A imagem que me vem é bizarra: aqueles porcos infláveis gigantes da capa do disco “Animals” do Pink Floyd, atacando uma “Linha Maginot” imaginária, que não estava preparada para um ataque daqueles. A Linha Maginot, para quem não sabe, era um sistema de defesa estratégico que a França dispunha na época da segunda guerra mundial, e que seus generais acreditavam, seria suficiente para segurar os alemães.

Acontece que Hitler estava no século XX, com toda a sua crueza e dinamismo, e a Linha Maginot era um excelente sistema de defesa para uma guerra do século XIX. Resumo da ópera: os alemães, com a sua “Blitzkrieg”, deram a volta rapidinho na estática linha de defesa francesa e chegaram a Paris muito mais rápido do que eles próprios poderiam imaginar. Um baile. Parecido com aquele que nós levamos da “máquina laranja”, a seleção da Holanda na copa de 1974.

Analogias malucas? Nem tanto, estamos falando de tecnologias muito avançadas, e o despreparo para enfrentá-las. Estamos falando de descompassos. De coisas convivendo no mesmo espaço, mas em tempos diferentes.

E o que isto tem a ver com os porcos gripados?

Pois é exatamente o que estamos vivendo neste momento.

Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que não sou especialista em nada, o que me coloca em um lugar privilegiado de observador e livre-pensador. Sou um astrólogo, e astrólogos são generalistas que estudam o tempo. Mais especificamente, a qualidade do tempo que estamos vivendo. Com todas as suas manifestações culturais, antropológicas, psicológicas, enfim, o fenômeno “tempo” inteiro. Não entendo nada de biologia, medicina, medicina-sanitarista, sistemas de saúde, nada disso. Mas também não tenho compromisso com nada disso, nem recebo jabá da indústria da “saúde” e posso falar o que me der na telha.

Mas, senhor astrólogo, e o tempo, este senhor misterioso, carregando a foice das colheitas em sua mão, o que tem a nos dizer ?

Por incrível que pareça, o momento X que estamos vivendo, que já vem desde o ano passado, e ainda vai até o ano que vem, está marcado justamente por um aspecto no céu entre os planetas Urano e Saturno. Saturno representa o velho, aquilo que está confirmado e consagrado pelo tempo, e Urano o novo, aquilo que ainda não é, mas que se impõe com uma força irresistível e indomável. A força do novo tempo, inevitável. Ou seja: um embate violento entre o que é e o que será.

Uma a uma, nossas linhas Maginot, que imaginávamos sólidas e resistentes, estão caindo que nem fruta madura.

Primeiro foi a linha Maginot da dita “maior e mais poderosa economia do planeta”. Essa caiu que nem manga passada. Pesada, se esborrachando contra o chão da realidade. Tudo bem, os caras estão agora querendo fazer alguns enxertos pra ver se ela, mais mestiça e cabocla, misturada com DNA chinês, consegue dar a volta por cima e sacudir a poeira.

Mas “mister T” com sua foice é implacável. No começo de 2010, Saturno e Urano voltam a ficar frente a frente, e o band-aid do enxerto vai mostrar se tem resistência para suportar a força da onda-do-novo, que vem de novo, dessa vez, para completar a sua missão.

Qual é a sua aposta? O band-aid resistirá?

E os porcos gripados, alguém perguntaria, o que têm a ver com isso? Os PG estão revelando a fragilidade de outra de nossas linhas-Maginot. A nossa saúde e os nossos sistemas de saúde. A nossa medicina hiper-ultra-high-tech.

O vírus da tal da “gripe suína” que não é nada mais que o vírus da gripe aviária up-to-dated é um pestinha que se transmuta e renova numa velocidade incrível. Uma verdadeira “Blitzkrieg” da natureza. Da natureza? Bem, há controvérsias, é claro. Os paranóicos de plantão (e eu sou um deles), com suas teorias conspiratórias, especulam até que ponto a tal da gripe não é produto de algum laboratório inescrupuloso que ganharia horrores (neste caso, literalmente) vendendo o remédio. Alguém ainda se choca com uma possibilidade dessas? Alguém ainda duvida que isto seja possível, nesta terra de gigantes que trocam vidas por diamantes?

O fato é que o bichin é muito rápido, como a Holanda de 1974, e tal qual os nossos bravos jogadores daquela época, que eram tri-campeões mundiais, nós estamos levando um baile. Nosso sistema imunológico envenenado de Coco-Zero e nossos laboratórios hiper-super-high estão levando um baile. O fato, meus caros, é que nós estamos pendurados por alguns band-aids. Na Economia, na Saúde Pública, no Equilíbrio Ecológico do Planeta, no Equilíbrio Geo-Político Mundial…Band-aids segurando as carnes envelhecidas de um mundo que assiste de camarote ao seu próprio gran finale. O novo urge e ruge ás portas decadentes do velho império materialista que já está de joelhos. Quanto tempo e quanta pressão eles, os band-aids, as nossas linhas maginot ainda suportarão? S.D.S.

Só D’EU’S sabe.