponto de vista neo-malthusiano, concebe-se que se os problemas são causados pelo excesso populacional, uma redução populacional seria uma forma de solucionar a causa desses problemas. Redução em contingentes de uma população que já não é mais útil enquanto mão-de-obra. Tudo isso me lembra uma frase de um relatório da CIA, que dizia que “por triste que seja, a AIDS está nos ajudando a reduzir o crescimento populacional na África”. Ou seja, atualmente, já se trata de depopulação de algumas regiões do continente, nem mais de contenção de crescimento. O que, para essas entidades que representam, calçadas por exércitos e polícias, o interesse das duzentas corporações que controlam governos e territórios cada vez mais amplos, não representa problema, já que muitas dessas regiões em processo de depopulação continuam do mesmo jeito contendo minérios que são importantes para essas corporações, em seu modelo de produção absurdo.
Estamos “melhorando” devagarzinho? Alguns favelados agora recebem bolsa família, certo. Mas, quantos que antes produziam sua própria comida passaram à condição de favelados no mesmo período?
Acho que o que nos ilude, principalmente nós, que na maioria temos origens de classe média, são alguns palcos de catarse que o sistema político vai criando. Faz-se um mega-projeto de transposição do Rio São Francisco, associado a um mega-projeto de produção de biocombustíveis ao longo do rio, os pequenos agricultores prejudicados protestam, reclamam e recebem uma pequena ajuda para implantar algum projeto de economia solidária. Catártico. Enquanto isso, cada vez mais pessoas deixam de produzir em moldes da economia solidária que as tradições populares sempre conheceram para dedicar suas vidas ao consumo das cobiçadas mercadorias das duzentas transnacionais que a mídia promove, com apoio da quase totalidade dos governos mundiais, por elas controlados.
Nesse contexto, falar para mim em acordos internacionais, direitos humanos, direitos indígenas, tudo é retórico. Até mesmo falar em direitos é retórico, para quem conhece na prática como funciona um sistema judiciário. Fora da retórica. Fora do papel. Fora da catarse de lutar e debater anos a formulação de um novo direito, que jamais será respeitado.
As famosas consultas populares onde agentes governamentais vêm supostamente debater com as populações afetadas algum mega-projeto, embora já esteja pre-determinado que o mega-projeto ocorrerá de qualquer maneira, porque é de interesse de alguma construtora que suborna governos há décadas, e principalmente na promoção de um desenvolvimento com base nos interesses dessas duzentas empresas transnacionais que comandam o mundo… cavando esse mundo em níveis cada vez mais profundos, até exauri-lo totalmente.. . Já está tudo pré-determinado, mas os participantes das discussões, alguns representantes que seus interlocutores exigem das comunidades, voltam para casa com algum presentinho (leia-se um projeto com verba e prazo de realização insuficientes) para a comunidade de origem e o procedimento todo é catártico. A maioria tem a sensação de que houve um avanço, embora não no nível de mobilização e participação dessa mesma comunidade.
Mas, a meu ver, não dá para continuar empurrando com a barriga essa situação por muito mais tempo. Até o clima já está gritando. Veja Santa Catarina, pela segunda vez consecutiva em menos de um ano, penalizada pelo clima. Há alguns meses, começou por Santa Catarina e foi se espalhando pelo Brasil, a onda de estados de emergência e estados de calamidade pública. Será que estamos recomeçando o rodízio? Ou será que teremos vários eventos da mesma natureza em paralelo? E é daí, a meu ver, que decorre esse confronto entre Urano e Saturno que vc prevê, além de, principalmente em outros países, problemas críticos de fome e outros. Mas não sei se esse confronto vai se dar no plano da política institucional, como vc prevê com a candidatura de Marina, ou se vai se dar em planos inesperados, que só Urano pode antever no momento, embora nós, no meu caso, uma cientista social, fiquemos por aí, tentando criar conceitos, fórmulas, indicadores, estatísticas, gráficos, para prevenir… ficando no diagnóstico.
É como diz o velho conhecimento popular: só Deus sabe… mas enquanto isso, continuemos lutando, pelas velhas formas que conhecemos.. . pelo menos nos servem de catarse diante de tantos absurdos que somos obrigados a testemunhar, porque ninguém tem poder de parar uma máquina que cada dia mais pessoas enxergam como nociva.
Só talvez a confluência de algumas forças positivas, que também existem, como um Evo Morales na Bolívia, com uma eventual Marina no Brasil… pode até ser…. de certa forma vem ocorrendo, mas o golpe em Honduras e as bases militares na Colômbia preocupam quanto ao avanço dessa configuração.
E Marina não é Evo Morales. Quando ela aprovou praticamente sem debate o projeto de suposta autoria dela para utilização privada de terras públicas na Amazônia, a Colômbia estava votando o mesmo projeto. Vai dizer que foi ela quem encaminhou o projeto para os colombianos votarem também? Ou ambos receberam esse projeto de poderes supra-nacionais? E será que ela tem consciência disso? Acho que o Lula, sim. Ele tem feito algumas jogadas e deve saber onde quer chegar, embora eu discorde inteiramente desses métodos. Mas, será que uma Marina teria consciência do jogo que um Estado como o Brasil espera dela? Ou será que ao deparar-se com esse jogo, caso eleita, ela novamente cairia na mesma malha que meses antes da primeira eleição levou Lula e todos os demais candidatos à presidência a um acordo a portas fechadas com o FMI?
Que alcance de decisão e interferência temos, que avanços devagarzinho ou rapidinho, diante das intenções de Pentágono, CIA, oligarquias nacionais, com um empurrãozinho das famosas instituições internacionais que se tornam cada dia mais poderosas como FMI, OMC, Banco Mundial etc? Esse bloco está se configurando cada dia mais sólido, apesar de fissuras…. Uma China, em nada diferente mas quebrando hegemonias, uma Rússia, nos mesmos termos, e esses blocos dos fracos, fraquinhos ainda… e também fissurados internamente. Do outro, estamos nós, os seres que lembramos que somos vivos, os Uranos, como diria vc.
Um grande abraço,
Inês
14 de setembro às 13:01
Os políticos são como as fraldas, devem ser trocados constantemente. E sempre pelo mesmo motivo!
(Eça de Queiroz)
[]s
15 de setembro às 18:09
Ainda sobre o lado político da crônica, para quem quiser ver de perto…
O Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília
CDS/UnB tem o prazer de convidá-lo para a Palestra da
Quarta-Sustentá vel:
“Desenvolvimento Sustentável do Brasil:
Uma Esquina Civilizatória”
Marina Silva
Senadora da República
Data: 16 de setembro de 2009
Horário: 18: 00 horas
Local: Campus da UnB – Auditório da FT
Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima
Nascida no Estado do Acre, é ex-seringueira e, hoje, senadora da
República. Começou sua carreira política militando nas comunidades
eclesiais de base, ligadas à Igreja Católica. Foi vereadora (a mais
votada), deputada estadual (a mais votada) e chegou ao Senado Federal
como a mais jovem senadora do país, em 1994, aos 38 anos. Recentemente.
ocupou o cargo de ministra do Meio Ambiente.
Marina Silva aprendeu a ler já adolescente e formou-se em História
pela Universidade Federal do Acre, em 1985. Militante política pela
esquerda, foi uma das fundadoras da CUT (Central Única dos
Trabalhadores) no Acre, junto ao sindicalista Chico Mendes.
Atualmente, Marina Silva participa como membro titular das comissões
de Meio Ambiente, e de Constituição e Justiça e preside a Subcomissão
Temporária – Fórum das Águas das Américas e Fórum Mundial das Águas.
É suplente nas comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional, de
Educação, Cultura e Esporte, de Direitos Humanos e Legislação
Participativa, e de Assuntos Econômicos do Senado.
Arthur Pullen Sousa
Centro de Desenvolvimento Sustentável-CDS
Universidade de Brasília – UnB
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16 de setembro às 9:32
Bem, pelo que vejo, vocês andam bem descrentes das possibilidades de mudanças… como já disse, entendo… e também tenho um lado que se sente assim… mas volto a repetir: cuidado para não ficarem muito exigentes, muito idealistas… a realidade é o que ela é, e não o que a gente acha que ela deveria ser… as coisas caminham muuuuitooo devagar..por quê? Olhe para você mesmo e veja por sí mesmo… a dificuldade que é a gente mudar qualquer coisa na gente mesmo… neguinho fuma, dsabe que o cigarro está destruindo os seus alvéolos, quer parar… e não consegue… neguinho abusa sexualmente de crianças, sabe que é um absurdo, também acha um absurdo, quer parar e não consegue…é meus caros, nosso conhecimento do que seja o bem e o mal é mínimo… estou falando do que seja o bem e o mal DENTRO de nós, que lá fora, nos óio dos outros, eu sei que todo mundo tem muita habilidade para ver cisco… os políticos de que dispomos , no momento, são exatamante aqueles que nós, enquanto sociedade, estamos merecendo ter… isto é indiscutível, é Física… Quântica… Não vai aparecer coisa muito diferente disto que está aí, tão cedo…Por quê? por que não tem coisa muito diferente disso que está aí, na nossa sociedade… nós não somos muito diferente disso que está por aí… quantos de nós estão aqui reclamando da roubalheira, e da sem-vergonhice, e só não estamos fazendo a mesmíssima coisa, por que não temos a oportunidade? Sabem por que eu estou me engajando na campanha da senhora Marina Silva? Por causa de umas três ou quatro pessoas que eu conheço, que já tiveram contato pessoal com ela. Entendi que essas pessoas estavam diante de uma pessoa de verdade. E não de uma fachada. Só0 isso? Sim, só isso. Isso para mim, neste mundo em que nos encontramos, e principalmente no mundo da política, já é muuuuitaaa coisa…sim, amigos, assim caminha a humanidade, com passo de formiga e sem vontade…Marina Silva , dentro do contexto que temos, e que somos, no momento, é uma dádiva do céu… quem tiver olhos, que veja, quem não tiver, continue chorando as pitangas por uma perfeição idealista que não vai acontecer… por que não existe no real, e sim nas nossas imaginações… []s C.Maltz.
16 de setembro às 10:23
Maltz, o Lula deve que mudar para se eleger, a Marina antes de começar a querer mudar ela vai ter que se eleger, e para isso ela vai ter que mudar também, ai depois bem depois…em pequenas doses ela pode tentar fazer algo de bom, mas pequenas doses mesmos…pq se ela exagerar nas doses das mudanças…somem com ela rápidinho.
[]s
16 de setembro às 14:06
sim mano, ELES vão fazer isso mesmo… Mas…quem somos ELES? quem eles pensamos que são?
16 de setembro às 14:08
quero ver qualquer um…qualquer um dessa lista aqui, eu incluido… com muito poder e dinheiro na mão, o que faria…no que se transformaria… []s C.Maltz.
16 de setembro às 19:24
“Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem”
Frejat
“O dinheiro é um bom criado, mas um mau senhor.”
Francis Bacon
16 de setembro às 21:14
“Eu não aguento! Eu não aguento! Mão na cabeça e documento”
16 de setembro às 22:56
” Somos todos iguais … tão desiguais … uns mais iguais que os outros ”
Eu com muito dinheiro e poder nas mãos , acho que me transformaria no que realmente eu sou !!!
Agora o que eu realmente sou ???
… isso eu não sei te responder …
16 de setembro às 23:21
Maltz , aproveitando ” A MENSAGEM DO DIA ” em que esta semana você tem batido constantemente na tecla do tal “amor” … hoje a tarde (16/09)ouvi um noticiario em uma FM aqui no interior do Paraná que dizia praticamente a mesma coisa que você … o noticiario dizia o seguinte : ” segundo pesquisas , a paixão tem se tornado a principal causa da depressão … ”
abraço
17 de setembro às 10:25
“O novo é simplemente o novo. Inevitável!”.
Isso me remete à “O futuro se impõe…o passado não se aguenta.” de Pose (anos 90)
Genial Maltz…..
17 de setembro às 21:51
A questão é, que futuro estamos criando de verdade como sociedade?
por que o futuro não se impôe do nada.
[]s
18 de setembro às 1:06
bão… o lance da paixão, mano… penso que não é por causa da paixão, mas por falta dela… falta paixão, falta tesão, falta envolvimento, falta coragem para abrir mão das merrecas egocentricas e individualistas… falta coragem para o amor, manão… e falta D’EU’S… e sem amor e sem Deus, a vida não faz sentido nenhum…na minha opinião, esta é a causa… manão xará…dizes que o futuro não se impõe do NADA… mas…na tua opinião, o que é o NADA? []s C.Maltz.
18 de setembro às 11:25
Nesse contexto o de o futuro se impor do NADA, significa que esse NADA é algo desconhecido algo já mais visto sem comprensão, acredito que o futuro não venha do desconhecido, mas sim do resultado do cultivo das sementes que plantamos..
e ai…que erramos e continuamos no erro…no cultivo..
[]s
22 de setembro às 2:22
E aqui continuamos nós, discursando com propriedade sobre o que, no fundo, não estamos com muita disposição para mudar.
Escrevemos sobre política, sobre indignação, sobre tudo o que está errado… E estamos fazendo o quê? Resolvendo as grandes questões políticas do País no intervalo do cafezinho, ou postando pérolas de intelectualidade aqui no blog.
Somos uma geração que não faz quase nada (não vou falar nada, porque ainda há poucos que fazem).
Por isso somos uma geração sem peso na História; sem propósito ou lugar, como citou um personagem do ‘Clube da Luta’.
Vivemos no vazio. Reclamamos do governo, criticamos o sistema, e mostramos aos nossos filhos que é assim mesmo, só reclamar, se indignar, e depois ir para a frente da TV ou do computador.
É isso que nossas crianças estão aprendendo: que não deve haver mesmo um jeito de reagir, já que seus heróis não fazem muita coisa.
Tenho 33 anos, e me envergonho de não ter feito nada ainda. Tenho uma filha de nove anos que precisa aprender que cada um de nós pode e deve fazer alguma diferença, a começar pela mamãe. Pra que ela também queira fazer diferença algum dia.
Admiro e respeito o conhecimento e a informação que os irmãos demonstram aqui, não tenho um décimo dessa bagagem cultural e intelectual. Mas precisamos usar isso de alguma forma. Jovens de 18, 20, 26 anos fizeram mais diferença pela história do Brasil, num momento excessivamente repressor politicamente, do que nós estamos fazemos agora.
Não adianta gritar ’Fora Sarney’ usando narizes de palhaço, ou apontar as limitações das candidatas à Presidência.
Vamos fazer algo por nossas crianças.
Vamos mostrar que levar uma gotinha d’água no bico pode ajudar a apagar o incêndio que não tentamos evitar.
(Em tempo: isso não são acusações; é um mea-culpa.)
Abraços. Com indignação, mas com Amor.
24 de setembro às 19:20
Adriane muito bonito o que você escreveu, pelo conteudo presumo que seu intelecto seja igual ou ate maior que os dos outros que por aqui passaram, só que você está fazendo a mesma coisa que você está recriminando em seu texto,(nonsense)
(BENDITO AQUELE QUE NÃO SE CONDENA, NAQUILO QUE APROVA)…Adriane relax, certa vez estava eu com os mesmos questionamentos que os seus , e um sábio músico mineiro, me disse o seguinte….”O BEM ESTÁ SEMPRE A FRENTE, MESMO QUE A PASSOS LENTOS, A ÚNICA COISA QUE O MAL TEM É UM PODER DE DIVULGAÇÃO MAIOR”…Adriane , não acho que esta geração não tenha peso histórico, no seu texto você mesma prova isso com a sua preocupação com a sua filha, o seu exemplo a ela já é uma forma de ser um peso positivo na história, Adriane fique tranquila sem te conhecer vejo que você é do bem só está achando que a carroça está parada é os invasores estão chegando, pois não …ela não está parada…DEUS É UM ARQUITETO QUE TRABALHA DEVAGAR (MINEIRAMENTE FALANDO)…
SEM INDIGNAÇÃO E COM MUITO AMOR…
UM ABRAÇO
25 de setembro às 1:00
DIEGO,
Senti, algumas várias horas depois de postar, que havia ‘pegado pesado’, além da conta. Leve em consideração alguns hormônios (tá, tô apelando pra fisiologia,é meio covarde…rsrs).
A verdade é que fico indignada com o que vejo acontecendo nas escolas públicas em que trabalhei e trabalho; com a inação de tantos que tanto falam, falam e … nada. Esses meninos estão crescendo, são adolescentes e jovens, e estão caminhando por uma estrada que está sujeita a terminar muito, muito mal mesmo.
Poderiam ser nossos filhos, sobrinhos, os garotos da rua em que crescemos…
Foi recriminação sim; falei de mim mas acabou sobrando pro restante da humanidade.
Me perdoe, você e os outros mais que leram aquele post, pelo peso das palavras, pelo grito de ’será que ninguém mais tá vendo, tá ouvindo?’.
Você postou no final ’sem indignação, com amor’.
Eu também, Diego, quero amar sem me indignar, e transformar essa energia de recriminação em ação positiva e eficaz, que faça aquela diferença que quero no mundo.
Um pouco de paciência comigo, meu irmão. Não era um bom dia, talvez não fosse o momento de falar; mas falei. Me perdoe se fui mais dura que o necessário. Não se repetirá, espero.
“Palavras expressam tudo, ou nada. Palavras descrevem o inexplicável. Palavras magoam, ofendem e causam desentendimentos. Palavras criam oportunidades, criam amizades e vínculos formidáveis. Palavras aperfeiçoam, explicam. Palavras são capazes de corrigir mais do que qualquer ato. Palavras evoluem e fazem evoluir. Palavras surgem e deixam surgir. Palavras fazem com que livros tenham magia. Palavras fazem com que melodias tenham significado. Palavras afastam ou unem pessoas. Palavras fazem com que as pessoas reflitam. Ou não. Palavras agridem. Palavras acolhem. Palavras criam desejos. Palavras enfeitiçam, seduzem e provocam. Palavras podem ser amáveis ou grosseiras. Podem dizer muito, ou nada. Podem traduzir qualquer sentimento. Palavras permitem que as pessoas brinquem com elas próprias. Palavras podem ser apenas palavras, ou podem ser muito mais do que uma vida inteira. Palavras fazem as guerras. Palavras buscam a paz. Com as palavras, pode-se tudo. Apenas não se pode ficar mudo.”
E vão ficar ecoando em minha memória suas derradeiras palavras: “SEM INDIGNAÇÃO E COM MUITO AMOR.”
Abraços, Diego.
Grata pela tolerância, bom senso e pelo comprimidinho de Semancol…
25 de setembro às 18:33
Adriane …maravilhoso, fiquei mais seu fâ ainda, os seus questionamentos são pertinentes, também acho a mesma coisa, só não acredito muito no mudar mundo, acredito no mudar a si próprio, acho que é o que todos deviam buscar, é o lance da gotinha no bico, cada um agino internamente visando o externo.
valeu…um grande abraço.
4 de outubro às 11:02
Bom dia à todos…esta semana li um artigo aqui em Varginha, Sul de Minas Gerais, e achei muito certo!!! “OS POLITICOS BRASILEIROS SÃO ELEITOS NÃO PELOS QUE LEÊM OS JORNAIS E SIM PELOS QUE SE LIMPAM COM ELES” esta é a pura realidade no Brasil…e seja o que D’US quizer.
4 de outubro às 12:50
Saindo um pouco do texto, mas não do contexto.
Sobre as olimpíadas e a copa serem aqui no Brasil.
A mídia e geral fala que e ótimo a o pais; a opinião dos colegas do dia-a-dia dizem ser ruim.Eu particularmente penso que poderiam gastarem este dinheiro e coisas mais importantes e urgentes. Por outro lado (entrando e contradição comigo mesmo), penso: que um pais que será sede de dois importantes eventos esportivos. Que foi disputado por outros países de economia e talvez cultura mais aprimorada do que a nossa. Não estaríamos assim investindo em nossa própria economia e valorizando o nosso quintal. Ou (lá vem o meu lado negativo) tudo isso não passa de um jogo de cartas marcadas mundialmente para novamente sermos roubados.
Eu não curto futebol e olimpíadas, mas penso no coletivo. Espero que este novo traga realmente algo de novo e de bom. Por favor, comentem.
Carlos, obrigado por nos dar este espaço para expressar nossas idéias e opiniões.
[ ] s e boa semana a todos.
Regin@ldo
5 de outubro às 21:33
Queiram ou não, Lula já iniciou a transformação e já ta marcado na história como simbolo.
2016 quem viver verá…
[]s
26 de março às 3:38
somos passageiros perdido num mundo em caos, onde a ganancia e a miseria imperam sem limites,agora não adianta raça nem religião, traçamos nosso destino quando estupramos a natureza,
ainda não saimos das cavernas modernas.