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		<title>SINTO DESAPONTAR OS MEUS LEITORES: O MUNDO NÃO ACABOU!</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 15:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maltz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois é. O tão esperado e amplamente divulgado “fim do mundo” não aconteceu. Muitos respiraram aliviados, alguns ficaram frustrados e outros tantos continuaram indiferentes.
O que teria acontecido? Deus mudou de idéia? Os astrólogos e videntes falharam?
Um texto de minha autoria, publicado inicialmente no primeiro semestre: 2010 – O Fim de Um Mundo rodou o mundo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pois é. O tão esperado e amplamente divulgado “fim do mundo” não aconteceu. Muitos respiraram aliviados, alguns ficaram frustrados e outros tantos continuaram indiferentes.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O que teria acontecido? Deus mudou de idéia? Os astrólogos e videntes falharam?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um texto de minha autoria, publicado inicialmente no primeiro semestre: <span style="text-decoration: underline;">2010 – O Fim de Um Mundo</span> rodou o mundo. Como dizem: virou “viral”. Recebi e-mails do Brasil inteiro, e de alguns outros países também. Foi até publicado, o tal texto, na revista “Planeta”.<span> </span>(você pode ler o texto na íntegra clicando <a href="http://www.carlosmaltz.com.br/blog/?p=191">aqui</a></span><span style="font-size: small;">)</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Qual seria o motivo de tanto sucesso, se é apenas um texto astrológico técnico, falando sobre a “grande cruz” cardinal, um aspecto astrológico que está constelado no céu entre Julho e Agosto? </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ah, meus amigos, é só falar no tal&#8230; No tal do fim do mundo, que a caixa de e-mails “bomba”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E olha que dessa vez eu já deixei bem claro do que se tratava desde o título: o fim DE UM mundo. Vamos ver o que o texto original diz:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">&#8230; “Como podemos ver, este alinhamento marca o início de uma mudança radical. As pessoas estão fazendo barulho á respeito de 2012, mas na verdade, o mundo acaba mesmo, é em 2010&#8230; Pelo menos o mundo tal qual o conhecemos até aqui&#8230; O que está vindo pela frente? Quem tiver olhos, verá&#8230; Um velho mundo morrendo, e um outro, novo, nascendo&#8230; Todo esse transtorno e esse “rebuliço” em nossas vidas são as mudanças chegando e batendo na porta dos nossos velhos estilos de vida, que se defendem como podem&#8230; Será que estamos dispostos a mudar? Será que sabemos o que precisamos mudar? Ou será que ainda estamos pensando que os problemas em nossas vidas são causados pelo ex, pela ex, pelos filhos, a sogra, pelo Lula, pelo Arruda, por nossos inimigos, Deus, o diabo, etc.? A Tsunami da transformação planetária está batendo na praia. Ou pegamos essa onda e vamos com força para a frente, ou ela nos pega e<span> </span>quebra a espinha dorsal de nossas resistências. A hora de mudar é agora. Se a sua vida já está de pernas para o ar e você não está dando conta sozinho, procure ajuda. Um médico, padre, psicólogo, terapêuta, astrólogo, um amigo de verdade&#8230; Enfim, alguém que possa te ajudar a se enxergar, que nós não viemos equipados de fábrica com espelho retrovisor. Somos todos muito hábeis para enxergar cisco no olho do irmão, e cegos para ver a trave em nosso próprio olho”&#8230; </span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Os eventos cósmicos geralmente acontecem em uma velocidade e profundidade psicológica que não cabem nas vitrines rápidas e sensacionalistas da grande mídia de hoje. As transformações costumam acontecer ao longo de alguns anos e se dão no interior das pessoas.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É o fim DE UM Mundo, não o fim físico do nosso globo, mas sim, de UMA FORMA de viver, de se relacionar com os outros, e com o próprio Planeta.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E isto já está acontecendo. Dentro de nós. O texto está o tempo todo falando da necessidade urgente que nós, seres humanos viventes nesse final da Era de Peixes e início da Era da Aquário temos de <span style="text-decoration: underline;">nos transformar</span>, de mudar a freqüência vibracional que atualmente comanda nossos corações e mentes. De mudar a NÓS MESMOS!!!!!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E como é difícil falar sobre auto-transformação para esse mundão materialista e sensacionalista em que estamos vivendo&#8230; Esta civilização sem alma e sem espelho retrovisor&#8230; <span> </span>Vejam como o texto foi compreendido, vejam o que foi que as pessoas entenderam&#8230; </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas eu entendo o povo&#8230;</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu também gostaria que a humanidade, ou alguma parte dela fosse realmente capaz de dar um salto quântico em sua caminhada evolutiva e entrar assim, de uma hora pra outra em um novo momento, um novo movimento em direção á Luz, harmonia, paz, fraternidade.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Quem é que não está cansado dessa “terra de gigantes que trocam vidas por diamantes?” Quem é que não está cansado de tanto egoísmo, brutalidade, materialismo? Quem é que não está cansado de tanta burrice pós-graduada, de tanta roubalheira especializada&#8230;<span> </span>Da coisa pública? Quem é que ainda não está exausto de tantos relacionamentos frustrados, de tanta traição, tanta falta de amor disfarçada&#8230; Tanta pobreza espiritual justificada por um existencialismo barato? E do consumismo desenfreado&#8230; De coisa e de gente&#8230;<span> </span>Que não preenche o vazio imenso que carregamos no peito&#8230; O vazio&#8230; Que os alemães chamam de “angst”&#8230; Que só faz engrossar os lucros bilionários dos fabricantes de ansiolíticos?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Que pai ou que mãe ainda não está cansado de ver tantos filhos afundando no álcool, na droga, na depressão, no suicídio?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Quem não está?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por isso ele faz tanto sucesso&#8230; O tal do Apocalipse&#8230; </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Senhores e senhoras, Agosto de 2010 já chegou.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E aí, o que aconteceu? O que vai acontecer?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sinceramente, não acredito que nada muito espetacular vá acontecer. Sinto desapontar os meus ávidos leitores. Nada que já não esteja acontecendo&#8230;<span> </span>Devagar, bem devagar, que “assim caminha a humanidade, com passo de formiga e sem vontade”&#8230; Como bem diz o Lulu Santos&#8230;</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">No ano de Mil Quatrocentos e Oitenta e pouco, um significativo aspecto cósmico no céu, levou alguns astrólogos a preverem o “fim do mundo”. Aparente-mente nada aconteceu. Astrólogos caíram em descrédito, talvez um ou outro tenha ido parar na fogueira (prática comum naqueles dias), e o barco da “mesmice” seguiu sua viagem. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Hoje sabemos, que aquela foi a data de nascimento de um cidadão chamado “Martinho Lutero”. Esse homem teve a “ousadia” de se indignar, e levantar sua voz contra algumas atitudes da IGREJA, que ele não considerava corretas. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O problema é que naquele tempo a IGREJA se considerava uma REPRESENTANTE INQUESTIONÁVEL DE DEUS NA TERRA, e com sua MÃO DE FERRO esmagava qualquer um que pensasse em questioná-la. “Lutero” teve força suficiente, não apenas para “encarar a fera”, mas também para RACHÁ-LA AO MEIO, dando origem ao Protestantismo, abrindo o caminho para as TRANSFORMAÇÕES radicais que vieram logo depois.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span> </span>O MUNDO DA IDADE MÉDIA havia chegado ao fim.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A grande cruz está desenhada no céu de Agosto&#8230; E daí? Será que a Natureza vai mesmo nos dar um chega pra lá? Será que nós não temos nada melhor para fazer do que ficar esperando que Ela faça por nós, o que é nosso dever?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Será que os coreanos, os iraquianos, os chineses, os israelenses vão mesmo apertar o “botão vermelho”?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A grande cruz está desenhada no céu de Agosto</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Será que o mundo vai acabar?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não creio&#8230; Se fosse pra acabar, por que teria começado?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sinto desapontar os meus leitores&#8230; Mas quem vai ter que fazer o serviço somos nós mesmos. E o serviço mais difícil de todos, que é o da auto-transformação.<span> </span>O mais difícil. Um serviço invisível, que não dá ibope na mídia&#8230;<span> </span>O mais importante de todos&#8230; O mundo não acabou em 07/08/2010, mas um período de transformações radicais e profundas, que vai exigir muito desprendimento e coragem de nós,<span> </span>acabou de começar.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Senhores e senhoras, a grande cruz está desenhada no céu de Agosto. O quê o tempo está esperando de nós?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">inTé + V <img src='http://www.carlosmaltz.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  C.Maltz.<br />
</span></span></p>
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		<title>PERDEMOS</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 14:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maltz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou um telespectador atípico (acho)&#8230; No mínimo, intermitente. Passo muito tempo sem assistir (não sei se esse é o verbo correto) a telinha, e depois, de tempos em tempos, passo uns dois dias assistindo direto. Então o meu recorte é aleatório, tendencioso, descontínuo, sem muita linearidade racional, algo parecido com o “raciocínio” do polvo Paul. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou um telespectador atípico (acho)&#8230; No mínimo, intermitente. Passo muito tempo sem assistir (não sei se esse é o verbo correto) a telinha, e depois, de tempos em tempos, passo uns dois dias assistindo direto. Então o meu recorte é aleatório, tendencioso, descontínuo, sem muita linearidade racional, algo parecido com o “raciocínio” do polvo Paul. Mas, se a “voz do polvo é a voz de Deus”, quem pode garantir que o meu método é pior (ou melhor) que o dos outros?</p>
<p> Em minha última incursão  ao mundo real (o mundo da telinha), fiquei impressionado com a dança dos assuntos. Eram apenas dois e ficavam martelando por todos os lados o tempo todo: a final da copa e o “crime monstruoso” praticado (ao que tudo indica) á mando de um ( ao que tudo indica) ex-jogador de futebol.</p>
<p> O que eles tinham em comum? Bem, a resposta óbvia é o próprio futebol, mas não sou de contentar-me com a resposta óbvia. Sou por ofício e hobby, um mergulhador de profundidade. Me atraem as profundezas da alma humana, esse lugar tão sombrio e estranho ao mundo “clean &amp; hype” ( seja lá o que isto signifique) da telinha.</p>
<p> Sobre a Copa do Mundo, não tenho muito a dizer. O que pode ainda não ter sido dito naqueles programas de especialistas que passam o dia inteiro falando sobre o assunto? O quê os convidados “vips”, todos eles muito bem informados, bem vestidos e bem falantes ainda não disseram?</p>
<p> Bem, não vi ninguém comentando o fato que para mim, foi o mais importante da copa toda: a volta da delegação argentina á Buenos Aires.</p>
<p> O que pode ter de importante nisso?</p>
<p> Aproximadamente dez mil pessoas saíram às ruas para prestar a sua homenagem a Maradona e seus “pibes”, que voltavam de uma derrota por quatro a zero para a Alemanha.</p>
<p> Vejam, os caras perderam de quatro a zero. E foram recebidos com o maior carinho e respeito pelos “hermanos”. E não vale dizer que para a Argentina ter chegado até onde chegou, já estava de bom tamanho, por que todos nós sabemos que eles eram tão favoritos ao título quanto nós.</p>
<p> A própria presidente da República Argentina deu uma declaração sobre o acontecido. Ela estava emocionada e disse se sentir muito honrada com a homenagem da população aos jogadores. – É nos momentos de dificuldade que devemos mostrar quem somos, ela disse&#8230;</p>
<p> E os nossos jogadores, o que eles mostraram no momento da dificuldade, quando a Holanda virou o jogo?</p>
<p> E o que nós mostramos á eles com a recepção e as homenagens que lhes prestamos?</p>
<p> Sim mas&#8230; O que isso tem a ver com o outro assunto, o do ex-jogador, alguém poderia perguntar&#8230; Vamos ver se encontramos a conexão&#8230;</p>
<p> Pra dizer a verdade, não entendo por que as pessoas ficaram tão chocadas com o crime&#8230;</p>
<p> De ambos os lados dessa história, o que vemos são pessoas extremamente pragmáticas, objetivas, ambiciosas (focadas, como diria uma ex-musa do BBB que saiu pelada na capa de alguma revista de mulher pelada). Pessoas que não se deixam arrastar pelos sentimentos&#8230;  Pessoas que só pensam no resultado&#8230;</p>
<p> Não é exatamente isso que as centenas de livros voltados para quem deseja ser “vitorioso no mercado” estão ensinando?</p>
<p> Uma jovem que, segundo dizem as más linguas,  queria “garantir o seu futuro” engravidando de um cara rico e famoso&#8230;</p>
<p> Desde quando isso é pecado em nossa sociedade?</p>
<p> Bem, talvez ela tenha sido “burra”, engravidando do cara errado&#8230;</p>
<p> Uma rapaz rico e famoso, que se “fez na vida”, tratando de,  segundo dizem as más linguas,  se “livrar de um problema” utilizando-se de métodos  que nossas “elites”, inclusive  alguns de nossos “representantes do povo” , desde o tempo do velho Cabral, estão cansados de utilizar&#8230;</p>
<p> Desde quando isso é pecado em nossa sociedade?</p>
<p> Aliás, o que é mesmo pecado? Alguém ainda se lembra? Em nossa sociedade?</p>
<p> Bem, talvez ele tenha sido burro, utilizando profissionais de segunda categoria&#8230; Ou caindo em alguma armadilha desse ardiloso, o sentimento&#8230;</p>
<p> Talvez esse seja o pecado, um pecado imperdoável: amadorismo&#8230;</p>
<p> E a conexão com o assunto dos argentinos?  Essa, eu deixo pra vocês&#8230;</p>
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		<title>O POP O PAPOU ( ANO I D.MJ.)</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 12:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maltz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[“Michael Jackson morreu: seu passado era negro”, dizia o e-mail engraçadinho. Na televisão, um narrador descrevia as roupas dos convidados “vips”. Os que chegavam para a cerimônia fúnebre ao vivo. – Teve até lágrimas de verdade, alguém falou.
Na com-unidade do Orkut, algumas pessoas discutiam a diferença da trinca Elvis-Lennon-Jackson para com os mortais comuns: “eles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Michael Jackson morreu: seu passado era negro”, dizia o e-mail engraçadinho. Na televisão, um narrador descrevia as roupas dos convidados “vips”. Os que chegavam para a cerimônia fúnebre ao vivo. – Teve até lágrimas de verdade, alguém falou.</p>
<p>Na com-unidade do Orkut, algumas pessoas discutiam a diferença da trinca Elvis-Lennon-Jackson para com os mortais comuns: “eles pairam acima, são ícones do pop”, alguém postou (embora ninguém soubesse explicar direito o que a palavra ícone quer dizer).</p>
<p>Na Internet, nos jornais, nas revistas, artistas das mais variadas espécies e tribos choravam a perda como se fosse de um parente próximo. Doze pessoas se suicidaram, alguém me disse. Não viram mais sentido em permanecer no planeta sem a presença do autor do “moonwalk”</p>
<p>Impressionante. Fazia muito tempo que eu não via nada parecido. Comoção mundial. O caçula dos Jacksons realmente imprimiu o seu nome na calçada da fama. E no coração de muita gente.</p>
<p>Mas para mim, que sou uma criatura híbrida: metade psicólogo e metade ex-pop-star, a comoção me interessa num nível simbólico. Quando alguém consegue “pairar acima”, virar um ícone cultural, sua vida já não está mais sendo vivida num nível pessoal. O cidadão já não é mais dono do seu próprio nariz (no caso do Michael, literalmente). Virou domínio público. Iconificou-se. Tipo esse Jesus Cristo louro e de olhos azuis que se vê por aí. Tipo Beatles, tipo aquelas Marylins amarelas do Andy Warhol, e aquele cara gordo rindo na caixa da Aveia Quaker.</p>
<p>Será por isso que o cidadão Édson Arantes do Nascimento sempre se refere ao Pelé na terceira pessoa? Como se fosse realmente outra pessoa? Será que foi isso que Mark Chapman lembrou ao John antes de puxar o gatilho, e entrar para a história como o cara que matou John Lennon? Será que foi isso que matou Michael Jackson?</p>
<p>O pop não poupa ninguém, lembram? “O Papa levou um tiro à queima-roupa”. “Quem sai com a bunda na Caras, não sai com a cara na Bundas” , dizia um velho sábio. “Eh, oho, vida de gado”, diz outro velho sábio, parafraseando um gênio, o escritor inglês Aldous Huxley, que na década de trinta do século passado anteviu uma civilização de pessoas anestesiadas e “felizes”, vivendo uma vida de consumo programado e fugindo de qualquer espécie de sofrimento ou dor através de processos de condicionamento mental, medicina high-tech-anti-envelhecimento, e a droga perfeita: o “Soma”.</p>
<p>Na cena final do ainda contundente “Admirável Mundo Novo”, uma multidão “anestesiada e feliz” se atira avidamente em busca de emoções e sensações sobre um “selvagem”, que nada mais é, do que alguém diferente, alguém que ainda tem a coragem de sentir e viver a vida como ela é, com tudo o que ela tem.</p>
<p>Mas a verdade é que estamos cada vez mais parecidos com a multidão anestesiada e feliz de Huxley. Cada vez mais reduzidos a caras e bundas. Cada vez mais parecidos com uma massa cinzenta e disforme. Uma massa.  Como os nossos carros, todos com a mesma cara e todos cinza-metálicos. Uma massa de consumidores coisificados, como nos lembram Guy Debord na sociedade do espetáculo, Giles Lipovetsky na era do vazio, e Zygmunt Bauman na pós-modernidade líquida. Uma massa cinzenta de consumidores despersonalizados.</p>
<p>E sobre nossas cabeças, pairam flutuando os ícones do pop. A “casa dos artistas”. O Olympo pós-moderno. Nossos deuses de plástico com suas vidas conturbadas, gerando fotos escandalosas, fofocas para alimentar a voracidade veloz dos blogs e entretenimento real-time-on-line para nos salvar do tédio que o Rivotril não cura.</p>
<p>Quem ou o quê matou Michael Jackson? Essa pergunta ainda vai render muito ibope para muita gente, mas a verdadeira pergunta, na minha opinião , não é essa. Pra mim, a pergunta é: como ele aguentou tanto tempo? Como o seu corpo suportou tanta química para lutar contra a natureza e contra o tempo? Como seu coração suportou tanto anestésico para fugir da realidade e sustentar a ilusão da “Terra do Nunca”?</p>
<p>Não pensem que eu faço uma crítica moralista ou coisa que o valha. Não tenho moral para isso. Também pertenço à massa cinzenta. Quem está fora dela? Michael Jackson e a sua morte me interessam enquanto fenômeno sócio-cultural, enquanto símbolo. Não tenho nada contra a sua pessoa, e desejo, sinceramente, que ele possa ter um pouco de paz finalmente.</p>
<p>Mas o que a sua existência e o seu final melancólico simbolizam? O que estão sinalizando? Coincidentemente, uma das maiores revistas do país exibia como matéria de capa, uma semana depois do adeus ao deus do pop, uma reportagem imensa sobre as maravilhas da “medicina-high-tech-antí-envelhecimento”.</p>
<p>Comprovando a genialidade de Huxley, nossa civilização caminha passo a passo na direção de cumprir sua assombrosa profecia.</p>
<p>Michael Jackson é o nosso mártir. Nosso herói que morreu de overdose de anestesia, lutando contra o tempo e contra a realidade. Ele se foi, mas nós que ficamos, conseguiremos concretizar o seu sonho. Nós realizaremos “Neverland”, a terra do nunca, onde nunca se cresce e nunca se sofre.</p>
<p>Nós construiremos, em seu nome, o “Abilolado Mundo Novo”, onde nunca precisamos envelhecer. Onde nunca precisamos entrar no mundo adulto, com suas contradições e sombras. A terra do nunca, onde nunca precisamos entrar em contato com a dor, a culpa, as consequências dos nossos atos.</p>
<p>Nós construiremos o paraíso na terra, onde seremos sempre belos e jovens. Como Dorian Gray.</p>
<p>Seremos sempre menininhos e menininhas ingênuos, realizando todos os nossos desejos e vivendo livremente a nossa sexualidade, sem nunca nos envolver emocionalmente de verdade com ninguém.</p>
<p>Menininhos e menininhas comendo eternamente a cobertura de chocolate do bolo. Só a cobertura de chocolate. Todos serão de todos, e ninguém será de ninguém. Nossos filhos serão filhos da proveta. Finalmente aposentaremos Freud e nos libertaremos de todas as amarras mentais e emocionais que ainda nos prendem ao passado sombrio. “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!” Michael se foi. Mas sua morte não foi em vão.</p>
<p>Aldous Huxley só errou uma coisa: essa nova era que se inaugura para a humanidade, essa nova era de “paz e felicidade” sem limites e sem dor, não será contada a partir de Ford. O marco zero será o martírio do deus do pop. Senhores e senhoras: estamos no ano I D.M.J.</p>
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		<title>DA UTILIDADE DO ORNITORRINCO</title>
		<link>http://www.carlosmaltz.com.br/blog/?p=196</link>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 17:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maltz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Das coisas que me espantam neste mundão-de-meu-Deus, uma das mais espantosas é, sem dúvida nenhuma, o Ornitorrinco.
Além de ser um mamífero que bota ovos, o que o coloca em uma categoria única entre os mamíferos e os animais que botam ovos, ele também é venenoso, como um réptil, e as fêmeas amamentam sem ter mamas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Das coisas que me espantam neste mundão-de-meu-Deus, uma das mais espantosas é, sem dúvida nenhuma, o Ornitorrinco.</p>
<p>Além de ser um mamífero que bota ovos, o que o coloca em uma categoria única entre os mamíferos e os animais que botam ovos, ele também é venenoso, como um réptil, e as fêmeas amamentam sem ter mamas. O leite escorre pelo peito da mãe e é lambido pelos filhotes, que acabaram de sair dos ovos. Esquisito…</p>
<p>O que, do ponto de vista classificatório, é um Ornitorrinco? É um mamífero? Sim, mas… Mamíferos não botam ovos… E não costumam ser venenosos… E costumam parir os seus filhotes… Esquisito…</p>
<p>É um ovíparo? Sim, mas… Ovíparos não mamam (e depois do César Passarinho, nunca mais se ouviu falar da presença de Ovíparos no Senado ou na Câmara… Com exceção das pombas… da Praça dos Três Poderes…)</p>
<p>O Ornitorrinco é um pesadelo classificatório. Um furo, uma exceção á regra. Uma aberração. Uma… Uma… INUTILIDADE!</p>
<p>Por que diachos tem que existir o Ornitorrinco? Por que Buda, Alah, Jeová, Jah, Deus, Jesus, o Grande Espírito, ou ainda o acaso… Se você preferir…  A evolução das espécies… Darwin, ou Dawkins…  Sei lá… Quem ou o que criou esse trem todo que tem por aqui… Por que ou para que esse cara criou o Ornitorrinco?</p>
<p>Deve ser para esculhambar os nossos sistemas classificatórios. Para o que mais poderia ser?</p>
<p>Para atrapalhar o bom andamento da ciência dos homens…</p>
<p>Sim é isso, só pode ser isso, o Ornitorrinco só serve para isso: para quebrar as nossas métricas exatas, para jogar areia na nossa máquina, para estragar a perfeição dos nossos sistemas classificatórios. É isso: uma sabotagem de Deus, ou o acaso, se você preferir.</p>
<p>Mas por que Ele faria isso? Por que Deus, ou o acaso, se você preferir, ia se dar o trabalho de criar uma aberração esquisita como o Ornitorrinco, só para  avacalhar a nossa métrica perfeita?</p>
<p>Deve ser inveja.</p>
<p>Sim, Deus ou o acaso, se você preferir, deve estar com inveja da gente. Ele nos criou, sim, mas… Depois viu o tanto que a gente evoluiu por nossa própria conta, o quanto que a criatura superou o criador… E sentiu inveja de nós…</p>
<p>Deus, ou o acaso, se você preferir, viu o quanto nós avançamos… A perfeição os nossos sistemas classificatórios… As maravilhas da genética… Logo, loguinho a gente tá criando gente também… E vamos fazer muito melhor do que Ele… Nós vamos pegar só os melhores cromossomos da nossa espécie…</p>
<p>Não vai ter mais gente burra, feia, gente fraca, medrosa, esquizofrênica… Só vai ter gente bonita, sarada, sexy… Gente esperta, sagaz… Seremos todos gênios da pintura, da economia, dos esportes… Não precisaremos mais envelhecer, adoecer… Viveremos mil anos com a mesma cara, tipo o Dorian Gray de Wilde, ou a Vera Fischer… Ou aqueles “vampiros – do – bem” que estão na moda… Seremos todos brilhantes como Tarantino… Brilhantes…</p>
<p>Todos milionários da bolsa… Bilionários, trilionários… Já nasceremos com uma alteração no DNA que nos tornará gênios da bolsa…  E da música… E da genética… Ninguém mais vai precisar trabalhar… As máquinas trabalharão por nós…  Seremos todos livres e belos… E ricos… Muito ricos… Viveremos para o prazer e o consumo… Iremos todos para Dubai…</p>
<p>Flutuaremos com nossos tênis super-hyper-high por Shopping Centers desenhados por arquitetos franceses chiquésimos e seremos felizes sempre… Para sempre…</p>
<p>Teremos Viagra, lap-tops, MP15, celulares, ar condicionado e antí-depressivos de última geração… E teremos mulheres com a bunda da tiazinha e a boca da Angelina Jollie… Que estarão sempre com aquele sorriso de capa da Caras… Nunca terão TPM, e “ficarão” com a gente sem exigir nenhum tipo de ARGGGHHH… compromisso… Huxley perde feio…</p>
<p>Por isso, Ele ficou com inveja. Por isso Deus, ou o acaso, se você preferir, o nosso criador, ficou com inveja de nós, a sua criatura. Ficou com inveja das “melhoriazinhas” que nós fizemos na criatura tosca e sem graça que Ele criou.</p>
<p>E então Ele criou o Ornitorrinco, para tentar nos confundir e ofuscar o brilho de nossa inteligência superior e de nossos sistemas de classificação. Por isso Ele criou aquela aberração. Aquele bicho escroto, aquela esquisitice que não se enquadra na nossa régua… E não serve pra nada…</p>
<p>Mas Ele não tarda por esperar… Logo loguinho a gente inventa um “Photoshop” para a vida real… E conserta o Ornitorrinco…</p>
<p>inTé + V <img src='http://www.carlosmaltz.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  C.Maltz.</p>
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		<title>2010 – O FIM DE UM MUNDO?</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 15:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maltz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[FIM DO MUNDO]]></category>

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		<description><![CDATA[Como você já deve ter percebido, 2010 começou forte. Parece que a Natureza “ligou o turbo”. No consultório, voltei de um mês de férias e encontrei a maioria das pessoas vivendo uma aceleração radical em seus processos existenciais. Em português simples e claro: “o bicho tá pegando”.
E a Astrologia, esta velha senhora, o que tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como você já deve ter percebido, 2010 começou forte. Parece que a Natureza “ligou o turbo”. No consultório, voltei de um mês de férias e encontrei a maioria das pessoas vivendo uma aceleração radical em seus processos existenciais. Em português simples e claro: “o bicho tá pegando”.</p>
<p>E a Astrologia, esta velha senhora, o que tem a nos dizer nesse momento? Ela pode nos auxiliar de alguma forma a compreendermos e nos posicionarmos melhor em relação ao que está acontecendo, e ao que há de vir?</p>
<p>Do alto de seus 5.000 anos de idade, dona Astrô não se abala muito com pouca coisa.  Já viu impérios outrora indestrutíveis virarem ruínas&#8230; Já viu civilizações que antes ditavam as regras, virarem pontos turísticos&#8230; Viu demônios virarem santos, santos virarem demônios, metalúrgicos virarem presidentes, astros do rock virarem astrólogos, políticos outrora muito populares virarem Judas&#8230; Enfim&#8230; Ela já viu de tudo&#8230; E sabe que “a vida vem em ondas como o mar”&#8230; Vem e vai&#8230; Vai e vem&#8230;</p>
<p>Dona Astrô pode nos auxiliar muito num momento desses, em que a corda está esticando. Pode nos lembrar de que isto é um ciclo, e que os ciclos têm a sua natureza, necessidade e duração.</p>
<p>E que ciclo é esse?</p>
<p>Teremos em 2010, mais precisamente no final de Julho de 2010 um alinhamento que (felizmente) não acontece todo momento.</p>
<p>Urano, planeta regente do signo de Aquário, um dos três “deuses da mudança”, geralmente associado á processos de quebras e rupturas radicais em modelos vigentes, completa uma volta e chega ao primeiro grau de Áries, que é também o primeiro grau de todo o Zodíaco. Só isto, já é um acontecimento astrológico significativo, que marca um momento de renovação.</p>
<p>Junto á Urano, vem Júpiter, considerado pelos antigos, como o grande “benéfico” do Zodíaco, também está associado á avanços em paradigmas ideológicos.</p>
<p>No início de 1762, os dois astros estavam alinhados no primeiro decanato do signo de Áries. Este ano é marcado pelo inicio da guerra entre Espanha, maior potência naval da época, e a Inglaterra, que passaria a ser a nova potência maior. O grande império ibérico caminhava para o fim, e o nascente império anglo-saxão começava a despontar.</p>
<p>Em 1845, Urano e Júpiter encontraram-se mais uma vez nos primeiros graus de Áries. Naquele ano, o parlamento britânico promulgou a “Lei Aberdeen”, que foi um passo decisivo para a futura libertação dos escravos, evento que também, sem dúvida nenhuma, foi paradigmático para os padrões da época, e iniciou um novo ciclo para a humanidade, visto que teve um impacto profundo nas relações sociais e econômicas dali para frente.</p>
<p>Em Julho de 1927, novamente Urano e Júpiter chegavam aos primeiros graus de Áries. Aquele foi um ano marcado pela primeira travessia sem escalas do Atlântico, realizada por Charles Lindbergh em seu “Spirit of Saint Louis”.  Evento que sem dúvida deixou o mundo muito “menor” do que era até então. Aquele ano também foi marcado por acontecimentos políticos radicais que tiveram importância capital nos desdobramentos futuros. Em Agosto, uma revolta do exército chinês dá origem ao que viria ser o “Exército Vermelho”, que teve papel fundamental na revolução que transformou a face e a história daquele antigo país, e está na base do peso que ele tem hoje no planeta. Naquele mesmo ano, Benito Mussolini promulga a “carta do trabalho”, que transforma a Itália em estado corporativo, e abre as portas para o Fascismo, e Josef Stálin, após expulsar León Trotsky, torna-se líder absoluto do PC e da URSS. Novamente, um mundo estava terminando, e outro estava começando.</p>
<p>Como podemos ver, este alinhamento marca o início de uma mudança radical. As pessoas estão fazendo barulho á respeito de 2012, mas na verdade, o mundo acaba mesmo, é em 2010. Pelo menos o mundo tal qual o conhecemos até aqui.</p>
<p>O céu de 2012 não apresenta nenhum aspecto astrológico radical. Nenhum que chegue próximo ao que teremos esse ano.</p>
<p>Se não bastasse o encontro de Júpiter e Urano em Áries, que como vimos, marca novos momentos politico-ideológicos, temos ainda a posição de Saturno, senhor do tempo e das colheitas nos primeiros graus de Libra, fazendo uma “oposição” exata á conjunção Júpiter-Urano. E Saturno não está só. Com ele vem Marte, como todos sabem, o senhor da guerra. Se isso tudo não bastasse, Plutão, outro “deus da mudança”, implacável e compulsivo, faz uma “quadratura” á esse povo todo, nos primeiros graus de Capricórnio, outros signo “Cardinal”.</p>
<p>O céu está pesado. De todas as conjunções anteriores que eu citei, essa é, sem dúvida, a mais tensa e a mais radical. O velho e o novo estão cara-a-cara para um confronto que já se anuncia há uns três anos.  E agora não tem mais como “empurrar com a barriga”, “não tem mais pra onde correr”.</p>
<p>O que está vindo pela frente?</p>
<p>Quem tiver olhos, verá&#8230; Um velho mundo morrendo, e um outro, novo, nascendo&#8230;</p>
<p>Todos já estamos sentindo a onda gigante de renovação que está chegando&#8230;</p>
<p>As mudanças acontecem em todos os níveis: no planeta, em nosso país, aqui no DF e também, como não poderia deixar de ser, em nossos lares, consciências e em nossas vidas. Todos gostam de mudanças planetárias, mas quase ninguém gosta quando elas começam a acontecer em nossas vidas, de verdade.</p>
<p>Quase todos nós, conscientes disto ou não, admitamos isto ou não, somos apegados aos modelos e estilos de nossas vidas, por mais deficientes e causadores de sofrimento que eles sejam. Faz parte de nossa natureza. Somos todos, mais ou menos conservadores. Basta ver quando algo realmente novo chega a Terra, a reação contrária que causa, e a pouca adesão que conquista, num primeiro momento.</p>
<p>O Cristianismo hoje é uma potência política e econômica, influindo em governos, movimentando bilhões e capitaneando guerras. Mas no começo, se limitava a doze pessoas, e durante quinhentos anos, ser simpático a esta idéia era motivo bastante para mandar alguém ser almoço dos leões.</p>
<p>Só que tem momentos, que é mudar ou mudar. E esse é um desses momentos.</p>
<p>Todo esse transtorno e esse “rebuliço” em nossas vidas são as mudanças chegando e batendo na porta dos nossos velhos estilos de vida, que se defendem como podem. Com unhas e dentes, como Saturno e Marte sinalizam.</p>
<p>Será que estamos dispostos a mudar? Será que sabemos o que precisamos mudar? Ou será que ainda estamos pensando que os problemas em nossas vidas são causados pelo ex, pela ex, pelos filhos, a sogra, pelo Lula, pelo Arruda, por nossos inimigos, Deus, o diabo, etc.?</p>
<p>A Tsunami da transformação planetária está batendo na praia. Ou pegamos essa onda e vamos com força para a frente, ou ela nos pega e  quebra a espinha dorsal de nossas resistências. A hora de mudar é agora. Se a sua vida já está de pernas para o ar e você não está dando conta sozinho, procure ajuda. Um médico, padre, psicólogo, terapêuta, astrólogo, um amigo de verdade&#8230; Enfim, alguém que possa te ajudar a se enxergar, que nós não viemos equipados de fábrica com espelho retrovisor. Somos todos muito hábeis para enxergar cisco no olho do irmão, e cegos para ver a trave em nosso próprio olho&#8230; Boa sorte amigos, e coragem&#8230; Toda força á frente que o novo nos espera&#8230; E sua urgência ruge&#8230;</p>
<p>[]s C.Maltz.</p>
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